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 Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado

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Prof. Azenilto
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MensagemAssunto: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 20:47

10 Razões Por Que o Sábado É o Mandamento Mais Importante do Decálogo
1o. - Por ser originário de antes do ingresso do pecado no mundo.

Se analisarmos a história humana, percebemos que há somente duas instituições que antecedem o ingresso do pecado em nosso planeta: o sábado e o casamento. Não é de estranhar o empenho de Satanás em corromper ambas estas instituições que odeia particularmente: o sábado através de falsas teologias que o descartam ou alteram o seu significado, e o casamento, através de toda essa avalanche de separações, divórcios, referências negativas através dos órgãos de diversão (rádio, TV, músicas, filmes), e mais modernamente os casamentos de pessoas do mesmo sexo.

2o. - Por ter sido “santificado” por Deus e dever ser “santificado” pelo homem.

Deus mesmo deu o exemplo de descansar, abençoar e santificar o primeiro sábado (Gên. 2:2, 3). Sendo Ele inteiramente santo, não precisaria de santificar nada para Si. Se o fez foi “por causa do homem” (Mar. 2:27). Ligado diretamente à Criação do mundo, o mandamento começa ordenando, “lembra-te do dia do sábado para o santificar”. O descanso vem após a ordem de santificação. A razão de se dever santificar o 7o. dia, e não outro qualquer, segundo conveniências humanas, é clara: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxo. 20:11).

3o. – Por estar no coração da lei e destacar o seu aspecto vertical e horizontal.

O mandamento do sábado fica bem no coração da lei, que foi solenemente proferida por Deus ao Seu povo junto ao Sinai (“e nada acrescentou”—Deu. 5:22), sendo depois escrita pelo próprio Deus nas tábuas de pedra. E é praticamente o único que trata dos seus dois aspectos básicos: a perspectiva vertical e a horizontal.

Do ponto de vista da perspectiva vertical (“amar a Deus sobre todas as coisas”), se é para “santificar” o sétimo dia, isso significa dedicar a Deus tal dia para um relacionamento mais íntimo da alma com o Criador, sem os embaraços de preocupações seculares.

Na perspectiva horizontal (“amar ao próximo como a si mesmo”), o 4o. mandamento concede repouso aos servidores de um crente—“nem o teu servo, nem a tua serva. . .”, e até os animais são beneficiados, em benfazejo ato de misericórdia—“nem o teu boi, nem o teu jumento. . .”

4o. – Por ter sido escolhido para ser sinal entre Deus e Seu povo.

Dentre todas as regras, o sábado serve de sinal entre Deus e Seus filhos desde o Êxodo, fato que o Senhor confirma milênios depois ao profeta Ezequiel (ver Êxo. 31:17; Eze. 20:12, 20). Não existe qualquer indicação de que tal sinal tenha sido deixado de lado ou substituído por outro na passagem do Velho para o Novo Concerto (ver Heb. 8:6-10, cf. Jer. 31:31-33). Os batistas confirmam esse aspecto na sua “Declaração Doutrinária”, Tópico XV, “O Dia do Senhor”, em documento da Convenção Batista Nacional, ao constar do rodapé o texto de Êxo. 31:14-17.

5o. – Por Jesus tê-lo destacado como estabelecido “por causa do homem”.

O sábado foi feito para servir ao melhor interesse de descanso físico, mental e refrigério espiritual de todos os homens (Mar. 2:27). Ademais, Cristo tanto Se preocupou em preservar o sábado como foi pretendido que teve vários atritos com a liderança judaica, não quanto a SE deviam guardá-lo, nem QUANDO fazê-lo, e sim COMO observar “o dia do Senhor” no seu devido espírito. Ele Se empenhou por corrigir as distorções daqueles líderes para com o mandamento porque era zeloso pelas coisas de Deus. Ele mesmo identificou-Se como “Senhor do sábado” (Mat. 12:8).

6o. – Por Jesus ter-Se declarado “Senhor do sábado”, não para desqualificar o mandamento.

Em Mateus 12:8 Cristo declara-Se “Senhor do sábado” em debate com os líderes judaicos. Ele o faz, não para desqualificar o mandamento, apesar de alguns ensinarem a aberração teológica de que Jesus fazia uma “campanha” anti-sabática, quando Ele mesmo, como Criador (João 1:3; Heb. 1:2) estabeleceu o princípio. Não faria sentido algum Ele buscar diminuir a importância daquilo que Ele mesmo estabeleceu “por causa do homem”, além do problema sério de que se estivesse estabelecendo “graus de violabilidade do mandamento”, como certo “teólogo” dispensacionalista ensina, teria que ser considerado “o mínimo no reino dos céus”, à luz de Suas próprias palavras em Mateus 5:19. Jamais iria Jesus diminuir o valor de qualquer mandamento da lei de Deus, “ainda que dos menores”. O sábado, de fato, confirma-se como o mais importante da lei.

Cristo declarou-Se “Senhor do sábado” porque tinha autoridade para definir o modo de observá-lo, diante das distorções dos líderes judaicos e sua constante pergunta a Ele, “. . .com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou, quem é o que te deu esta autoridade?” (Luc. 20:2). Eles não corrompiam só o sentido do 4o. mandamento, como também o 5o. e a prática do dizimar (ver Mar. 7:9ss e Mat. 23:23).

Pode-se dizer que assim como Jesus expulsou os cambistas do Templo, Ele expulsou do sábado as falsas concepções a seu respeito e as regras humanas que lhe foram acrescentadas.

7o. – Por ter recebido tratamento especial em Hebreus e ser indicado como ainda necessário.

Na epístola aos Hebreus, enquanto as cerimônias e o seu sentido prefigurativo do sacrifício de Cristo são detalhadamente discutidos nos capítulos 7 a 10, o sábado recebe tratamento muito especial nos capítulos 3 e 4. Simboliza o descanso espiritual que se obtém em Cristo. Embora o povo de Israel haja falhado coletivamente em obter tal descanso, dentro de Israel houve os heróis todos, citados no capítulo 11, que encontraram esse descanso espiritual, e nem por isso deixaram o sábado de lado. O salmista disse que se deleitava em cumprir a lei divina que conservava no coração (Sal. 40:8), o que certamente incluía o mandamento do sábado.

É interessante que, embora por todos os dois capítulos 3 e 4 de Hebreus, enquanto a palavra grega para descanso seja katapausin, no vs. 4:9 o autor emprega um termo especial, usado só esta vez em toda a Bíblia, sabbatismos, ao lembrar, como indica nota de rodapé em muitas versões bíblicas: “Resta um descanso sabático para o povo de Deus”. Ou, como traduziu o erudito G. Lamsa, de fontes originais aramaicas, “resta uma guarda do sábado para o povo de Deus”.

Claramente o autor de Hebreus quis demonstrar que embora utilizasse a metáfora do sábado para ilustrar o descanso espiritual, ele quis evitar qualquer ambiguidade deixando claro que o sábado semanal não cessou, com a falha sistemática do povo de Israel em alcançar o descanso espiritual que Deus lhe propunha. Prosseguia o povo de Deus tendo o descanso do sábado como um pequeno modelo desse descanso em Cristo.

8o. – Por ser indicado como memorial também da redenção.

Ao repetir os termos da lei divina ao povo, Moisés ressaltou que o sábado, indicado no original da lei dada no Sinai, tendo o caráter de memorial da Criação, era também memorial da Redenção. Lembrava ao povo o livramento da escravidão do Egito, onde não tinham o privilégio de dedicar tal dia ao Senhor (Deu. 5:15). Assim, o sábado é tanto memorial da Criação quanto da Redenção. Simboliza perfeitamente que aqueles que foram livrados do Egito do pecado agora têm também o privilégio de observar o sábado para dedicá-lo ao Senhor e obter descanso físico, mental e refigério espiritual, algo que não praticavam quando prisioneiros do pecado, definido nas Escrituras como “transgressão da lei” (1 João 3:4).

9o. – Por ser indicativo de disposição em servir fielmente ao “Senhor do sábado”.

O fato é que quem se dispõe a observar fielmente o sábado denota um espírito de submissão a tudo quanto o Senhor determina em Sua lei. Dificilmente um assassino, ladrão, adúltero contumaz iria dispor-se a seguir tal princípio. Tais indivíduos não revelam consideração para com outras regras bíblicas até mais fáceis de acatar, muito menos se sujeitariam a algo que se constitui numa restrição tida por inconveniente e penosa—reservar tempo para Deus regularmente, num dia contrário ao costume social, buscando respeitar Sua lei integralmente para associar-se semanalmente na igreja a outros adoradores de mesma visão.

10o. – Por prosseguir na Nova Terra como princípio perpétuo.

Finalmente, dentre todos os mandamentos, o do sábado é o único mencionado como sendo respeitado plenamente pelos salvos na Nova Terra “em que habita a justiça” (2 Ped. 3:13). Ali os remidos terão regularmente duas reuniões—uma mensal, quando da lua nova (possivelmente de caráter social), e uma semanal, aos sábados, para adorarem ao Senhor (Isa. 66:22, 23).

Ora, se o sábado é instituição que se confirma desde o mundo recém criado e se estende ao longo das eras eternas do mundo recriado, por que não o observaremos hoje também, sendo que Paulo deixa claro que a fé não veio anular a lei, e sim confirmá-la (Rom. 3:31­)?

CONCLUSÃO: Indiscutivelmente, o sábado é o mais importante mandamento do Decálogo. Quem discordar disso que nos prove o contrário indicando, então, qual seria tal mandamento.
_______

Obs.:Uma objeção comum a este estudo é de que Jesus indicou que o mandamento mais importante da lei de Deus seria qualquer das duas regras da “lei áurea”—amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si memo.

Mas esses mandamentos são meramente um sumário dos 10 Mandamentos, não uma regra diferente. Pode-se dizer que esses princípios são o próprio Decálogo em seu duplo núcleo—o da relação vertical homem-Deus, e o relação horizontal homem-homem. tanto a Confissão de Fé de Westminster quanto a Confissão Batista de 1689 confirmam que os primeiros quatro mandamentos tratam de nossa responsabilidade para com Deus, e os seis últimos fazem o mesmo quanto a nossa responsabilidade para com o próximo.


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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:04

10 Questões Que os Anti-Sabatistas Deixam Sem Resposta
Os adeptos das teorias dispensacionalistas/semi-antinomistas, uma corrente interpretativa surgida em fins do século XIX que só veio trazer confusão sobre a interpretação bíblica para os crentes evangélicos, além de especulações infundadas sobre escatologia—inclusive com marcação da data do “arrebatamento” da Igreja para 1988—NÃO dão resposta a certas perguntas que repetidamente lhes têm sido dirigidas e que realmente são importantes. Vejamos uma pequena lista de tais perguntas:

1) Afinal, sendo que estamos na “dispensação da graça”, e a “dispensação da lei” é passada, como se salvavam os filhos de Deus ao tempo do Velho Testamento?

Obs.: Ocorre aí um dilema, pois se disserem que eram salvos pela graça, como poderia ser isso, quando a “dispensação da graça” não havia ainda sido inaugurada? Se disserem que eram salvos pela lei, como pôde alguém jamais alcançar perfeição ontológica, cumprindo a lei divina que “é perfeita” (Sal. 19:7), para daí merecer ir para o céu, e até poder exigir seu ingresso ali?

