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 Leis de restrições alimentares

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Ronaldo
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Masculino Número de Mensagens : 125
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MensagemAssunto: Leis de restrições alimentares   1/9/2008, 11:21

Leis de restrições alimentares
por Ton

Sobre "comer ou não animais imundos", basta somente fazermos algumas considerações sobre a Classificação dos Animais (limpos e imundos), que fazem parte das Leis Alimentares (Lv 11).

- Sabe-se que essa classificação é desde a época de Noé (Gn 7:2. 8 ), e junto com o "pacote", vem a proibição de ingerir sangue (Gn 9:2). Com essa observação vemos que as Leis Alimentares não têm raízes na Lei de Moisés, embora tenham sido reforçadas no Sinai, tanto para os israelitas quanto para os gentios (Lv 7:27).

- Na época de Abraão, DEUS disse que a "medida da iniqüidade dos amorreus não estava cheia" (Gn 15:16) e eles praticavam abominações diante do SENHOR. Os cananeus (incluindo os amorreus) tinham conhecimento do que era agradável a DEUS ou não (Lv 18:27), mas não deram ouvidos à Voz do SENHOR (Dt 8:20), atraindo sobre eles a destruição e a ascensão dos israelitas no lugar deles (Lv 18:28). E os israelitas não deviam praticar as abominações dos cananeus (Lv 18:30), pois, por ter se aborrecido deles (Lv 20:23), DEUS enfatizou as Leis Alimentares, separando o povo dEle dos outros (Lv 20:23-26).

O Apóstolo Pedro citou Lv 20:26 em 1Pe 1:16 e o Apóstolo dos Gentios escreveu para "não tocarmos em coisa imunda" (2Cor 6:17), porque, assim como foi com os israelitas, também fomos separados dos povos .

- O fato de JESUS ter dito que "nada que entra no homem o contamina" (Mr 7:15) girava em torno de um contexto proposto ["comer sem lavar as mãos" (Mt 15:20) - lei da tradição], sem abranger o questões da Lei do AT. Tanto é que nem os discípulos aplicaram a Declaração de CRISTO às Leis do Antigo Testamento (como bem demonstrou Pedro na Visão do Lençol (Atos 10), que significou a aceitação dos gentios em Israel).

Quando JESUS disse que "se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum" (Mr 16:18) não foi estímulo algum da parte dEle de que os crentes ingerissem veneno (aliás, nem se vê na Bíblia alguém bebendo veneno, muito menos alguém ingerindo alimentos imundos).

- No Concílio de Jerusalém houve a menção de três leis alimentares, dentre as Quatro Decisões (At 15:29). Em seu Teor Global, as Escrituras nos fazem entender que as Decisões do Concílio possibilitariam a aceitação dos gentios na Comunidade de Israel, já que estavam separados (Ef 2:12). E se fosse dito a eles que, logo de início, tivessem que obedecer os mandamentos morais da Lei, eles não suportariam, pois ainda eram carnais, recém-convertidos, criancinhas em CRISTO (1Cor 3:1-2).

No entanto, eles, quando adultos, aprenderiam nas Escrituras (Rm 15:14 / 1Cor 14:20 / 2Cor 10:5 / Hb 5:14), Ensinos que excedem os horizontes iniciais propostos no Concílio, exemplo disso, a proibição de tatuagens.

- Há quem diga que tais leis deviam ser consideradas apenas pelos israelitas, no entanto vemos escrito que DEUS entrará em juízo contra a toda carne; dentre estas, menciona-se "os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato" (Is 66:17).

Sem contar também que, até mesmo um anjo fez distinção entre animais, referindo-se a aves, como sendo "imundas e detestáveis" (Ap 18:2).

Conclusão:

A razões expostas acima nos levam a concluir que as Leis Alimentares não tiveram raiz na Lei de Moisés, não prefigurava CRISTO, não deixou de ser praticada pelos discípulos, foram incluídas nas Decisões do Concílio de Jerusalém a fim de serem aplicadas aos gentios, e, o mais incrível, foi usada por um anjo como base para chamar aves como sendo imundas e detestáveis. Isso indica que as Leis Alimentares têm evidências óbvias para estarem vigentes, não no sentido de deixar o homem impuro pela ingestão dela, mas por ter brotado do coração a rebeldia de não praticar ordens de DEUS vigentes para nossa época, ignorando a Sabedoria de DEUS de nos ter dito para não comermos coisas abomináveis aos Olhos dEle, mesmo que para nosso paladar seja uma delícia.

E já que nem tudo convém, obedeçamos a Voz do SENHOR nosso DEUS e não façamos os mesmo que os amorreus da terra de Canaã.

"Não toqueis coisa imunda" / "Separai-vos" (2Cor 6:14-18).


Última edição por em 1/9/2008, 21:46, editado 5 vez(es)
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/9/2008, 11:29

Um texto sugestivo:

E morará o lobo com o cordeiro,
e o leopardo com o cabrito se deitará,
e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos,
e um menino pequeno os guiará.

A vaca e a ursa pastarão juntas,
seus filhos se deitarão juntos,
e o leão comerá palha como o boi.


E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide,
e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco.

Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte,
porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR,
como as águas cobrem o mar. (Isaias 11:6-9)


Até os animais serão vegetarianos ? ? ?
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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/9/2008, 21:49


O Divino Manual Para o Funcionamento da Máquina Humana
Comprei uma bicicleta nova na primavera de uns anos atrás, e o manual de como montá-la, fazê-la funcionar, usá-la em segurança era quase tão volumoso quanto o de um automóvel. Tudo porque o fabricante quer que o usuário tenha o seu equipamento na mais eficiente e durável aplicação.