2) Cristo disse que não veio abolir a lei e sim cumprir. Ele recomendou a mais fiel obediência a todos os mandamentos, não admitindo que se ensinasse o mínimo desrespeito a qualquer deles (Mat. 5:19). Mesmo considerando que Ele se referia a toda a Torah, como fica a interpretação de que Cristo ensinava que o sábado não é lá essas coisas e até inocentou os discípulos de sua violação? Com isso estaria inevitavelmente Se contradizendo e teria que ser considerado “o menor no Reino dos Céus”.

Obs.: Os anti-sabatistas jamais se animam a dar solução a esse evidente dilema de sua argumentação, preferindo bater na tecla da alegação de que Ele realmente quis diminuir a importância do sábado considerando-o “inferior à circuncisão”, torcendo o sentido das palavras de Cristo e mostrando que não entendem o sentido de Seus debates com a liderança judaica que não era quanto a SE deviam guardar o sábado, nem QUANDO fazê-lo, e sim COMO observá-lo em seu devido espírito.

3) Cristo declarou que “o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Mar. 2:27), corrigindo o verdadeiro sentido do mandamento. Como fica a primeira parte dessa declaração? Afinal, o sábado foi feito por causa do homem judeu somente? Contudo, a palavra no verso para “homem”—anthropós—denota o homem universal (cf. Mat. 19:5).

Obs.: Os negadores do sábado divino simplesmente não sabem o que fazer com tal texto, a não ser tentar provar inutilmente que Cristo tinha em mente só o homem judeu, o que não funciona em vista de Gên. 2:2, 3; Isa. 56:3-7 e Mat. 19:5. Também não faria sentido interpretar a segunda parte no sentido que sugerem: “e não o homem judeu [foi criado] por causa do sábado”. Não houve criação de “homem judeu”, e sim do homem universal. Depois é que se tornaram “judeus”, “babilônios”, “romanos”, etc.

4) Insistindo em que Jesus em Mateus 5:17-20 refere-Se à lei toda (Torah), que inclui as cerimônias (o que é verdade), somando 613 regras, os anti-sabatistas se esquecem que Cristo também dirigiu-Se àqueles mesmos ouvintes dizendo serem eles “o sal da Terra” e “a luz do mundo”, ensinando-lhes ainda a oração do Pai Nosso. E então, os que hoje se consideram “sal da terra”, “luz do mundo” e oram o Pai Nosso também precisam cumprir as 613 regras legais judaicas?

Obs.: A alegação de Cristo referir-Se à torah completa e recomendar a sua fiel obediência (de fato Ele até inclui as ofertas cerimoniais em Mat. 5:23, 24) NÃO RESOLVE o problema de que Ele recomenda fiel obediência a TODA a lei, o que inclui, e não exclui, o sábado. Quanto ao que se dá hoje—por que então não observamos as cerimônias—nem precisa pensar muito para saber a resposta. Qualquer pessoa minimamente instruída na Bíblia sabe responder.

5) Além de não saberem responder a pergunta referida no tópico anterior, também os anti-sabatistas não sabem como justificar o fato de que em Mateus 5:17-19 o sábado está incluído. Enquanto a parte cerimonial da lei cessou—o que foi indicado pelo rasgar do véu do Templo de alto a baixo—não prossegue o sábado em vigor por NÃO SER preceito cerimonial?

Obs.: Embora aleguem que o sábado seria preceito cerimonial, que findou na cruz, na verdade não há como provar tal alegação, pois as cerimônias todas foram instituídas DEPOIS da queda do homem, enquanto o sábado foi estabelecido antes do pecado (Gên. 2:2, 3; cf. Ëxo. 20:8-11 e Heb. 4:4). Também as cerimônias apontam ao futuro—o sacrifício de Cristo, enquanto o sábado aponta ao passado—a Criação.

6) Cristo em Mateus 24:20 antecipa que duas coisas continuariam a existir após Sua partida: a) o inverno; b) a observância do sábado. Ele recomendou a Seus seguidores referindo-se à futura destruição de Jerusalém: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”. Por que Jesus não disse para orarem para que não tivessem que fugir no domingo, já que este seria o novo dia de observância segundo as teses de alguns anti-sabatistas (não de todos, pois a maioria preferiu mesmo aderir ao mais “user friendly” dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo)?

Obs.: Os anti-sabatistas não sabem o que fazer com esta clara profecia de Cristo quanto ao sábado ser ainda observado por Seus seguidores após a cruz. Então, para disfarçar o seu embaraço, um deles simplesmente saiu-se com uma piadinha totalmente sem graça—pergunta se os sabatistas observam o inverno. Explicar, porém, devidamente as palavras de Cristo . . . nada! O argumento de que as portas da cidade eram fechadas no sábado não se justifica porque havia meios de sair da cidade, já que num sábado os discípulos estavam pelos campos colhendo espigas para comer no ato (Mat. 12:1). Também as palavras de Cristo não se limitaram ao ambiente urbano, pois disse: “Os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (vs. 16).

7) No concílio reunido em Jerusalém para fazer face ao desafio dos judaizantes (Atos 15), foram dadas algumas instruções sobre coisas de que os cristãos gentios deviam abster-se e entre estas NÃO CONSTA o sábado. Não é isto claro sinal de não haver dúvida entre aqueles crentes quanto à validade do mandamento que todos respeitavam, sobretudo por serem os primeiros cristãos de origem judaica e “zelosos da lei” (Atos 21:20)?

Obs.: A saída de muitos anti-sabatistas diante dessa importante prova em favor da vigência do sábado ao tempo dos crentes primitivos é dizer que também os judaizantes apontavam à “lei de Moisés” como devendo ser cumprida (vs. 5). Só que com isso discriminam ilegitimamente contra o sábado, enquanto se esquecem que a “lei de Moisés” não continha só o mandamento do sábado, como também o “não matarás”, “não dirás o nome de Deus em vão”, “honra teu pai e a tua mãe”. Estariam aqueles crentes gentios desobrigados de respeitar esses princípios?

8) Paulo claramente diz em Rom. 3:31: “Anulamos, pois, a lei, pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei”. Claro que como norma de conduta a lei não poderia ser abolida, pois na mesma epístola aos Romanos Paulo acentua ser esta santa, justa, boa, espiritual, prazenteira, e afirma aind: “Eu com a minha mente sirvo à lei de Deus” (Rom. 7:12, 14, 22, 25). Em Rom. 13:8-10 mostra que a obediência aos mandamentos da lei tem por base o amor, tratando abrangentemente de TODA a lei moral, sem necessariamente citá-la cada um de seus preceitos (ver vs. 9, “. . . e se há algum outro mandamento . . .” ). Paulo condenava era o uso ilegítimo da lei (ver 1 Tim. 1:8). Por que ele falou da lei de modo tão positivo, caso pretendesse ensinar que não é mais normativa aos cristãos?

Obs.: Os anti-sabatistas empenham-se num malabarismo exegético tremendo tentando demonstrar que Paulo não iria referir-se à lei dos Dez Mandamentos, que teria sido “abolida” por não haver divisão de leis em “moral”, “cerimonial”, “civil”, etc. O erro quanto à lei, que Paulo condenava, era buscar nela a justiça que não pode transmitir, pois sua função não é salvar (ver Rom. 9:30-32). Assim como um espelho somente aponta à sujidade mas não tem meios de limpá-la, a lei aponta ao pecado (Rom. 7:7) mas não pode perdoá-lo nem tem meios de transmitir santidade. E Paulo diz é que servia com sua mente à lei de Deus (Rom. 7:25).

9) Outro dos argumentos anti-sabatistas é de que ao declarar “Eu sou o Senhor do sábado” Cristo estaria dizendo que tinha com isso o direito de determinar o “grau de violabilidade do sábado”, decerto um conceito revolucionário! Se isso é certo onde Ele expõe tais “graus” de violabilidade para o sábado? Imaginando-se que o sábado seja mesmo cerimonial (o que, logicamente, não tem qualquer fundamento), havia graus de violabilidade para quaisquer outras cerimônias? Se não, por que não?

Obs.: Busca-se transferir para Cristo preconceitos anti-sabáticos que, logicamente, Aquele que Se declarou “Senhor do sábado” não abrigaria. Cristo declarou-Se tal não para fazer campanha contra o sábado (como dão a entender certos anti-sabatistas), e sim demonstrando Sua autoridade em corrigir a distorcida visão quanto à sua legítima obediência. Os líderes judaicos também distorciam o sentido do 5o. Mandamento (Marcos 7:9ss) e do princípio do dizimar (Mat. 23:23). E sempre O abordavam perguntando, “com que autoridade fazes estas coisas” (Mat. 21:23)? Portanto, Ele era “Senhor do sábado” porque tinha autoridade para corrigi-los quanto à forma de observá-lo, apontando-lhes os seus desvios sobre o tema.

10) Os adeptos do dispensacionalismo semi-antinomista silenciam inteiramente quanto às provas indiscutíveis de que o que constitui a ortodoxia evangélica sobre o tema da lei há séculos é a validade e vigência do Decálogo como norma de conduta cristã, a divisão da lei como tendo preceitos “morais”, “cerimoniais”, “civis” ou “judiciais” e o entendimento de que o 4o. mandamento não só mandamento moral e universal, como deriva do Éden.

Obs.: Muitos anti-sabatistas simplesmente fazem de conta que não há provas e mais provas que lhe foram repetidamente apresentadas de que séculos antes de os adventistas surgirem no campo religioso já metodistas, batistas, presbiterianos, luteranos ensinavam o mesmo que ensinam sobre a validade e vigência do decálogo todo, e a “divisão” das leis. O pior são os “apologistas cristãos” engambelarem a comunidade evangélica com a falsa informação de só os adventistas e outros observadores do sábado ensinarem isso e de que o conceito de “divisão” das leis é um “artifício” criado pelos adventistas para defenderem a guarda do sábado, como anunciava aos quatro ventos certos “apologista cristão”.
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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:07

10 Razões Por Que o Sábado Não É Um Preceito Cerimonial
1o. – Porque foi instituído antes do ingresso do pecado no mundo (Gên. 2:2, 3; Êxo. 20:8-11 e Mar. 2:27). As cerimônias são posteriores ao pecado e servem ao propósito de propiciar sua expiação pelo seu valor simbólico de apontar ao “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

2o. – Porque o relato da Criação lembra que Deus DESCANSOU [cessou Suas atividades da semana da criação, pois a Divindade não se cansa] naquele primeiro sábado deixando com isso um exemplo para os seres que criara (Gên. 2:3; Êxo. 20:11). Nenhum preceito cerimonial adquire tal relevância à vista de Deus.

3o. – Porque o relato da Criação lembra que Deus ABENÇOOU aquele primeiro sábado como uma marca especial de Sua aprovação e contínuo benefício físico, mental e espiritual aos que o observarem, promessa apresentada em muitas ocasiões na Bíblia, como Isaías 56: 3-8; 58: 13, 14. Tal bênção divina sobre o sábado é lembrada no texto do mandamento (Êxo. 20:11) e não há nenhum preceito cerimonial que obtenha tal relevância.

4o. – Porque o relato da Criação lembra que Deus SANTIFICOU aquele primeiro sábado separando-o como memorial de Sua obra como Criador, o que é confirmado no texto do mandamento. A palavra “santificar” significa separar algo consagrando-o a Deus. Sendo que Deus já é absolutamente santo, para quem santificou [separou] o sábado, a não ser para as Suas criaturas humanas? Ademais, não faria sentido estabelecer um memorial de um evento em época tão distanciada do mesmo.

5o. – Porque ao pronunciar solenemente a lei moral dos Dez Mandamentos no Sinai aos ouvidos do povo de Israel, Deus incluiu naturalmente o sábado como o seu 4o. mandamento e não fez o mesmo com nenhum dos preceitos cerimoniais. E ao concluir, diz o texto que Ele “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Quem acrescentar preceitos cerimoniais ao Decálogo está contrariando o que Deus fez.

6o. – Porque ao concluir tal proclamação, Deus escreveu aquelas palavras em duas tábuas de pedra, que Moisés colocou dentro da arca (Deu. 10:5). Ele não escreveu nas tábuas NENHUM PRECEITO CERIMONIAL. Tudo quanto tinha caráter cerimonial foi ditado noutra ocasião a Moisés para ser registrado em livros (rolos).

7o. – Porque Deus escolheu o sábado como sinal especial entre Ele e Seu povo escolhido (Êxo. 31:17 e Eze. 20:12, 20). Ele não escolheria para tal objetivo um mandamento cerimonial que seria abolido no futuro pois o Seu plano era que Israel permanecesse sempre como Seu povo escolhido e Suas testemunhas entre os moradores da Terra, e se Israel tivesse aceito o Messias isso sem dúvida se confirmaria (Isa. 43:9, 10).

8o. – Porque Jesus reforçou o conceito de ser o sábado uma instituição divina estabelecida “por causa do homem” (Mar. 2:27), a fim de que servisse ao homem no aspecto físico, mental e espiritual. Nenhum mandamento cerimonial mereceria tal tratamento. Hoje, como nunca, os homens carecem desse regime de descanso regular, entre outros fatores, diante de tantos fatos estressantes que enfrentamos na sociedade moderna. Sem falar nos aspectos de benefícios espirituais.

9o. – Porque Jesus, que é o Santíssimo Senhor e Criador (Heb. 1:2), deu o exemplo de observância do sábado (Luc. 4:16) e Se preocupou quanto à sua correta observância, discutindo com os líderes religiosos sobre os Seus atos de curar nesse dia, explicando que fazia o que era “lícito” no sábado (Mat. 12:12). O teor das discussões de Cristo com os líderes judaicos não era SE deviam observar o sábado, QUANDO deviam observar o sábado, e sim COMO fazê-lo. Ele não revelou a mesma preocupação com qualquer preceito cerimonial.

10o. – Porque embora as cerimônias hajam cessado na cruz, e ocorra longa discussão sobre o sentido das mesmas, especialmente em Hebreus caps. 7 a 10, nunca o 4o. mandamento é discutido como tendo caráter cerimonial. Pelo contrário, na própria epístola de Hebreus, o sábado recebe tratamento especial nos capítulos 3 e 4 onde nunca é referido como tendo cessado.
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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:16

10 Perguntas Sobre a Tese do “Dianenhumismo/Diaqualquerismo/Tododiaísmo”
1 – Por que Jesus não disse que todos os dias foram feitos por causa do homem, e sim somente o sábado?

2 – Onde está estabelecido na Bíblia exatamente que “santificar” um dia ao Senhor não significa mais dedicar todas as horas do 7o. dia—“nenhuma obra servil fareis”—a Ele?

3 – Se Atos 2:42-46 significa que os primitivos cristãos eram “tododiaístas” e freqüentavam a igreja todos os dias, por que tal regra não é mais seguida pelos “todosdiaístas” modernos que só vão à igreja uns poucos dias toda semana?

4 – Por que ensinam que o “tododiaísmo” é um novo conceito, cristão e neotestamentário, quando Moisés já havia ensinado até algo mais avançado—o “todos-os-momentosismo”, em Deut. 6:2ss?

5 – Se Jesus Cristo quis ensinar o desprezo pelo sábado em Mateus 12 (como se dá a entender), não estaria Ele deixando de ser “tododiaísta”, por desprezar um dos dias, revelando-Se estranhamente um “seisdiazista”?

6 – Por que dentre os 10 Mandamentos só o 4o. sofreu essa alteração (da observância do sétimo dia específico para a “observância” mais “user friendly” de todos e qualquer dos dias) enquanto os demais mandamentos do mesmo código prosseguem intactos no Novo Concerto?

7 – Se qualquer de todos os dias devem ser observados agora, como João no Apocalipse não sabia disso, pois fala de um dia especial que dedicava ao Senhor (Apo. 1:10)?

8 – Por que homens do maior gabarito espiritual e autoridades em Teologia, como expositores bíblicos do presente e do passado (ex.: John Wesley), apresentam o princípio do sábado como um dia a ser dedicado ao Senhor segundo o mandamento bíblico, nada indicando quanto a essa regra de “tododiaísmo”?

9 – Por que documentos confessionais cristãos da maior autoridade, que há séculos estabelecem regras de doutrina e prática para batistas, metodistas, presbiterianos, tratam de um dia em sete a ser dedicado ao Senhor, nada de “tododiaísmo” (ver, por exemplo, o website dos batistas: www.batistas.org.br, “Nossas Crenças”, Tópico X, “O Dia do Senhor” (ver também a “Declaração Doutrinária” dos batistas da CBN, Tópico XV, sobre o mesmo tema).

10 – Por que nesse conceito de “qualquer dia” que se pode dedicar ao Senhor, por incrível coincidência esse “dia qualquer” sempre cai naquele o qual quer a Igreja Católica Romana que seja o feriado religioso para todos, sendo isso acatado tão passivamente pelos que se dizem seguidores da Sola Scriptura?
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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:20

10 Pontos a Ponderar Sobre o Sábado Nos Tempos Apostólicos
1 – Jesus expressou preocupação sobre os cristãos de Jerusalém que deveriam orar para que a fuga deles, quando da invasão de sua terra (Jerusalém e Judéia) em 70 AD pelas tropas romanas, não tivesse que se dar “no inverno, nem no sábado” (Mat. 24:20). Cristo sabia da inconveniência e perigo se os inimigos cercassem a cidade no dia em que estavam na igreja ou dedicados à adoração particular a Deus, alheios ao que se passava fora. Por esta passagem se percebe que Cristo antecipa que duas coisas estariam existindo após Sua partida: a) o inverno com suas dificuldades para quem tivesse que fugir para os montes nessa estação; b) a observância do sábado pelos Seus seguidores.

2 - Em Atos 15:20 e 29 encontramos uma das maiores provas em favor do sábado nas Escrituras. Entre o que ficou decidido no Concílio de Jerusalém, ante o desafio dos judaizantes que pertubavam a comunidade cristã primitiva, quatro regras básicas de conduta foram definidas. E as quatro regras tratam daquilo de que os cristãos gentios deviam ABSTER-SE, sem que o sábado constasse de tal lista.

Se não está lá o sábado, como algo que os cristãos não deviam praticar, então é óbvio que não houve tal preocupação quanto ao sábado, já que prosseguia normalmente como um dos mandamentos da lei divina que Paulo disse que com a sua mente servia (Rom. 7:25), sendo a “lei de Deus” que trazia o mandamento “não cobiçarás” (vs. 7 e 8) e que ele considerava santa, justa, boa, espiritual, prazenteira (vs. 12, 14, 22, 23). Esta passagem mostra que Paulo nada sabia de nenhuma abolição dos 10 Mandamentos como normativos aos cristãos, tanto que recomenda os 5o., 6o., 7o., 8o., 9o. e 10o. tanto aos cristãos gentios de Éfeso quanto de Roma (ver Efé. 6:1-3, 4:25-31; Rom. 13:8-10).

3 - Em Atos 21:20 vemos que a composição étnica dos primeiros cristãos da igreja-mãe de Jerusalém era judaica, e eles eram “zelosos da lei”. Assim, se houvesse a mínima atitude de algum líder cristão de acabar com o sábado, isso provocaria um tremendo debate entre esses judeus cristãos, pois o sábado era algo muito arraigado na cultura secular e religiosa dos judeus. E não se sabe de debate nenhum a respeito, prova de que não houve alteração do que Israel sempre entendeu e praticou quanto ao princípio do dia de repouso.

Há tanto debate sobre a circuncisão, justamente porque era também algo arraigado na sua cultura. Como é que não há qualquer debate quanto ao sábado? É que certamente todos o guardavam naturalmente e não se precisava discutir sobre o assunto.

4 - Uma prova adicional disso encontramos em Atos 25:8 onde Paulo se defende dos seus acusadores dizendo que “não cometi nenhum pecado contra a lei”. Ora, se ele fosse um violador do sábado, sem dúvida essa acusação seria imediatamente assacada contra ele. Mas Paulo pôde dizer, sem susto, que não contrariou NADA da lei, inclusive do sábado que ele observava.

5 - E mais uma prova adicional achamos em Atos 15:21: “Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o preguem, e cada sábado é lido nas sinagogas”.

Sabe-se que os primeiros cristãos não dispunham de Bíblias do modo fácil e disponível como qualquer de nós. O preço de uma Bíblia, ou conjunto de rolos da Torah naquele tempo, alguém calculou como algo em torno do preço de um automóvel 0 km. Ora, só mesmo nas sinagogas é que se podia ter Bíblias, então os cristãos inicialmente freqüentavam as sinagogas para obter instrução bíblica, ouvir a leitura da Palavra de Deus, até serem expulsos mais tardes pelos judeus. Qualquer historiador eclesiástico de gabarito sabe desse detalhe na história do cristianismo primitivo.

Agora, se eles fossem para a sinagoga em qualquer outro dia, ou dariam com a porta fechada ou não haveria leitura da Torah! Portanto, até neste aspecto temos uma prova adicional de que os cristãos primitivos nada sabiam da guarda do domingo. Eles eram sabatistas mesmo, e o ônus da prova fica com os que neguem tal realidade.

6 - Paulo em Atos 16:13 saiu para junto de um rio, em Filipos, um lugar onde não havia sinagoga, num sábado para orar. O fato de ser mencionado que era “sábado” quando foi orar é significativo pois ele certamente orava outros dias também. E ele passou um ano e meio discutindo com os judeus em Corinto, e ao longo de todo esse tempo NUNCA se lembrou de dizer a eles que deviam passar a se reunir no domingo, mesmo quando os judeus abandonaram o local e ele ficou somente com os gentios (Atos 18:1-4 e 11).

7 – Paulo dedica os capítulos 7 a 10 de Hebreus para discutir o sentido dos cerimoniais judaicos e se o sábado fosse um dos tipos de Cristo, como tantos sacrifícios e ofertas, sem dúvida ele destacaria tal papel para algo tão importante e prática tão arraigada dos judeus, quanto era o sábado. Mas não se acha uma linha de referência ao sábado como algo simbólico, cerimonial, daí abolido, nesses referidos capítulos.

8 – Ainda em Hebreus, o sábado é mencionado mas não num sentido de desqualificá-lo ou indicar sua abolição, nos capítulos 3 e 4. Em certo sentido o sábado simboliza o “repouso” espiritual que se encontra em Cristo. Mas se Israel como uma nação falhou em encontrar tal repouso, dentro de Israel houve os que realmente o encontraram, como são os heróis alistados no capítulo 11. E nem por isso deixaram de lado o sábado. Pelo contrário, Davi pôde dizer: “Agrada-me fazer a Tua vontade; ó Deus meu; dentro em meu coração está a Tua lei” (Sa. 40:8). A experiência de Davi deveria ter sido a de toda a sua nação.