Deus, o Criador, não agiria diferente de qualquer fabricante de equipamento humano, deixando a “máquina” que criou sem ser acompanhada de seu devido “manual”. Assim, Ele estabeleceu leis para que o homem faça funcionar devidamente a “máquina” de seu organismo. As leis de saúde regulam o melhor para o consumo alimentar humano, com os aspectos higiênicos como claras medidas profiláticas para preservar essa boa saúde de Suas criaturas.

Na verdade, os próprios defensores do “liberou geral” quanto a tais regras admitem que o motivo de Deus ter dado leis detalhadas sobre alimentação seria exatamente esse: conceder ao homem mecanismos de defesa ante as condições atrasadas para as criaturas divinas, especialmente quando não havia hospitais, clínicas, laboratórios, medicamentos e tratamentos modernos. É verdade, só que com isso não sabem justificar por que, da noite para o dia, elas teriam que cessar, já que as condições que poderiam ser detrimentes ao homem prosseguiram justificando tais cuidados divinos, tanto na Terra de Judá, quanto nas demais terras por onde o evangelho seria propagado.

As regras alimentares da Bíblia praticamente definem o que para o homem deve constituir “alimento”. Caso contrário, o homem iria ignorar o que seria melhor para si e buscar consumir todo tipo de animais, cujo objetivo ecológico é outro, como no caso de animais terrestres, aéreos e aquáticos. Estes dias li uma pequena nota na revista Readers' Digest em que alguém pergunta a um morador do litoral por que não se caçavam as aves que voavam pelas praias para comer. O experiente morador litorâneo explicou que um tijolo posto ao forno para cozinhar terminaria mais macio do que uma gaivota e outros pássaros típicos da região marinha.

Por ignorar tais regras de alimentação é que muitas pragas e doenças têm afetado os seres humanos, como a própria infestação de AIDS, febre ebola e os ataques de pragas (como a peste negra da Idade Média) têm sido atribuídas à ingestão ou manipulação pelo homem de animais proibidos por Deus.

O sábado tem o seu aspecto também sanitário. Se Deus não estabelecesse um dia para o homem cessar suas atividades, sua tendência seria trabalhar mais e mais, sem detença, prejudicando-se física e mentalmente. Deus sabiamente associou um dia para seu descanso com um tempo especial para adoração a Ele, estabelecendo, assim, os limites necessários ao homem. Jesus demonstrou interesse pela melhor saúde de seus discípulos nesse aspecto do descanso físico quando, certa vez, apelou-lhes: “Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco” -- Marcos 6:31.

Até a questão da lei do dízimo tem a sua lógica benfazeja. Deus não precisa do dinheiro do homem, mas criou normas para a manutenção do ministério de modo que houvesse participação de Seus filhos. Do contrário, a tendência humana seria egoisticamente reunir mais e mais para si, sem pensar na responsabilidade da Obra que o homem tem a seu encargo concluir sobre este planeta: pregar o evangelho para toda criatura e assim promover até o “fim” de todas as coisas (Mat. 28:19, 20 e 24:14).
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Prof. Azenilto
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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/9/2008, 22:09

Um Balanço dos Argumentos dos Adeptos do “Liberou Geral” Quanto às Regras Alimentares Bíblicas
Qualquer discussão sobre este tema tem que ser antecipada por respostas às três perguntas seguintes:

1 – Por que Deus criou essas leis de limitações alimentares? Teria Ele simplesmente “cismado” sobre certos tipos de carne, sem qualquer motivo justo, e pronto?

2 – Em que aspectos as leis dietéticas teriam sido abolidas na cruz, já que não eram cerimoniais? Em que apontariam ao sacrifício expiatório de Cristo?

Obs.: Houve quem sugerisse que simbolizariam a separação entre judeus e gentios. Mas se assim for, estaria Deus incluindo em Sua lei um aspecto de algo que Ele, que “não faz acepção de pessoas”, condena?

3 – Como o sangue derramado de Cristo teria sido eficaz para purificar a carne de porco, rato, urubu, cobras e lagartos? Teria operado alguma mudança de composição estrutural de modo a torná-las adequadas ao consumo humano?

Vejamos, a seguir, os principais argumentos levantados pelos “valetudistas alimentares” e como há dificuldades imensas para que tenham razão em suas alegações:


* Cristo em Marcos 7:1-23 fala do que entra pela boca não contaminar o homem, o que se interpreta como se Ele estivesse liberando Seus seguidores das regras alimentares:

Dificuldades de tal interpretação:

A – O contexto claramente indica que a discussão não era do conteúdo das leis dietéticas de Levítico 11 ou Deuteronômio 14, e sim o contraste entre o que Deus estipulou e o que a “tradição dos anciãos” determinava quanto a lavagens purificadoras cerimoniais (Mat. 15:2). Isso Ele mesmo confirma no vs. 20.

B – Se Jesus está “purificando” supostos alimentos imundos naquela refeição, Seu ato foi inútil porque tratava-se de uma refeição judaica, na qual não haveria carnes imundas.

C – Cristo estaria abolindo a lei de restrições alimentares ANTES DA HORA, pois as regras sobre alimentação não foram abolidas na cruz?

D – Cristo estaria ensinando algo contrário à lei divina “ainda” vigente, com o que teria que ser, Ele próprio, considerado “o mínimo no reino dos céus” à luz de Suas palavras em Mateus 5:19.