9 – E a declaração do autor de Hebreus (cap. 4, vs. 9) de que resta um descanso sabático para o povo de Deus (no grego, sabbatismós, em contraste com todas as demais referências a “descanso” no capítulo, para as quais usa o termo katapausín—vs. 3, 4, 5, 8) é significativa. O autor faz aplicação do repouso do sétimo dia no vs. 4:4: “Porque em certo lugar assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera”. Sendo que ocorre esse uso diferenciado do termo sabbatismos no vs. 9, um competente tradutor de origem aramaica, George Lamsa, verte isso como “o dever do povo de Deus observar o sábado”. Sem dúvida o autor de Hebreus deseja lembrar a seus leitores que esse dever da observância do sábado ilustra bem o repouso espiritual presente e futuro. Não se trata de nenhuma “ordem para guardarmos o sábado”, mas seria um lembrete de que ele não está tratando do sábado apenas como símbolo de algo que não se liga à celebração do próprio sábado semanal regular.

10 – Finalmente, em Hebreus é onde encontramos a mais clara explicação da razão de termos a Bíblia como um livro dividido em duas seções—Velho Testamento e Novo Testamento. acha-se em Heb. 8:6-10 e 10:16. Ali é falado do novo concerto estabelecido entre Deus e o Seu povo, que se no passado era o Israel nacional, no presente é o Israel expandido, constituído por todos aqueles que são filhos de Abraão pela fé (Gál. 3:7, 29). E ao falar da passagem do velho para o novo concerto, é dito que Deus escreve nos corações e mentes dos que aceitarem os termos desse novo concerto o que é tratado como “minhas leis”, e estas são as mesmas que prevaleciam ao tempo de Jeremias, já que o texto é mera reprodução de Jer. 31:31-33. Claro que os aspectos cerimoniais da lei não entram nesse arranjo porque tanto o autor de Hebreus quanto seus leitores primários sabiam que àquelas alturas o véu do templo já se havia rasgado de alto a baixo e o sentido do fim de todo cerimonial da legislação israelita.

O mais significativo é que não ocorre a mínima pista de que nessa passagem do velho para o novo concerto, ao Deus escrever as Suas leis nos corações e mentes dos Seus fiéis filhos, nesse processo Ele, a) deixe de fora o mandamento do sábado; b) mantenha o mandamento do sábado, mas trocando o dia de repouso do sábado para o domingo; nem, c) mantenha o mandamento do sábado, mas deixando-o como algo vago, voluntário e variável, podendo ajustar-se aos interesses ou conveniências do crente (ou do seu empregador).




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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:28

10 PONTOS A PONDERAR SOBRE O TEMA DA LEI E DO SÁBADO
1o. - A lei do Senhor é chamada de “perfeita” (Sal. 19:17), assim, como poderia ser descartada como uma “primeira lei” inadequada? Iria Deus criar uma lei imperfeita para o povo de Israel, e outra lei perfeita para os cristãos?

2o. - Jesus NÃO CRIOU nenhum novo código revolucionário, em SUBSTITUIÇÃO à lei divina do Velho Testamento, pois quando indicou a “lei áurea” Ele apenas reitera o que Moisés já havia dito (comparar Mat. 22:36-40 com Lev. 19:18 e Deu. 6:5). O que Ele fez foi acentuar o caráter mais profundo e ético da lei que havia sido perdido de vista devido à orientação falha dos chefes religiosos do povo judeu. Ora, sempre foi errado olhar para uma mulher com intenção impura (ver Jó 31:1) ou odiar um semelhante (Lev. 19:17).

3o. - Prova disso é o que lemos em Mateus 5:20—a chave para entender muitas das declarações de Cristo, como nas suas famosas antíteses, “ouvistes o que foi dito aos antigos . . . Eu, porém, vos digo. . .”: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus”.

4o. - Outra prova de que Cristo não pretendeu SUBSTITUIR os princípios da lei, além de Suas declarações de Mateus 5:17, 18 de que não veio abolir, e sim cumpri-la, é que em seguida Ele RECOMENDA a mais perfeita obediência possível a cada detalhe de dita lei (ver vs. 19).

5o. - E também em Mateus 23:1-3 Jesus recomenda que os Seus ouvintes acatassem TUDO o que seus chefes religiosos ensinavam (não o que praticavam). E uma das coisas que eles ensinavam, conquanto torcendo o sentido do mandamento, era a fiel observância do sábado: Lucas 13:14.

6o. - As expressões usadas por Paulo de “lei do Espírito de vida” e “lei do pecado e da morte” não significam diferentes leis, e sim diferentes visões sobre a lei. Ele usa a palavra “lei” em Romanos 7:23 e 25 como um “jogo de palavras”, pois está falando é da operação do pecado, como uma “lei”, mas no verso 25 declara: “eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus”. Esta declaração não faria o mínimo sentido caso ele entendesse que tal lei tivesse sido abolida. Ao contrário, ele também declara: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum, antes confirmamos a lei” (Rom. 3:31).

7o. - Jesus Cristo disse que “o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mar. 2:27). Com isso Ele confirma o caráter UNIVERSAL do sábado, e REFORÇA a necessidade de obediência ao sábado—que é, acima de tudo, um privilégio para os filhos de Deus—enquanto CONDENA a distorção ao mandamento praticada pelos chefes religiosos do Seu tempo. Os debates de Cristo sobre o sábado não visavam a ensinar que este fosse mandamento abolido ou a não mais se cumprir (pois isso contradiria Suas próprias palavras em Mateus 5:19), e sim mostrar O CORRETO espírito pelo qual se devia observar o sábado.

8o. - Sobre a questão da “divisão das leis” em “moral”, “cerimonial”, “civil”, etc., temos as palavras de Paulo em 1 Cor. 7:19, onde ele fala que “a circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é; o que importa é observar os mandamentos de Deus”. Aí vemos como ele mesmo faz uma “divisão” de leis que eram importantes, e não mais o são, e mandamentos que importa serem cumpridos pelo povo de Deus.

9o. - Os próceres cristãos ao longo da história sempre definiram a lei de Deus nessa base: como lei moral (os Dez Mandamentos), leis cerimoniais, civis, etc. Basta conferir as Confissões de Fé históricas de batistas, metodistas, anglicanos, presbiterianos, congregacionais, e mesmo católicos romanos para constatá-lo.

10o. - Finalmente, está a questão do Velho Concerto/Novo Concerto: Não há a mínima informação de que quando Deus escreve as Suas leis nos corações e mentes dos que aceitam os termos de Seu Novo Concerto, Ele

a) deixa de fora o 4o. mandamento (do decálogo bíblico, não do decálogo falsificado nos catecismos católicos)


b) inclui o 4o. mandamento, mas troca o dia de observância do sábado para o domingo.

OU

c) inclui o sábado, mas como um princípio vago, voluntário e variável, podendo ser respeitado ou não, ou cumprido segundo o tempo mais conveniente para o crente (ou o seu empregador).

Textos básicos: Hebreus 8:6-10; Jeremias 31:31-33 e Ezequiel 36:26 e 27.
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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:31

10 Razões Por Que o Sábado É Instituição Vigente Anterior ao Sinai
O “argumento do silêncio” de que o sábado não vigoraria antes do Sinai, defendido por alguns opositores de nossa visão sobre isso, cai por terra por, pelo menos, dez das seguintes razões:
1 – Se a Bíblia não diz que Adão, Abraão, Isaque, Jacó guardavam o sábado, também não diz que NÃO GUARDAVAM. Esse tipo de “argumento do silêncio” é inteiramente neutro. Então, temos um empate—se não provamos que eles guardavam o sábado, também não se pode provar que NÃO GUARDAVAM.

2 – Mas o desempate ocorre pelo fato de que Deus mesmo, além de cessar Suas atividades no sétimo dia, para deixar um exemplo para o homem de todas as eras e nações, como ressaltou Calvino, abençoou e SANTIFICOU o sétimo dia. A palavra “santificar” significa “separar para uso consagrado a Deus”. E foi Deus quem fez isso, daí que o sábado é um dia separado desde a criação do mundo. Como Deus já é absolutamente santo, não precisaria santificar nada para Si. Se o fez, foi para o homem, como Jesus confirmou ao dizer que “o sábado foi feito por causa do homem”.

3 – E temos o fato de que Adão tinha o encargo de lavrar a Terra (Gên. 2:15). Os oponentes não conseguem provar que Adão trabalhava os sete dias da semana, só parando à noite para descansar. Alegar que ele não suava e o trabalho era agradável e leve não serve de prova em contrário de que parava um dia por semana. Suar ou não ao trabalhar seria inteiramente irrelevante, pois a questão básica não é de “cansaço” ou de tipo de trabalho, e sim de SANTIFICAÇÃO do tempo para Deus. Se o trabalho dele não o cansava, o fato é que era um tempo de atividades materiais, o que na lei divina é previsto para seis dias (Êxo. 20:8-11), com a cessação de atividades no sétimo dia. E a primeira preocupação do mandamento do sábado é “santificação”, depois vindo o “descanso” (“Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado [descanso] do Senhor teu Deus. . .”).

4 – Todos os grandes atos de Deus foram seguidos de imediato por memoriais, como a confusão das línguas dada a rebelião dos construtores da torre de Babel, o arco-íris, logo após o dilúvio, a Páscoa, junto ao êxodo, a construção do monumento de pedras logo que se completou a travessia a seco do Jordão, a Santa Ceia, ligada diretamente à Paixão de Cristo, e assim por diante. Não faria sentido Deus esperar séculos e milênios para instituir um memorial (“monumento”) à criação do céu, da Terra, do mar e das fontes das águas como é reconhecidamente o sábado. Se foi instituído como “Memorial da Criação”, então isso se estabeleceu junto ao fato da criação, segundo o padrão de estabelecimento dos memoriais indicados, e não milênios depois (ver Sal. 111:2-4).

5 – E há aqueles fatores todos de Abraão ser fiel aos “mandamentos, estatutos, leis” de Deus (Gên. 26:5), sem que se consiga provar que isso envolveria tudo quanto é abrangido pelos mandamentos do Decálogo, excluído o princípio do sábado. “Argumento do silêncio”, claramente, não tem peso algum como prova ou contraprova de nada, mas a lógica pende para a evidência de que Abraão observasse o sábado, santificado por Deus desde a criação do mundo, e estabelecido como memorial da criação, como visto no tópico anterior, além do dado do tópico seguinte.

6 – O descanso do sábado é um reconhecido benefício físico, mental e espiritual para o homem. O Dr. Michael Cesar, médico e pastor americano (evangélico), conta num CD com palestra gravada que Hitler, quando preparava o seu arsenal para a 2a. Grande Guerra, fez os seus trabalhadores atuarem sete dias por semana, só parando à noite para o descanso. Não funcionou. Houve queda de produção, aumento de pessoas esgotadas e doentes, de modo que ele voltou atrás e refez o regime regular de seis dias de trabalho e um de descanso. Qualquer médico reconhecerá os benefícios do descanso semanal. Assim, por que Deus não concederia esse mesmo privilégio para os que viveram antes do Sinai? Não é Deus Aquele que não faz acepção de pessoas?

7 – Durante a escravidão egípcia os israelitas não contavam com a vantagem do sábado, pois viviam em circunstâncias muito especiais. Ao tirá-los do Egito Deus restaurou-lhes tais benefícios, e mesmo antes da outorga da lei no Sinai, Ele lhes mandava o maná, com três milagres para confirmar a importância do sábado: no sexto dia caía em dobro, no sábado não caía nada, e o que ficasse da sexta-feira para o sábado não se estragava, embora isso não se confirmasse em outros dias. E como fica claro em Êxo. 16:28, o sábado é tratado como “lei” divina, mesmo antes da proclamação do Sinai quando alguns desobedeceram a ordem de não sair no sábado para colherem o maná: “Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” É interessante que a linguagem dessa passagem é muito semelhante à de Gên. 26:5, e isso antes da outorga solene da lei no Sinai.

8 – Descobertas arqueológicas falam que os assírios em tempos bem remotos tinham um dia especial para descanso. Eis como isso é tratado no periódico The Congregationalist, de Boston, datado de 15 de novembro de 1882, referindo-se aos "Tijolos da Criação", encontrados nas margens do rio Tigre, próximo de Nínive, atualmente sendo parte do território do Iraque:

“O Sr. George Smith diz em sua obra Descobertas Assírias (1875): ‘No ano de 1869 descobri, entre outras coisas, um curioso calendário assírio, no qual cada mês se divide em quatro semanas, e os sétimos dias, ou sábados, são marcados como dias nos quais nenhum trabalho se podia empreender. . . . O calendário contém listas de trabalho proibido nesses dias, o que evidentemente corresponde ao sábado dos judeus’”.

E um estudioso batista declarou:

“Sabemos também, pelo testemunho de Filo, Hesíodo, Josefo, Porfírio e outros, que a divisão do tempo em semanas e a observância do sétimo dia eram comuns nas nações da antigüidade. Como, então, poderia ter-se originado a não ser pela tradição, que vinha de sua instituição no jardim do Éden?” (John G. Butler, Natural and Revealed Theology, pág. 396).

Esses fatos não têm que ver com as origens do sábado a partir dessas práticas de tais povos (como insinuam pesquisadores descrentes), e sim que demonstram a antiguidade do sábado. O que se dava é que as demais nações perverteram o correto entendimento do sábado, assim como há relatos e mais relatos sobre o dilúvio, mas que não são a origem do que Moisés registrou, e sim versões corrompidas do original.

9 – A ponderação de um erudito batista, do famoso Instituto Bíblico Moody, não pode ser desconsiderada. Para negar validamente o que ele expõe, tem que ocorrer refutação clara e objetiva, com argumentos realmente fortes, ponto por ponto. Vejamos como tal erudito expõe a questão:

“Como nos é apresentado nas Escrituras, o sábado não foi invenção de qualquer fundador religioso. De princípio não era parte de qualquer sistema religioso, mas uma instituição inteiramente independente. Muito definidamente é apresentado no Gênesis como exatamente a primeira instituição, inaugurada pelo próprio Criador. Era puramente religiosa, inteiramente moral, integralmente espiritual. Não continha cerimônias prescritas, nem significação sacramental. Não requeria qualquer sacerdote, nem liturgia. Era para o homem como criatura, mordomo e amigo de Deus.

“A semana, com o seu sábado, é um arranjo artificial. A razão para ele é achada somente nas Escrituras do Velho Testamento. Aqui é sempre associado com a revelação da parte de Deus. . . . Ali está sempre associado com a revelação de Deus. . . .

“Idéias e práticas religiosas entre todos os povos, em variados graus, têm sido associadas com todas as divisões de tempo, que os homens adotaram. Mas em relação somente com a semana é a religião a explicação óbvia para sua origem, e a semana somente é uniformemente atribuída ao mandamento de Deus. A semana existe por causa do sábado. É histórica e cientificamente verdade que o sábado foi feito por Deus”. – Idem, págs. 34 e 35.--Destaque acrescentado. W. O. Carver, Sabbath Observance, p. 41, produzido pela Sunday School Board of the Southern Baptist Convention [Junta da Escola Dominical da Convenção Batista do Sul].


10 – Como tal erudito, citado no tópico anterior, que não é adventista, diz que “a semana existe por causa do sábado”, então isso confirma que quando Labão trata com Jacó sobre “a semana” de sete anos pela mão de Raquel (Gên. 29:27, 28) o conceito de “semana” já existia. Conseqüentemente, antes da outorga da lei, o sábado era prática regular dos servos de Deus na época. De fato, até no Novo Testamento, ao falar do “primeiro dia da semana”, o original grego mostra a contagem judaica, pois é mía twn sabbatwn. Tal expressão significa “o primeiro a partir do sábado”, como historicamente consideravam os judeus a semana, tendo o sábado como marco, e os demais dias sem nomes específicos, apenas designados como primeiro, segundo, terceiro, quarto, etc., a partir do sábado. Na própria Confissão de Fé Batista, de 1689, edição em espanhol, consta os textos de Gên. 8:10, 12 como evidência da vigência do 4o. mandamento desde tempos imemoriais, dada à divisão hebdomadária do tempo em períodos de sete dias, por Noé.

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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:35

10 Sérias Dificuldades Para os Defensores do Domingo ou do Dianenhumismo/Diaqualquerismo/Tododiaísmo
1 -Jesus disse que “o sábado foi feito por causa do homem” sem dar a entender que era instituição provisória, que devia cessar em alguma ocasião. E também não disse ser só para os judeus, e sim para o homem universal (anthropós), que é o mesmo homem-anthropós que deixa o seu pai e a sua mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5, 6). Logicamente o casamento não foi instituído só para o homem judeu. Como fica com isso essa noção de fim do princípio do sábado para os cristãos?

2 - Se no Novo Testamento consta a total abolição do princípio de um dia de repouso regular, semanal, por que teria Deus mudado de idéia quanto aos benefícios de os homens terem um dia por semana para o seu descanso físico, mental e espiritual e um tempo especial para consagrar-Lhe, ficando daí sujeitos ao risco de trabalharem sem parar todos os dias até o esgotamento físico, mental e espiritual? Afinal, a idéia de o sábado ter sido estabelecido “por causa do homem” demonstrou-se má e negativa?

3 - As mais representativas confissões de fé das Igrejas cristãs históricas (como a Confissão de Fé de Westminster, a Confissão Batista de New Hampshire e mesmo as atualíssimas “Declarações Doutrinárias”, tanto da Convenção Batista Nacional quanto da Convenção Batista Brasileira, respectivamente no tópico XV, “Do Sábado Cristão” e X, “O Dia do Senhor” (ver www2.cbn.org.br/INTManual_p1b.asp e www.batistas.org.br) claramente confirmam a posição de ser o sábado um mandamento moral, derivado do Éden, para todos os homens, em todos os tempos, bem como o fazem importantes mestres e instrutores desse meio. O fato de reinterpretarem tal princípio aplicando-o ao domingo não diminui a força de estabelecerem o 4o. mandamento como válido e vigente para os cristãos, o que é muito diferente do ambíguo dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo que tem caracterizado o mundo evangélico com a prédica dos teólogos novidadeiros do semi-antinomismo dispensacionalista desde fins do século XIX e início do século XX. Como justificam a mudança radical de mentalidade quanto ao tema do dia de repouso com relação ao pensamento histórico da cristandade protestante?

4 - Os evangélicos não sabem definir onde a Bíblia estabelece que o dia de repouso na era cristã deva ser observado atualmente de modo mais “user friendly”, nele se podendo comprar, vender, ver o futebol na TV, ir ao cinema, teatro, etc., tendo praticamente a única diferença de ser o dia em que se fica mais tempo nas reuniões da Igreja. Que base bíblica têm para defender essa mudança na dedicação de um dia ao Senhor?

5 - Os evangélicos não sabem definir por que esse suposto sábado cristão deve ser considerado segundo a contagem de tempo romana, de meia-noite a meia-noite, e não mais segundo a contagem judaica, quando os próprios textos que tratam do primeiro dia da semana no Novo Testamento utilizam a contagem judaica, e não a romana (literalmente mía twn sabbatwn, o primeiro relativo ao sábado). Que base bíblica têm para defender essa mudança?

6 - É interessante que as principais reuniões de culto, louvor, pregação, apelos ao altar nas igrejas evangélicas, ocorrem nos encontros domingos à noite que, segundo a contagem bíblica de tempo, já é a segunda-feira, não mais o domingo! Como justificam isso, pelo menos aqueles que ainda defendem que o domingo é um dia especial a dedicar ao Senhor, o “memorial da Ressurreição”, como também o problema de homens interferirem no tempo regular de dedicação de um dia ao Senhor ao mudarem em uma hora a seqüência do tempo, dado o “horário de verão”?

7 - Saberiam os evangélicos definir onde é dito que na passagem do Velho para o Novo Concerto, quando Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam os termos de Seu Novo Concerto [Novo Testamento], Ele

- deixa de fora o 4o. mandamento do Decálogo (Textos básicos: Hebreus 8:6-10; 10:16; Jeremias 31:31-33 e Ezequiel 36:26, 27)?

8 - Saberiam os evangélicos definir onde é dito que na passagem do Velho para o Novo Concerto, quando Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam os termos de Seu Novo Concerto [Novo Testamento], Ele

- mantém o 4o. mandamento, mas transferindo a santidade do sábado para o domingo (Textos básicos: Hebreus 8:6-10; 10:16; Jeremias 31:31-33 e Ezequiel 36:26, 27)?

9 - Saberiam os evangélicos definir onde é dito que na passagem do Velho para o Novo Concerto, quando Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam os termos de Seu Novo Concerto [Novo Testamento], Ele

- deixa a questão do dia de repouso como algo vago, voluntário e variável, segundo as conveniências de cada um, ou de seu empregador (Textos básicos: Hebreus 8:6-10; 10:16; Jeremias 31:31-33 e Ezequiel 36:26, 27)?

10 –Sendo que a promessa bíblica dos Novos Céus e uma Nova Terra, quando não mais haverá pecado nem pecadores, é de que o sábado continuará a ser observado pelos remidos eternamente, por que já agora não dedicaremos ao Senhor o Seu santo dia, como Ele próprio estabeleceu em Sua lei, que não foi anulada pela fé, e sim confirmada (Rom. 3:31)?


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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:57

10 DESCULPAS ANTI-SABÁTICAS E AS INSUPERÁVEIS DIFICULDADES QUE REPRESENTAM
Vejamos uma enumeração das mais freqüentes “desculpas esfarrapadas” que se apresentam para justificar a negligência do 4o. mandamento da lei divina com 4 “dificuldades” para cada argumento. Começaremos destacando os argumentos dos adeptos da filosofia mais “user friendly” de dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo (ou das teses de “lei totalmente abolida”, ou assemelhadas), com um argumento final dos que defendem que o domingo tomou o lugar do sábado a partir da ressurreição de Cristo:

1) - O “argumento do silêncio” sobre Adão, Noé, Abraão não terem observado o sábado porque a Bíblia não diz diretamente que o fizeram.


Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Este tipo de argumentação “do silêncio” é paupérrima em favor ou contra qualquer idéia.Na mesma base pode-se “provar” até que eles seriam batedores de carteira nas horas vagas, pois não consta em parte alguma que devessem respeitar os termos do mandamento “não furtarás”.

b) O sábado deriva do Éden pois Deus não só criou propositalmente o mundo em seis dias, cessando Sua atividade no sétimo para deixar um memorial da Sua obra criativa, como abençoou, e santificou o sétimo dia separando-o para uso sagrado.

c) No texto do mandamento do sábado há clara referência ao fato da Criação, confirmando essa “santificação” (separação) do sétimo dia por Deus (ver Êxodo 20:8-11). Como Deus é absolutamente santo, Ele não precisaria santificar o dia para Si, e se o fez foi para o homem, para seu benefício físico e espiritual.

d) Jesus Cristo confirma o dito acima ao dizer que “o sábado foi feito por causa do homem” [não só do judeu] (Mar. 2:27) e isso devia liquidar a questão. Para os teimosinhos que insistem em negar as palavras de Cristo, lembraria que Ele também referiu-se ao estabelecimento do casamento “no princípio”, e certamente não falava de casamento só para judeus pois o termo “homem” em Mateus 19:5 é anthropós, como também ocorre em Marcos 2:27 (cf. Mateus 19:4, 5 e Marcos 10:6) .

2) - O argumento da não divisão das leis bíblicas em morais, cerimoniais, civis, etc., formando todas um só “pacote” legislativo, findando tudo na cruz (alguns até dizem que findou com João por não entenderem Lucas 16:16, “A lei e os profetas duraram até João”).

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) A falta de terminologia “técnica” sobre isso pode parecer um fator determinante para alguns. Mas esses deviam, então, desistir de crer na Trindade. Em parte alguma a Bíblia traz tal palavra, ou expressões como Personalidade do Espírito Santo, teocracia, onisciência, onipresença, onipotência. Tampouco aparecem outros termos como milênio, ascensão, predestinação. . .

b) Paulo fala de mandamentos que valiam, mas não valem mais, e mandamentos que importam serem obedecidos: “A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é; o que importa é observar os mandamentos de Deus” (1 Cor. 7:19). Assim, ele está reconhecendo tal distinção.

c) Tanto confissões de fé históricas das Igrejas evangélicas protestantes quanto grandes eruditos e próceres (do passado e do presente) nesse meio admitem tal divisão didática das leis bíblicas, e isso muito antes de os adventistas terem surgido no horizonte religioso, como se pode constatar em obras instrucionais e declarações confessionais várias (como a Confissão de Fé de Westminster e a Confissão Batista de 1689).

d) Quando Deus pronunciou a lei aos ouvidos do povo no Sinai, ao concluir o Seu proferimento é dito que Ele “nada acrescentou” (Deu. 5:22). As regras cerimoniais foram ditadas a Moisés noutra ocasião, para serem escritas em rolos. Quem acrescentar regras de outro caráter a esta lei especialíssima, que Ele também escreveu em duas tábuas de pedra, está indo “além do que está escrito” (1 Cor. 4:6).

3) - O argumento de que agora, após a “abolição” da lei veterotestamentária na cruz, resta apenas ao cristão o princípio da “lei do amor” ou a orientação do Espírito a determinar o certo e o errado, sem nada de mandamentos específicos de “fazer isso”, “não fazer aquilo”.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Mas os mandamentos divinos SEMPRE tiveram por base o princípio de “amor a Deus” e “amor ao próximo”. Cristo na “lei áurea” apenas repete a Moisés (ver Mateus 22:36-40, cf. Lev. 19:18; Deu. 6:5).

b) Que esse princípio de amor inclui o 4o. mandamento está claro na evidente ABRANGÊNCIA a todos os mandamentos ao Cristo, Paulo e Tiago apresentarem, no contexto desse princípio, somente parte do código do qual o sábado faz parte, porém indicando que tal princípio de amor se refere a todos os mandamentos que dele constam: Mateus 19:17ss; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. Em Romanos 13:9 Paulo comenta retoricamente, após citar alguns dos mandamentos do Decálogo, “. . . e se há qualquer outro mandamento. . .”. Isso indica a abrangência de todos, pois certamente há outros mandamentos e ele sabia disso.

c) No Novo Testamento prossegue havendo muitos mandamentos de “fazer isso” e “não fazer aquilo”: Mat. 29:18, 19; Efé. 6:1-5, 9; 4:25-31; 1 Tes. 5:12-22, etc., etc.

d) Tanto a Confissão de Fé de Westminster, de 1647 como a Confissão de Fé Batista de 1689 explicam que os quatro primeiros mandamentos tratam de nossa responsabilidade para com Deus, e os seis últimos, o mesmo quanto aos semelhantes, portanto confirmando que a “lei áurea” é a síntese, não substituto, do Decálogo. E como Cristo disse que “desses dois mandamentos dependem TODA a lei e os profetas”, isso liqüida o assunto.

4) - O argumento de que o sábado era apenas prefigurativo do “repouso espiritual” que se acha em Cristo, cf. Hebreus 4, perdendo sua validade após Cristo conceder-nos o “repouso” da salvação.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Isso não exclui o privilégio e benefício de observar o sábado para quem haja conquistado esse “repouso espiritual”. Caso Israel o houvesse alcançado, em vez de falhar nisso, teria ainda o mandamento do sábado, como prova o fato de que alguns dentro de Israel realmente alcançaram tal descanso, e nem por isso deixaram de observar esse mandamento—os heróis de Hebreus 11.

b) No vs. 9 de Hebreus 4 aparece pela única vez na Bíblia um termo especial para “descanso” (sabbatismos—repouso sabático), em contraste com katapausin, termo original para “descanso” usado ao longo do capítulo, o que indica que o autor quis lembrar à comunidade hebréia-cristã à qual se dirigia que sua exposição sobre esse “descanso espiritual” não significa negligência ao sábado semanal, literal.

c) Os que aceitaram a Cristo enquanto Ele estava sobre a Terra, como as santas mulheres que eram dedicadas pioneiras cristãs, tendo, pois, encontrado Nele o “descanso da salvação”, nem por isso deixaram de observar o sábado “segundo o mandamento” (Luc. 23:56), como relata Lucas 30 anos após o episódio.

d) De certo modo o sábado é uma sombra do repouso final dos cristãos no Reino Eterno. Sendo princípio interpretativo que as sombras só se desfazem quando encontram a realidade, e sendo que ainda não alcançamos tal repouso definitivo, o sábado prossegue sendo símbolo do descanso eterno por vir, o que é confirmado pelos eruditos batistas Jamieson, Fausset e Brown em seu comentário de Hebreus 4:9.

5) - O argumento de que Cristo passou por cima do mandamento por Suas atitudes de curar nesse dia alguns enfermos e declarar que “os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa” (Mateus 12:5).

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Ele Se defendia de Seus acusadores dizendo que fazia o que era “lícito” aos sábados, o que significa “em harmonia com a lei” (Mat. 12:12). Até desafiou Seus críticos: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8:46). Sua intenção não era desprestigiar o mandamento que estabeleceu “por causa do homem”, mas corrigir o modo de observá-lo, diante da corrupção ao mesmo pelos líderes judaicos, que também corrompiam o 5o. mandamento (Mar. 7:9-11) e o sentido do princípio do dizimar (Mat. 23:23).

b) Ele não iria contradizer-Se com o que disse em Mateus 5:19, promovendo a mais fiel obediência à lei divina que declarou não ter vindo abolir, mas cumprir. Se tivesse em qualquer medida transgredido “o mínimo” dentre os mandamentos, Ele próprio teria que ser considerado “o menor no Reino dos céus”, por Suas palavras. E o sábado era um dos preceitos mais importantes da lei.

c) Cristo também declarou, “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (João 5:17). O sentido óbvio é de que Deus trabalha sempre PARA O BENEFÍCIO de Suas criaturas, uma atividade sagrada, dentro do mesmo espírito de como os sacerdotes agiam e o pastor moderno age no sábado. As curas de Cristo são comparáveis a essas atividades sagradas, como os trabalhos de caráter espiritual dos sacerdotes aos sábados no templo.

d) Se Cristo quisesse desqualificar o sábado não recomendaria aos Seus ouvintes quanto aos ensinos de seus líderes religiosos: “fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem”. Uma das coisas que eles diziam era que deviam respeitar o mandamento do sábado (Luc. 13:14), mas os seguidores de Cristo não seguiriam o mau exemplo deles corrompendo o sentido do mandamento, e sim o exemplo de Cristo, o “senhor do sábado”.

6) - O argumento de agora estarmos sob o “Novo Concerto”, baseado em Hebreus 8:6-10, quando Deus escreve nos corações e mentes dos que aceitarem os seus termos as Suas leis, o que deixaria de fora o sábado.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) O texto de Hebreus 8:6-10 é reprodução da mesma promessa a Israel no passado em Jeremias 31:31-33, então as leis contidas na promessa daquele pacto, que Deus escreve nos corações e mentes dos Seus filhos, são as mesmas, pois o texto não indica alteração em seus termos. Logicamente os preceitos prefigurativos da morte de Cristo (lei cerimonial) estariam fora pois na própria epístola de Hebreus, capítulos 7 a 10, é explicado pormenorizadamente o sentido dos rituais antitípicos de Israel.

b) Em 2 Coríntios 3:3-8 Paulo emprega a ilustração das “tábuas de pedra/tábuas de carne” da ministração da lei sob o Novo Concerto, o que reforça a noção de que o conteúdo INTEGRAL do que constava nas tábuas de pedra (o Decálogo) transfere-se para as tábuas de carne do coração (ver Eze. 36:26, 27; Sal. 40:8) aos que aceitam os termos do novo concerto [Novo Testamento]. Quando Deus cumpre a promessa da escrita de Suas leis nos corações aquecidos pela graça divina, não deixa de fora nenhum dos mandamentos da lei moral, o que inclui o sábado, das “tábuas de pedra”. Do contrário não faria sentido Paulo usar a ilustração das “tábuas de pedra/tábuas de carne” e teria que se explicar melhor.

c) Sob o Novo Concerto, Deus derrama o Seu amor sobre os corações dos remidos, assim esse concerto firma-se sobre “melhores promessas” (ver Rom. 5:5; Heb. 8:6), superior à base do Velho Concerto que foi a disposição do povo, “tudo quanto o Senhor falou, nós faremos” (Êxo. 19:8), fracassando porém quanto a cumprir sua parte do concerto. A falha estava, portanto, no povo, não na lei (cf. Heb. 8:9).

d) Em Hebreus 9:15-17 lemos sobre como a morte de um testador impede que seja alterado o testamento que este deixa. Assim, a morte do divino Testador, Cristo, selou o Novo Testamento de modo que não há a mínima possibilidade de mudança na lei divina. Logo, não pôde ter havido mudança, seja do sábado pelo domingo, seja do sábado pelo dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo.