* O Concílio de Jerusalém, de Atos 15, é um episódio empregado por alguns para apresentarem a idéia de que os cristãos gentios estariam livres das limitações todas da “lei judaica”, interpretando isso especialmente como isentando-os da guarda do sábado e das leis alimentares.

Dificuldades de tal interpretação:

A – Querer limitar a expressão “lei de Moisés” (vs. 5) somente a alguns itens que não convenham ao investigador é desonesto (leis alimentares e sábado). Esta expressão é bem mais ampla e inclui os preceitos cerimoniais, como também os morais, como “não matarás”, “não furtarás”, “honra teu pai e a tua mãe”, “não dirás o nome de Deus em vão”. . . Esse uso discriminatório da expressão é inteiramente suspeita.

B – O que ficou determinado no Concílio é expresso em quatro itens de coisas de que os cristãos gentios deviam ABSTER-SE. Não se tratava de nenhuma listinha de coisas que deviam passar a praticar, em substituição à “lei mosaica”, como alguns pensam (um ‘Tetrálogo’ a substituir o Decálogo?).

C – Das quatro regras estabelecidas, TRÊS tratam de. . . restrições alimentares! Então, em lugar de o Concílio de Jerusalém confirmar o “liberou geral” quanto às regras alimentares, instituiu foi algumas regras reiterando antigas restrições, aliás coisas da lei que supostamente havia sido abolida, como a proibição de ingerir sangue (Lev. 17:10-14). Como iriam repetir normas de uma lei abolida?!

D – Entre as reiterações de antigas normas há a recomendação contra os “pecados sexuais”, o que já era bem conhecido como lei divina, expressa no sétimo mandamento, “não adulterarás”. Contudo, os apóstolos acharam por bem reiterar tal princípio, possivelmente devido aos cultos pagãos envolverem prostitutas e prostitutos cultuais, e nem por isso a lei da qual essa regra é citada foi abolida.


* O episódio da visão do lençol de Pedro, narrada em Atos 10, em que aparece um lençol com todo tipo de animais imundos, acompanhada da ordem, “mata e come” é prova de que houve um “liberou geral” divino sobre as regras alimentares:

Dificuldades de tal interpretação:

A – A resistência de Pedro ante a ordem “mata e come” mostra que ele não aprendera com Jesus ou seus companheiros apostólicos que houve o “liberou geral” das leis de restrições alimentares.

B – Pedro não entendeu o sentido da visão de modo algum, pois manteve-se intrigado sobre a mesma (vs. 17), e que o seu sentido era inteiramente simbólico se percebe pelo simples fato de que seria impossível ao Apóstolo matar e comer o que via numa visão. Seria o mesmo que alguém tentar chupar um sorvete mostrado numa tela da TV.

C – Quando finalmente entendeu o sentido da visão, ele não a interpretou como tendo que ver com liberdade para comer de tudo, e sim que os gentios, dos quais aos judeus não era permitido “mesmo aproximar-se”, deviam ser contatados com o evangelho (ver vs. 28).

D - No capítulo seguinte, 11, ele diz que não poderia resistir à visão (vs. 17), mas tal resistência não dizia respeito a comer carnes imundas, e sim ao contato com os gentios. No seu discurso durante o Concílio de Jerusalém ele faz menção a sua experiência indiretamente, e fala em “purificação”, mas não de carnes imundas, e sim dos corações dos gentios conversos (ver Atos 15:7-9).

Que ele superou tal resistência fica claro em Gálatas 2:11, onde é dito que ele comia com os gentios, embora tenha recebido repreensão de Paulo pelo fato de tentar disfarçar esses seus contatos, injustificadamente.


* As leis de restrições alimentares eram cerimoniais, simbolizando a separação entre judeus e gentios, tendo cessado com a morte expiatória de Cristo:

Dificuldades de tal interpretação:

A – Os adeptos do “liberou geral” das leis alimentares não sabem definir as razões de Deus as ter instituído, para começo de conversa. Se fosse para proteger a saúde do povo, por que tal preocupação desapareceria da noite para o dia com a morte de Cristo, sendo que as condições de higiene do homem e animais permaneceriam as mesmas de séculos, não só na Terra de Judá, como por todo o mundo onde o evangelho seria pregado?

B – Não se justificaria que da noite para o dia carnes tais como de rato, urubus, cobras e lagartos passassem a ser consumidas, quando o véu do Templo rasgou-se de alto a baixo, e os vale-tudistas alimentares não sabem justificar por que a morte de Cristo teria alterado a composição dos alimentos imundos, e explicar como tais alimentos prejudiciais à saúde deixaram de sê-lo quando Cristo proferiu o “Está consumado” e expirou.

C – Não ocorre a mínima evidência de que realmente a alimentação com todo tipo de comida passou a ser a prática dos seguidores de Cristo dos primitivos anos do cristianismo, seja na Terra de Judá ou pelo resto do mundo.

D – Embora haja quem alegue que aquelas leis eram prefigurativas da separação entre judeus e gentios, o fato é que Deus não iria manter em Sua lei um aspecto tão negativo relativo a maus sentimentos humanos (preconceito racial, xenofobia), pois Ele “não faz acepção de pessoas”. Ademais, isso representaria mudar o enfoque de Cristo e Seu perfeito sacrifício para o homem em suas deficiências.