7) - O argumento de que Paulo indicou o fim do sábado com a morte de Cristo, em Romanos 14:5, 6, Gálatas 4:8-10 e Colossenses 2:16.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) João na parte introdutória de Apocalipse (1:10) indica haver um “dia do Senhor” que dedicava a Deus. Assim, ele nada sabia sobre essa abolição do sábado, ou do princípio de um dia de repouso a ser santificado.

b) Em Romanos e Gálatas a palavra “sábado” nem aparece, pois o tema são outros dias—no caso dos judeus, dias de jejum ou feriados religiosos de Israel que não mais os devia preocupar, sendo-lhes opcionais, sem serem impostos sobre outros; no caso de Gálatas, os dias festivos pagãos que, parece, ainda empolgavam alguns cristãos, deviam ser inteiramente descartados.

c) Em Colossenses, JAMAIS aparece a palavra “lei”, prova de que o tema discutido não é a vigência da lei, mas problemas com hereges colossenses que queriam impor ao povo costumes extremados quanto a observâncias religiosas (ver vs. 21-23). Ele não diz para “não observarem o sábado” mas para não se preocuparem quanto a julgamento que fosse passado sobre eles por causa de sua maneira de observar o sábado. O vs. 18 declara: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum na sua mente carnal”.

d) Eruditos antigos e modernos reconhecem que esses “sábados” seriam cerimoniais, não o sábado semanal. Entre estes, podem ser citados: John Davis, Albert Barnes, Adam Clarke, Jamieson, Fausset e Brown, English E. Schuyler, David E. Garland, John Eadi, etc.

8) – O argumento de que Tiago inclui todas as regras cerimoniais do judaísmo ao dizer que “qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás, também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém, matas, vens a ser um transgressor da lei” (Tiago 2:8-11), ainda acrescentando que o Apóstolo quer dizer que sendo impossível observar plenamente a lei, então fica-se livre da mesma como regra de conduta.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Quando Tiago escreveu tais palavras já todo o cerimonialismo prefigurativo havia cumprido sua função e perdido a vigência. O véu do Templo já estava rasgado de alto a baixo. O texto claramente refere-se aos mandamentos da lei moral, do Decálogo, sem a mínima referência a questões cerimoniais.

b) Há alguns que até deixam implícito que Tiago estaria dizendo que se é impossível observar plenamente TODOS os mandamentos, então podemos relaxar “um pouquinho”, e sempre o sacrificado é o mandamento do sábado, por que será?

c) Jesus incentivou a obediência PERFEITA a todos os mandamentos em Mateus 5:19 e 20: “Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. E Ele ainda recomendou: “Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mat. 5:48).

d) Não há possibilidade de se abrir uma “exceção” na perfeita obediência, que não conseguimos por nossos próprios esforços. Dependemos plenamente da graça divina e do Seu Espírito para que “a justiça da lei” se cumpra em nossa vida (ver Romanos 8:3, 4, 7 e 8).

[Conclui no próximo quadro]


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MensagemAssunto: Re: Temas de "10 Tópicos" Sobre o Sábado   1/8/2008, 21:59

[Conclusão da página anterior e do estudo]

9) - O argumento de que o primeiro concílio da Igreja, em Jerusalém pelo ano 49 ou 50 AD, indicou regras para os cristãos gentios seguirem, deixando de lado a “lei de Moisés” (Atos 15:5), sem que o sábado seja indicado entre as regras do que foi decidido em dito concílio.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) A expressão “lei de Moisés” não pode ser usada para discriminar contra o mandamento do sábado (e das leis dietéticas) pois a expressão é bem abrangente, incluindo regras tais como “não matarás”, “não furtarás”, “honra a teu pai e a tua mãe”.

b) A mera leitura do texto de Atos 15:28, 29 indica que o que se definiu foram práticas de que os cristãos gentios deviam abster-se, e não uma série de coisas a cumprir, como se recebessem uma espécie de tetrálogo que substituiria o Decálogo (como alguns dão a entender equivocadamente). E o sábado NÃO CONSTA daquelas coisas que não deviam praticar, o que demonstra que não foi tema que representasse dúvida entre os cristãos, algo de que deviam ser orientados contra sua prática.

c) Em Atos 21:20 lemos sobre a composição étnica dominante da igreja-mãe, de Jerusalém, e seus membros eram judeus “zelosos da lei”. Eles não aceitariam sem grandes polêmicas qualquer alteração num princípio tão arraigado na sua vida religiosa e mesmo secular como era o sábado, e não ocorre tal discussão entre aqueles crentes (como se deu com outro costume arraigado que se ensinava ter sido abolido, como a circuncisão), o que demonstra que não se alterou nada quanto a tal princípio.

d) Jesus predisse que duas coisas prosseguiriam após Sua partida: 1) o inverno; 2) a guarda do sábado por Seus seguidores (Mateus 24:16-20). Ele recomendou que os cristãos orassem para não terem que fugir no inverno (dadas as óbvias inconveniências disso) nem no sábado, pois poderiam estar nas suas congregações em tal dia e não perceberem os acontecimentos ameaçadores ao seu redor, ou mesmo para não terem perturbação na prática de um princípio bíblico estabelecido na própria criação do mundo.

10) - O argumento de que com a ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana, o domingo passou a ser adotado para ser daí em diante o dia de repouso da comunidade cristã.

Quatro dificuldades com tal desculpa:

a) Não há nada que justifique que o evento da Ressurreição opere mudanças na lei divina pois algo tão sagrado como a própria lei de Deus não poderia sofrer alteração tão radical sem uma clara exposição bíblica a respeito justificando o fato, e nada consta quanto a isso.

b) Se o dia da Ressurreição foi importante que justificasse tal alteração, também o seria o dia de Sua morte (sem a qual não haveria ressurreição). Então, tanto a sexta-feira quanto o domingo poderiam ser determinados como dias memoriais, contudo não há a mínima informação bíblica de que os cristãos devam celebrar o domingo ou a sexta-feira, seja semanal ou anual, como memorial da experiência de Cristo de morte ou ressurreição.

c) Quando lemos no Novo Testamento sobre o “primeiro dia da semana”, a expressão no original grego, mía twn sabbatwn, significa literalmente, o primeiro com base no sábado, o que denota a contagem romana, e não judaica de tempo. Ademais, o próprio fato desse dia não merecer qualquer título especial já mostra a falta de fundamento para que tenha sido especialmente considerado pela Igreja apostólica em substituição da instituição do sábado que Cristo declarou ter sido estabelecido “por causa do homem”.

d) A própria causa de defesa de que o domingo passou a ser adotado pelos cristãos a partir dos tempos apostólicos é tão desmoralizada que os próprios evangélicos não a levam a sério, com a maioria preferindo mesmo o mais “user friendly” dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, com muitos crentes dizendo abertamente que o domingo é mesmo uma instituição de origem católica, ou mesmo remontando suas origens ao festival ao sol dos mitraítas em Roma, com o seu dies solis—dia do sol.

ALGUMAS REFLEXÕES FINAIS
* A posição oficial das diferentes Igrejas e seus grandes próceres e instrutores, de que o domingo foi adotado pela Igreja Cristã desde o mais remoto período de sua existência em substituição ao sábado do sétimo dia, é em grande medida desprezada e passada por alto pelos seus modernos integrantes. Preferem apegar-se a argumentos que destroem o princípio de um dia de descanso divinamente determinado, mas não parecem capazes de oferecer nada melhor no lugar. São bons na obra de destruição de um conceito, mas nada eficientes na construção de uma teologia que justifique tal atitude revisionista quanto ao ensino oficial e tradicional de suas próprias denominações a respeito da questão do dia de repouso. Só há uma explicação para isso —o reconhecimento de falta de embasamento bíblico para a instituição dominical.

Os adeptos do que eu chamo dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo (a idéia de que tanto faz observar um dia do Senhor ou não, ou que qualquer dia que se queira adotar é válido diante de Deus, ou que “todos os dias” é que Lhe devem ser dedicados) utilizam os textos de Romanos 14:5, 6 e Gál. 4:9, 10. Contudo, observa-se que há uma diferença notável entre o tratamento do problema dos “dias” em Romanos e Gálatas, o que geralmente se passa totalmente por alto.

Em Romanos Paulo admite que “tanto faz um dia como outro” e não proíbe a observância radicalmente como ocorre em Gálatas. Por que será? Resposta: em Romanos ele se refere aos dias ainda significativos do calendário judaico que alguns queriam exigir aos cristãos como práticas obrigatórias (os dias feriados religiosos que tinham cunho de feriados nacionais para os judeus). Paulo não os considerou obrigatórios mas respeitava os escrúpulos dos judeus quanto a tais dias, bem como, possivelmente, também dias de jejum que eram muito importantes nos usos e costumes judaicos. Deve-se levar em conta que os primeiros conversos ao cristianismo eram de origem judaica e “zelosos da lei” (Atos 21:20).

Já em Gálatas ele condena inteiramente o apego a “dias, e meses, e tempos e anos” porque estava tratando sobre festas do calendário pagão, que alguns conversos do paganismo ainda queriam manter. Uma situação, portanto, bem diversa que merece ser levada em conta. No vs. 8 ele se refere a quando eles não conheciam a Deus, e fala de retornarem a “rudimentos fracos e pobres” (vs. 9), o que não seria linguagem apropriada para judeus.

Que não se tratava do sábado é óbvio, pois se Paulo tivesse se manifestado contra o sábado em qualquer sentido, não poderia ter dito em sua defesa de acusações dos líderes judeus: “Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César” (Atos 25:8). Também na agitação dos judaizantes, a decisão do Concílio de Jerusalém em Atos 15:28, 29 é significativa: não consta nada CONTRA a guarda do sábado entre as quatro regras de coisas de que os cristãos deviam ABSTER-SE, simplesmente porque não houve agitação de tal assunto. Todos o observavam normalmente, como documentos históricos posteriores demonstram.

Que o sábado do sétimo dia não foi deixado “opcional” é evidente pois não há registro histórico de que os cristãos tenham adotado um novo critério quanto a sua adoração a Deus de a) ou não dedicar nenhum dia ao Senhor, ou b) escolher livremente o dia que mais conviesse a cada um. Aliás, seria muito estranho cada um ter o seu “dia do Senhor”, uns observando a quarta-feira, outros a sexta-feira, outros mais o sábado do sétimo dia, boa parte o domingo. . . Como combinariam com isso os encontros semanais na igreja? Afinal, a recomendação do autor de Hebreus é que não se deve “abandonar a congregação”. . .

A Bíblia, porém, diz que “Deus não é de confusão” e sim de ordem (1 Cor. 14:33). Não haveria nenhum sentido de Paulo de repente lançar-se contra uma ordenança divina que procede do Éden, como reconhecem as mais representativas Confissões de Fé históricas da cristandade protestante (e católicas, especialmente o próprio documento papal recente Domini Dies), estabelecendo a confusão quanto à questão do dia de observância.

Se a argumentação destes debatedores demonstra alguma coisa é a falta de convicção sobre a tradicional observância do domingo da parte de boa parcela dos evangélicos. Existe a tradição (herdada do catolicismo), mas carece do necessário embasamento bíblico. Daí, partem alguns para todo tipo de artimanhas e sofismas para justificar sua negligência desse mandamento bíblico.

É pena que nossos irmãos batistas, que rejeitaram certas arraigadas tradições originárias do catolicismo romano ainda conservadas por outros protestantes (como o batismo infantil e por aspersão) não tenham avançado um pouco mais no rumo da restauração plena das verdades bíblicas e ainda se apeguem à tradição do domingo. Melhor dizendo, não todos os batistas, pois há os seus irmãos mais próximos, os batistas do sétimo dia, que certamente evoluíram mais nessa bendita direção desde princípios do século XVII.