* Em Romanos 14 Paulo trata dos “fracos” em conflito com os “fortes” na fé, a respeito de certos artigos alimentares, dedicando-se a um debate em torno de se poder utilizar carnes outrora imundas, o que também se dá em 1 Tim. 4:1-3:

Dificuldades de tal interpretação:

A – Não há a mínima evidência de que os debates ali ultrapassassem a questão de alimentos sacrificados a ídolos, já que Paulo dissendia das decisões do Concílio de Jerusalém que proibiam tal consumo, enquanto dizia que “o ídolo em si nada é”, permitindo tal consumo, apenas recomendando respeito aos que tivessem escrúpulos delicados, para não melindrá-los com a licença de valerem-se de tais alimentos que, aliás, não se limitam a carnes (do grego broma).

B – A ênfase de Paulo quanto a nosso corpo ser “o templo do Espírito Santo” (1 Cor. 3:16, 17; 6:15) não favorece a noção de que o crente pode alimentar-se de carnes de porco, rato, urubus, cobras e lagartos, já que o mesmo Paulo disse: “Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor. 10:31). Com isso ele mostra que o cristão deve cuidar com o que come, e não ser indiferente ao tipo de comida que ingere.

C – O texto de discussão paralela em 1 Timóteo 4 fala em “abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graça” (1 Tim. 4:3) e o seu contexto refere-se a quem até proibia o casamento, portanto numa referência a um grupo específico de pessoas, que os pesquisadores identificam como gnósticos de uma ala ascética. Logo, não se trata de uma regra geral, e de cara já temos que considerar que o “tudo o que Deus criou é bom” (vs. 4) deveria incluir também cobras, lagartos, baratas, aranhas. Além disso, excluiria os alimentos da “restrição alimentar” do Concílio de Jerusalém (Atos 15:20), com o que o “tudo” claramente tem suas limitações e não deve ser interpretado de modo absoluto.

D – Em 1 Tim. 4:5 Paulo fala de usar comidas que Deus criou e que são boas “porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas”. Sendo que a Palavra de Deus é citada como base para decisão de alimentos e esta estabelece as regras dietéticas (e a instrução bíblica que os cristãos primitivos na época recebiam era em grande medida por ouvirem a leitura das Escrituras aos sábados nas sinagogas—ver Atos 15:21) é extremamente improvável que o apóstolo esteja dando “carta branca” para o consumo de baratas, urubus, cobras e lagartos como sendo criados por Deus para consumo humano, milagrosamente transformados em alimentos aptos ao consumo humano apenas por causa de uma oração de graças (como alguns deixam implícito).


*O texto escatológico de Isaías 66:17 trata de profecias futuras, mas ligadas a Israel, e não a todos os moradores da Terra, pois há menção a nações ligadas à história e experiência de Israel como nação:

Dificuldades de tal interpretação:

A – Os capítulos 65 e 66 lidos na sua inteireza mostram o quadro de Deus apelando a Israel para ser-Lhe fiel e abandonar práticas condenáveis e abomináveis, diante da promessa de extermínio dos inimigos que os desviaram da verdade, e do novo céu e Nova Terra que se antecipam.

B – O contexto imediato da passagem fala de “fogo e espada” com que o Senhor entrará “em juízo COM TODA CARNE”, e que Ele vem para “ajuntar todas as nações e línguas” as quais “contemplarão a Minha glória”, numa claríssima indicação de tratar-se do mesmo fim descrito em Apocalipse. E “esses todos” que comem carne de porco, rato e praticam idolatria estão incluídos entre os condenados à destruição, tanto no capítulo 65 quanto 66 (ver Isa. 65: 3 e 4 e 66:16-18—ver também Eze. 33:25, nações pagãs condenadas por comerem carne com sangue).

C – Há descrições de nações contemporâneas do profeta (Társis, Pul, Lude, Tubal e Javã), mas são representativas das “todas as nações” mencionadas, bem como no Apocalipse o vidente de Patmos também trata de Babilônia, Egito, Gogue e Magogue representando TODOS os povos inimigos dos Filhos de Deus que encontrarão o seu castigo final.

D – No próprio final do capítulo há referência clara aos “novos céus” e “nova terra”, quando o povo de Deus estaria se mantendo fiel à lei divina, inclusive observando o sábado. No Novo Testamento também lemos de destruição aos que destroem o corpo, que é Templo do Espírito Santo (1 Cor. 3:17 e 6:19) e no Apocalipse João se refere às “aves imundas”, num contexto escatológico (ver Apo. 18:2). Destarte, pelo fim do 1o. século AD João ainda mantinha a concepção de animais imundos, prova de que tal atribuição a certos animais não havia cessado.


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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/9/2008, 22:18

Textos Bíblicos Mal Compreendidos Sobre o Tema da Alimentação
Cristo declarou em Marcos 7:18-20: “Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E assim considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.

Coerência das Escrituras
Que questões estão aqui envolvidas? O Novo Testamento deixa bem claro: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Cor. 6:19, 20). E também: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Cor. 3:17); “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor. 10:31).

As Escrituras são coerentes. Elas não iriam ensinar-nos a cuidar bem com o que comemos e bebemos num lugar para noutro ensinar que não importa o que comemos ou bebemos. O problema com o texto de Marcos 7 é que muitos não percebem a natureza do debate que Cristo está levando a cabo. O mesmo ocorre com a atitude de Cristo quanto à lei divina e, particularmente, o sábado, tão mal compreendida por certos intérpretes bíblicos.

A Lei e o Sábado, Como Entender Tais Debates?
Quanto à lei, basta ler todo o seu Sermão da Montanha, em Mateus caps. 5 a 7, para perceber que Jesus não fala nada em alguma nova lei que veio implantar para substituir a antiga lei divina. De modo algum, tanto que afirma no início que não veio aboli-la, e sim cumpri-la, incentivando os discípulos a uma obediência a essa lei de modo a “exceder em muito a [justiça] dos escribas e fariseus” (Mat. 5:20).

Na seqüência, a ênfase de Cristo é exaltar os princípios mais profundos e espirituais da lei, perdidos de vista pela liderança religiosa judaica (“ouvistes o que foi dito aos antigos . . . Eu, porém, vos digo”). Ele não faz tais comentários no sentido de substituição de lei nenhuma, mas de interpretação do correto sentido e valor da lei divina que permanece como norma de vida, firmada que é no duplo princípio de “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (ver Mateus 19:17-19 e 22:36-40, cf. Levítico 19:18 e Deuteronômio 6:5). Afinal, já o patriarca Jó, no seu antiquíssimo livro (muitos entendem ter sido o primeiro livro da Bíblia escrito), declara: “Fiz concerto com os meus olhos para não olhar com lascívia para uma donzela” (Jó 31:1, NIV). Portanto, olhar para uma mulher com intenções impuras não é um princípio que passou a valer a partir das palavras de Cristo, bem como odiar um semelhante sempre foi errado.

Sobre o sábado, quanta interpretação equivocada não ocorre, com tantos perdendo de vista o verdadeiro caráter e sentido dos debates de Cristo por curar nesse dia. Há os que apresentam uma visão até chocante, colocando a Cristo como um estranho Ser, que estabelece o sábado “por causa do homem”, como Ele mesmo assegurou, mas daí, por alguma inexplicável razão, põe-Se a empreender uma campanha contra a instituição, como se tivesse chegado à conclusão de não ter sido uma boa idéia estabelecer esse princípio.

Contudo, em lugar de insinuar menosprezo pelo mandamento ou intenção de indicar sua abolição, Cristo Se defende das acusações que lhe lançam por curar no sábado esclarecendo que fazia o que era “lícito” (Mat. 12:12), o que significa “em harmonia com a lei”. Se Ele é o “Senhor do sábado” (Mat. 12:8') que foi “feito por causa do homem” (Mar. 2:27) e ao qual observava regularmente (Luc. 4:16) como iria passar a combater uma instituição por Ele mesmo estabelecida como Criador (Heb. 1:2)? Na verdade, o sentido de Seus debates não era indicar o fim do sábado, e sim restaurar o mandamento a sua correta aplicação, livrando-o dos acréscimos aplicados ao mandamento pelas tradições dos fariseus. O teor de Seus debates a respeito não era quanto a SE deviam guardar o sábado, QUANDO deviam guardar o sábado, e sim COMO observar o “dia do Senhor” no seu devido espírito.

O Debate Sobre O Que Entra no Homem e Dele Sai
Em Marcos 7 encontramos a Cristo uma vez mais empenhado em debater questões legais com líderes religiosos dos judeus e novamente há muita incompreensão do verdadeiro sentido desses debates. Os fariseus mantinham leis bastante estritas concernentes à pureza ritual. Eles criam que tocar num gentio (não-judeu) no mercado seria contaminante. Todos os utensílios de cozinha, como potes e panelas, copos e pratos, deviam ser lavados completamente no caso de algum gentio tê-los tocado, desse modo os contaminando (ver Mar. 7:1-5).

O objeto das discussões em Marcos 7 não eram as leis higiênicas dadas a Israel (Levítico 11) por um Deus amoroso que visava a proteger a saúde de Seus filhos, mas as tradições, os acréscimos ilegítimos a essa lei criados pelos fariseus, ou seja, a “tradição dos anciãos” (Marcos 7:5). Estes criam que comer com mãos sem lavar acarretaria contaminação procedente dos gentios. O ponto em discussão não era o que comer, mas como comer. Não se tratava do repúdio das leis de saúde concedidas pelo próprio Senhor, mas uma rejeição das idéias sobre contaminação cerimonial por contatos com gentios.

Nesse contexto é que “o que de fora entra no homem não o pode contaminar” no sentido espiritual. O que poderia proceder da mente de um homem é que seria realmente contaminante, quando isso representasse os piores pecados que Cristo enumera nos vs. 21 e 22. Nenhum alimento é cerimonialmente impuro pois o alimento em si não traz consigo pecado algum.

Cristo está acentuando as questões internas, enquanto os líderes judaicos preocupavam-se com exterioridades. O Salvador de modo algum está liberando todo tipo de comida para Seus discípulos e sim mostrando que a contaminação que mais conta é a do espírito, não a do corpo, especialmente por rituais criados por homens. Tanto isso é verdade que mais tarde, na visão do lençol em Atos 10, Pedro demonstra que não aprendeu tal lição com Cristo pois expressou veemente recusa em matar e comer os quadrúpedes, répteis e aves imundas que lhe surgiram na visão. Mais tarde ele entendeu que aquilo se referia aos gentios, aos quais os judeus consideravam “imundos” (ver Atos 10:28, 34, 35).

As Incompreendidas Palavras Paulinas
Os escritos de Paulo são outra fonte de incompreensão de muitos intérpretes da Bíblia. Isso pode ser perigoso à luz do que Pedro declarou em 2 Pedro 3:15-17. Quando ele trata da questão de certos alimentos a serem ou não consumidos, novamente se revela a incompreensão do que está dizendo, pois pessoas lêem os seus escritos com pressupostos que não correspondem à realidade histórica, cultural e contextual das questões.

Em 1 Coríntios 8:1 o Apóstolo, por exemplo, trata dos alimentos sacrificados a ídolos, o que é realçado no vs. 4. Em 1 Coríntios 10:25 ele chega a recomendar que se coma “tudo que se vende no mercado”, mas o problema deve ser identificado. Porções das carnes que eram sacrificadas em cultos de ídolos pagãos em Corinto eram vendidas nos mercados locais. Isso levou alguns judeus muito estritos a adotarem um regime vegetariano (Romanos 14:2-4). A questão aqui é saber se seria moralmente errado comer carne oferecida a ídolos. A resposta de Paulo é que os ídolos nada são (1 Cor. 8:4) mas que não se deve causar escândalo para um irmão que tivesse escrúpulos mais sensíveis quanto ao tema. Em respeito a esses seria melhor não empregar tal alimento (1 Cor. 8:11-13).

Destarte, uma vez mais o tema em discussão não eram os alimentos proibidos pela legislação levítica. Cristo não veio para purificar porcos, ratos e urubus para que sirvam de alimento para Seus filhos. Ademais, essas leis higiênicas não tinham caráter prefigurativo, em nada apontavam à cruz e ao sacrifício expiatório de Cristo. Não tinham por que, pois, serem abolidas pois não tinham as mesmas características das “leis cerimoniais”.

Na referência a 1 Timóteo 4:3 (os que “proíbem casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos com ações de graça”) Paulo se refere a certos sectários de seu tempo (a expressão “últimos dias” tem o sentido de “tempo desde a presença do Messias”). Tratam-se de sectários de tendências ascéticas, como certos grupos gnósticos. Os heréticos colossenses, sobre os quais infelizmente não há muita informação, demonstravam tais tendências (ver Colossenses 2: 8, 16, 21).

O próprio fato de ressaltar que tais alimentos deviam ser “recebidos com ações de graça” indica que Paulo trata daquilo que mereceu aprovação divina, não dos alimentos proibidos por Deus que, logicamente, não se enquadrariam nesse qualificativo.Também é bom lembrar que a palavra “alimento” de modo algum limita-se a carnes.

O Apóstolo está se expressando contra o fanatismo dos que declaram que todo prazer físico é mau. Isso, em parte, deriva da noção dualística originária da filosofia grega, que atribuía ao corpo a maldade, enquanto a “alma” seria o elemento puro a ser refinado.

Proibições Bem Antigas
Quando Noé entrou na arca recebeu instrução de levar sete pares de animais limpos e só dois dos animais imundos (ver Gênesis 7: 2 e 3), pois após o dilúvio não haveria de imediato plantações e esses animais certamente seriam a fonte de alimento dos sobreviventes do dilúvio. Isso é significativo, pois mostra que a distinção entre animais limpos e imundos antecede a legislação sinaítica e, portanto, não é coisa só para os judeus. Noé sacrificou apenas animais limpos (Gên. 8:20).

Em Gên. 9:3 e 4 há realmente uma permissão para que Noé se alimente de “tudo o que se move, e vive”, com exclusão do sangue. Na verdade, porém, além da exceção do sangue, a lei mais tarde estipulava que não se podia utilizar carcaças de animais mortos por outras feras (Êxo. 22: 31; Lev. 17:15). Daí a permissão referir-se a “tudo o que se move, e vive”. Alguns pensam que com isso estão autorizados os demais animais, como porco, rato, cobras e lagartos. Contudo, sendo que ficou pouco antes bem claro que havia separação e definição de animais limpos e imundos, por coerência essa recomendação dizia respeito aos animais limpos somente. Moisés não julgou necessário detalhar o que antes já havia indicado.

Em Isaías 65:2-5 e 66:16-18 se descreve os que se rebelaram contra Deus e são consumidores de carne de porco e rato, além de adorarem ídolos. O profeta declara que esses serão destruídos por comerem porco e carnes abomináveis! Em Êxodo 15:26 lemos a promessa divina ao povo de Israel, de que se obedecessem plenamente os mandamentos que Deus lhes estabeleceu “nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor que te sara”.

Voltando a tratar dos escritos paulinos, vemos que a admoestação do Apóstolo à comunidade de crentes em Cristo é de que “o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” e que “apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (1 Tess. 5:23; Rom. 12:1). O apóstolo João faz uma saudação a um nobre amigo cristão ressaltando os seus “votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 2).

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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/28/2008, 18:39

Olá, amigos e irmãos

Este tema foi debatido de forma até "apaixonada" em certo fórum e nunca imaginei que houvesse tanta objeção aos princípios bíblicos sobre alimentação e saúde. Os que amam uma bistequinha de porco querem por todos os meios verem abolidos esses princípios, colocando seu apetite acima do "assim diz o Senhor" das Escrituras. Defendem um "liberou geral" quanto às regras alimentares, só que quando eu pedi que me preparassem um estudo global do ensino bíblico apresentando AS VANTAGENS para os filhos de Deus de terem essa "liberdade" de se alimentar do que queiram (o que incluiria carne de rato, cobras e lagartos) NUNCA souberam o que dizer. Não apresentaram nenhum "balanço" como vêem que eu postei uns dois quadros acima.


E que é muito mais vantajoso superar o apetite, e não seguir a filosofia "o que é bom ao paladar é bom para mim", temos no recente artigo da revista National Geographic Magazine, destacando os adventistas do sétimo dia entre os povos mais privilegiados com longevidade e melhor saúde.

Também os objetores das leis dietéticas bíblicas nunca souberam explicar devidamente por que tais leis foram estabelecidas, para começo de conversa. Até reconheceram que visavam à melhor saúde do povo de Israel numa época em que não havia hospitais, tratamentos, princípios nutricionais. Só que não sabem explicar por que, de repente, com o morrer de Cristo na cruz, tais recursos preventivos foram suspensos, sendo que as condições na terra de Judá e pelo mundo afora (onde o evangelho seria proclamado) permaneciam as mesmas. . .

Daí entram os aspectos teológicos. Por que seriam abolidas na cruz juntamente com as regras cerimoniais? Em que apontariam para o sacrifício de Cristo? Não sabem dizer. . . Alguém sugeriu algo como "divisão entre judeus e gentios". . . Mas faz sentido isso? Iria Deus instituir leis para destacar algo que reflete uma deficiência humana, já que Ele "não faz acepção de pessoas"?

Pois imaginem que até a palavra de um ateu, materialista, que quer "provar" que a Bíblia não tem fundamento, que as leis de saúde são meras idéias que Moisés pôde ter copiado de povos antigos, embora, por incrível que pareça, o tal ateu depois veio debater que Moisés não escreveu nada porque no seu tempo nem havia alfabeto, foi altamente prestigiada por supostos cristãos. É um incrível vale-tudo retórico em que até as opiniões de um indivíduo que faz pouco caso da inspiração bíblica tem valor! Isso de parte de gente que diz aceitar plenamente a Bíblia como Palavra de Deus!

Os estudos deste tópico dão-nos suficiente fundamentação bíblica para sabermos o que será melhor para nosso regime alimentar. Graças a Deus.
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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   1/28/2008, 18:49


Eis o testemunho que encontrei noutro ambiente internético:

Esses dias encontrei um livro que pode lhe ajudar neste debate ao qual se referiu, acerca dos alimentos em Levítico: Coma Bem Viva Melhor, de Rex Russell, Editora Betânia, 1998. Original em inglês: What the Bible Says About Healthy Living, 1996.

No mesmo, entre outros assuntos, trata das carnes limpas e imundas. O Dr. Rex (não sei qual sua religião), cita um estudo feito por David Match (M. D.), no qual ele avalia o nível de toxidade de carnes limpas e imundas que foram apresentadas a uma cultura em condições de laboratório, o que transcrevo a seguir:

O Outro lado -- As Carnes "Impuras"
O Senhor disse ao sacerdote Arão: “Para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”. (Lv. 10:10)

A palavra hebraica chol traduz-se por "comum" e significa "compartilhado por todos", profano, sacrílego, contaminado.

Embora tais expressões carreguem consigo o sentido de pureza ou impureza rituais, sagrado e profano também conotam o que é saudável ou prejudicial como alimento - em outras palavras, aqui o limpo e o imundo também são físicos. Portanto Deus não estava tentando reduzir a dieta de seu povo apenas por questões cerimoniais. Hoje os motivos de ordem física ainda existem, sugerindo que se preste atenção ao que Deus disse.

No princípio recomendamos comer do que foi criado comer como alimento e evitar tudo o mais. Esse "tudo o mais" é impuro.

A Ciência Apóia a Sabedoria de Deus
A sabedoria do plano divino no que diz respeito a carnes foi confirmada em boa parte por um estudo realizado em 1957 pelo Dr. David Match, da Universidade Johns Hopkins, no qual ele relatou os efeitos tóxicos da carne animal numa cultura de crescimento controlado. Uma substância seria classificada como tóxica se ela retardasse ou desacelerasse a taxa de crescimento da cultura para menos que 75%. O sangue de todos os animais testados pelo Dr. Match mostrou-se mais tóxico que a carne.

A tabela seguinte baseia-se no estudo do Dr. Match. Os resultados de sua pesquisa demonstram que quanto mais baixa a taxa de crescimento da cultura, mais tóxica é a carne. Observe que a carne dos animais e peixes que Deus nos deu por alimento é totalmente não tóxica, mas a dos animais proibidos é tóxica. (Os animais apresentados sem classificação por percentuais na tabela abaixo não foram estudados, mas sào incluídos aqui para dar uma abrangência maior à lista de carnes limpas e imundas).

Lembremos bem—Qualquer índice acima de 75% indica que a carne não é tóxica, é "limpa". [Quem desejar ver a lista de animais e as proporções referidas (o que inclui "quadrúpedes", "aves e outros alados", "peixes" e "insetos"), ver no Fórum Adventista em Português o artigo completo, que se pode acessar pelo seguinte link:
Essa tabela pode nos auxiliar na identificação dos tipos de carne que devemos consumir. Também mostra que estamos ingerindo muitas substâncias tóxicas que não foram criadas para ser alimento.

A diferença entre os animais limpos e imundos parece estar relacionada com sua fonte primária de alimentação e com o sistema digestivo de cada um. De acordo com a Bíblia são imundos, isto é, impróprios para o consumo, os que se alimentam de tudo e qualquer coisa. Os animais qualificados como limpos, isto é, próprios para comer, se alimentam essencialmente de grãos e relva.

Esse exame da carne limpa e imunda revela ainda muito mais fatos, levando em conta a moderna tecnologia a serviço da análise toxicológica. Um Deus amoroso, empenhado na proteção de seu povo, confirma esse zelo mostrando-nos justamente que alimentos devemos ingerir. Em Levítico 11:43 temos uma pequena amostra de Sua vontade:

“Não vos façais abomináveis por nenhum enxame de criaturas, nem por elas vos contaminareis, para não serdes imundos”.

Observe na passagem seguinte alguns mamíferos cuja carne Deus proibiu o homem de comer:

“Destes, porém, não comereis: dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas: o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; este vos será imundo; o arganaz, porque rumina, mas nào tem as unhas fendidas; este vos será imundo; a lebre, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; esta vos será imunda. Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo; da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. estes vos serão imundos”. (Lv 11:4-8).

Notemos que a impureza não se restringe aos carniceiros. O cavalo e o coelho, por exemplo, são imundos por não serem fissípedes, isto é, não têm os cascos ou as patas fendidas. Embora em alguns países sejam ambos considerados boa iguaria, já ficou comprovado através de estudos que a carne de cavalo é quase sempre infestada de vírus e parasitas. Já o coelho, embora pareça limpo, é um agente causador da tularemia, doença bacteriana que o homem contrai de animais.

Obs.: No mesmo livro há outras seções interessantes como a que fala do porco, dos moluscos, dos rastejantes e ovos.

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MensagemAssunto: Re: Leis de restrições alimentares   10/23/2008, 03:49


O Pr. Joel Osteen é autor de livros que vendem milhões em todo o mundo incentivando o viver vitorioso. Ele é pastor de uma dessas chamadas "megachurches" (congregações gigantes), a Lakewood Church, de Houston, TX.

O vídeo [em inglês] é um pequeno trecho de um sermão dele onde fala coisas que eu nem sabia sobre os malefícios da carne de porco. E acrescenta os outros animais proibidos na Bíblia. Eis o link:

Tradução:

A irmã Lizzie Spissoto, da Comunidade Orkut 'Adventistas do 7o. Dia', traduziu-nos o video, pelo que muito lhe agradecemos. Eis o texto do trecho do sermão do referido pastor:

Vamos tomar um momento para falar sobre carne de porco, presunto, lingüiça, calabresa, bacon. Estas são algumas das coisas que a Bíblia diz que não devemos comer. E essas coisas, claro, vêm todas do porco, e sei que alguns de vocês adoram costeletas de porco, adoram sanduíches de queijo e presunto. Eu sei porque cresci comendo essas coisas, e gosto muito de bacon, mas em prol da nossa saúde temos que estar dispostos a fazer algumas mudanças.

Deus sabe o que é melhor para nós. Voltando aos tempos bíblicos, o porco era considerado impuro, nunca como uma fonte de alimento. E uma das principais razões é porque o porco come qualquer coisa. Um porco come dejetos e lixo, e isso é meio grosseiro [de se mencionar], mas uma porca come suas próprias crias mortas. Vai comer outros animais doentes e infectados. Eles são fuçadores de lixo.

E o interessante é que o porco tem um dos mais simples e pobres sistemas digestivos entre os animais. No caso do porco, a digestão leva apenas 4 horas, e isso não é bom, porque muitas vezes as toxinas da comida não são eliminadas, e ficam armazenadas na gordura do porco.

Isso significa que o porco pode comer sujeira e lixo. Pode comer outras infecções, quatro horas depois pode estar no matadouro e no açougue, e em poucos dias no seu prato em casa. As toxinas nunca foram propriamente eliminadas da carne.
Por outro lado, os animais que Deus disse que são apropriados para comermos, como vaca, carneiro, veados, búfalos, esses animais comem vegetação fresca e limpa. O sistema digestivo deles é muito mais sofisticado. Na verdade uma vaca basicamente tem três estômagos, e essa vegetação é processada através do sistema digestivo em um total de 24 horas. Pense, são 24 horas ao invés de 4 horas.

Você preferiria comer um animal que come sujeira e lixo ou um animal que come vegetação limpa e fresca? Um animal que mal digere sua comida e armazena as toxinas da gordura ou um animal que elimina as toxinas do seu corpo apropriadamente?
Eu não sei o que pensam, mas eu não quero arriscar e colocar esse tipo de lixo no meu corpo. E como disse eu adoro bacon, mas há alguns anos fizemos uma troca e agora eu como bacon de peru. Hoje não noto mais a diferença. Eu amo pizza, mas não como a calabresa mais.

Fiz mudanças não apenas para a minha saúde mas as fiz para honrar a Deus. Eu acredito que se fizer o que posso para cuidar do meu corpo, Deus irá fazer o que eu não posso.

Outra coisa que a Bíblia diz que devemos manter distância é de qualquer tipo de frutos do mar. Camarões, caranguejos, lagostas, ostras...Esses animais são fuçadores de lixo. Eles vivem no fundo do mar e comem dejetos, comem excrementos de outros peixes. Eu adoro camarão frito, mas quando penso no que aquele camarão teve no seu jantar, não me parece mais tão apetitoso. . . Nós devíamos comer mais peixe fresco, grelhado. Peixes grelhados são algumas das melhores coisas para nossa saúde.
_____


Obs.: Ocorrem gargalhadas em alguns pontos de sua palestra, e quando ele começou a falar, até disse brincando que os recepcionistas ('ushers') haviam trancado a porta [para ninguém fugir], mas ao final, quando disse que devemos obedecer tais regras para honrar ao Senhor, foi aplaudido. . .

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