Agora, há uma seqüência de passagens onde a divisão de leis, criticada por alguns, é estabelecida pelo próprio apóstolo Paulo:

“A circuncisão em si não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar os mandamentos de Deus” — 1 Coríntios 7:19.

“Pois nem a circuncisão é cousa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” — Gálatas 6:15.

“Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão, tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor”. — Gálatas 5:6.

Esta seqüência de textos torna claro que para Paulo as questões rituais da lei não são relevantes, mas o importante é observar os mandamentos que não pertencem a esse aspecto, da lei cerimonial. O “ser nova criatura”, equivale a demonstrar uma “fé que atua pelo amor”, o que se expressa em “guardar os mandamentos de Deus”. Há, pois, uma harmonia no entendimento dessas questões.

A única coisa que fica “pendente”, pois, são dias especiais de celebração nacional, ou dias de jejuns, importantes para a cultura judaica (como discutido em Rom. 14:5, 6). O mandamento do sábado, porém, é de caráter inteiramente diferente NUNCA sendo apresentado nas Escrituras, seja como opcional, como desejariam os adeptos da teologia novidadeira do dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, seja cerimonial.

Sobre Romanos 14:5, 6 e Gál. 4:9, 10 observa-se que há uma diferença notável entre o tratamento do problema dos “dias” em Romanos e Gálatas, o que geralmente se passa totalmente por alto. Em Romanos Paulo admite que “tanto faz um dia como outro” e não proíbe a observância radicalmente como ocorre em Gálatas. Por que será? Resposta: em Romanos ele se refere aos dias ainda significativos do calendário judaico que alguns queriam exigir aos cristãos como práticas obrigatórias (os dias feriados religiosos que tinham cunho de feriados nacionais para os judeus). Paulo não os considerou obrigatórios mas respeitava os escrúpulos dos judeus quanto a tais dias, bem como, possivelmente, também dias de jejum que eram muito importantes nos usos e costumes judaicos. Deve-se levar em conta que os primeiros conversos ao cristianismo eram de origem judaica e “zelosos da lei” (Atos 21:20).

Já em Gálatas ele condena inteiramente o apego a “dias, e meses, e tempos e anos” porque estava tratando sobre festas do calendário pagão, que alguns conversos do paganismo ainda queriam manter. Uma situação, portanto, bem diversa que merece ser levada em conta. No vs. 8 ele se refere a quando eles não conheciam a Deus, e fala de retornarem a “rudimentos fracos e pobres” (vs. 9), o que não seria linguagem apropriada para judeus.

Que não se tratava do sábado é óbvio, pois se Paulo tivesse se manifestado contra o sábado em qualquer sentido, não poderia ter dito em sua defesa de acusações dos líderes judeus: “Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César” (Atos 25:8). Também na agitação dos judaizantes, a decisão do Concílio de Jerusalém em Atos 15:28, 29 é significativa: não consta nada CONTRA a guarda do sábado entre as quatro regras de coisas de que os cristãos deviam ABSTER-SE, simplesmente porque não houve agitação de tal assunto. Todos o observavam normalmente, como documentos históricos posteriores demonstram.

Que o sábado do sétimo dia não foi deixado “opcional” é evidente pois não há registro histórico de que os cristãos tenham adotado um novo critério quanto a sua adoração a Deus de a) ou não dedicar nenhum dia ao Senhor, ou b) escolher livremente o dia que mais conviesse a cada um. Aliás, seria muito estranho cada um ter o seu “dia do Senhor”, uns observando a quarta-feira, outros a sexta-feira, outros mais o sábado do sétimo dia, boa parte o domingo. . . Como combinariam com isso os encontros semanais na igreja? Afinal, a recomendação do autor de Hebreus é que não se deve “abandonar a congregação”. . .

A Bíblia, porém, diz que “Deus não é de confusão” e sim de ordem (1 Cor. 14:33). Não haveria nenhum sentido de Paulo de repente lançar-se contra uma ordenança divina que procede do Éden, como reconhecem as mais representativas Confissões de Fé históricas da cristandade protestante (e católicas, especialmente o próprio documento papal recente Domini Dies), estabelecendo a confusão quanto à questão do dia de observância.

Se a argumentação destes debatedores demonstra alguma coisa é a falta de convicção sobre a tradicional observância do domingo da parte de boa parcela dos evangélicos. Existe a tradição (herdada do catolicismo), mas carece do necessário embasamento bíblico. Daí, partem alguns para todo tipo de artimanhas e sofismas para justificar sua negligência desse mandamento bíblico.

É pena que nossos irmãos batistas, que rejeitaram certas arraigadas tradições originárias do catolicismo romano ainda conservadas por outros protestantes (como o batismo infantil e por aspersão) não tenham avançado um pouco mais no rumo da restauração plena das verdades bíblicas e ainda se apeguem à tradição do domingo. Melhor dizendo, não todos os batistas, pois há os seus irmãos mais próximos, os batistas do sétimo dia, que certamente evoluíram mais nessa bendita direção desde princípios do século XVII.

Agora, há uma seqüência de passagens onde a divisão de leis, criticada por alguns, é estabelecida pelo próprio apóstolo Paulo:

“A circuncisão em si não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar os mandamentos de Deus” — 1 Coríntios 7:19.

“Pois nem a circuncisão é cousa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” — Gálatas 6:15.

“Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão, tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor”. — Gálatas 5:6.

Esta seqüência de textos torna claro que para Paulo as questões rituais da lei não são relevantes, mas o importante é observar os mandamentos que não pertencem a esse aspecto, da lei cerimonial. O “ser nova criatura”, equivale a demonstrar uma “fé que atua pelo amor”, o que se expressa em “guardar os mandamentos de Deus”. Há, pois, uma harmonia no entendimento dessas questões.

A única coisa que fica “pendente”, pois, são dias especiais de celebração nacional, ou dias de jejuns, importantes para a cultura judaica (como discutido em Rom. 14:5, 6). O mandamento do sábado, porém, é de caráter inteiramente diferente NUNCA sendo apresentado nas Escrituras, seja como opcional, como desejariam os adeptos da teologia novidadeira do dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, seja cerimonial.

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MensagemAssunto: 10 Razões Por Que o Sábado Tem Caráter Moral e Universal   11/29/2009, 14:43



10 RAZÕES POR QUE O SÁBADO É MANDAMENTO DE CARÁTER MORAL E UNIVERSAL
1) Por que Deus mesmo apresenta um contraste entre os sábados cerimoniais e o sábado especial, da lei moral, não só por proferir solenemente aos ouvidos do povo cada um e todos os 10 Mandamentos, escrevendo-os depois com o Seu próprio dedo nas tábuas de pedra, mas por contrastar os sábados semanais dos demais, cerimoniais, como se reflete em Lev. 23:37, 38 que fala das várias festas especiais (sábados cerimoniais) “além dos sábados do Senhor”. John Wesley confirma isso no seu comentário sobre a passagem: “. . . embora outros dias festivais são às vezes chamados sábados, contudo estes são aqui chamados os sábados do Senhor, numa forma de contraste, para mostrar que eram de maior destaque do que quaisquer dos outros dias de festa”.

2) O sábado antedata o pecado e fora dado antes da Queda, portanto antes que o homem necessitasse de Redenção (Gên. 2:2, 3). Por conseguinte, nada tem de típico e não aponta para a expiação. Se não tivesse havido a tragédia da Queda, o que aconteceria com o sábado? Continuaria a ser observado pelo homem no Éden, para o qual foi estabelecido, como Jesus declarou (Mar. 2:27) com o privilégio da companhia de Deus. Mas não há dúvida que continuaria a ser observado. Tanto isto é verdade que, na Restauração de todas as coisas quando enfim a maldição for removida desta Terra e tudo voltar à prístina pureza edênica e o homem à glória original, o sábado continuará a ser observado e para sempre, segundo lemos em Isa. 66:22. 23. Portanto, o sábado é a única instituição que associa os três fundamentos basilares da fé cristã: Criação, Queda e Redenção.

3) O sábado–como todos os preceitos morais–aplica-se igualmente a todas as nações, terras e tempos, pois todas as leis morais são de aplicação universal, não se restringem a um povo e não sofrem mudança por nenhumas circunstâncias. Por isso, é moral.

Obs.: Em Isa. 56:2-7 vemos como Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao concerto divino com Israel, demonstrando isso a partir da GUARDA DO SÁBADO, o que é dito no contexto da expressão do divino ideal de que “a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.

4) Os deveres morais são os que emanam dos atributos de Deus. O poder criador é um atributo divino, um atributo distinto e exclusivo do Deus vivo, e o sábado emana diretamente deste atributo na Criação do mundo. É, pois, um preceito nitidamente moral. Pode-se acrescentar que o dever de o homem amar e obedecer a Deus repousa principalmente no fato de que o Senhor criou todas as coisas, e o sábado é um memorial deste fato, trazendo sempre a consciência disso.

Obs.: O salmista Davi lembra que Deus fez as Suas obras “memoráveis” (Sal. 111:4). Outro dia não poderia fazê-lo, pois não teria este característico, este sentido e esta finalidade, assim como o 8 de outubro, o 9 de novembro ou o 10 de dezembro não serviriam para o propósito de celebrar a Independência do Brasil. O sábado é totalmente e inequivocamente moral.

5) A natureza do homem–física e mental–requer precisamente tal dia de repouso como o preceito do sábado exige, em consonância com o bem-estar moral e espiritual da criatura. Esta necessidade humana foi prevista e provida pelo próprio Deus, sendo associada ao culto, à reverência e à adoração. Por isso, o sábado é UM DEVER DO HOMEM PARA COM DEUS, como os demais preceitos que constam da primeira tábua do decálogo. A moralidade do sábado, porém, reside precipuamente na relação do mandamento com o ato criativo de Deus e isto não pode ser preenchido por qualquer outro dia. A bênção colocada no dia do sábado jamais foi dele removida. É um mandamento moral.

Obs.: Luteranos, presbiterianos e batistas dizem nos seus documentos confessionais que os primeiros 4 mandamentos tratam de nossa relação para com Deus, e os 6 últimos, idem para com o próximo. Antes deles já católicos e ortodoxos diziam a mesma coisa. A base de tal raciocínio são as palavras de Cristo de que “destes dois mandamentos {de amor a Deus e ao próximo} dependem TODA A LEI e os profetas”. Se o amor é um princípio moral e universal, então cada um e todos os preceitos dessa lei divina têm tais características, pois sua base é um princípio moral universal—amor.

6) O casamento é uma instituição moral, defendida pelo sétimo mandamento. A instituição do sábado, tendo sido feita ao mesmo tempo, pela mesma Autoridade, para as mesmas pessoas e da mesma maneira, é logicamente moral, pelas mesmas razões.

Obs.: Uma pergunta para reflexão: Por que santificar um dia para o Senhor não constituiria um preceito de caráter MORAL e UNIVERSAL, mas santificar o Seu nome o seria? Se um espaço de tempo em si não tem nada de santo, em que isso difere de uma palavra em si, utilizada para definir a Deus? Claramente o que importa no primeiro caso não seria uma suposta santidade das letras que compõem o nome divino, e sim o sentido envolvido em tal nome—o Deus absolutamente santo. O mesmo se dá com o TEMPO do sétimo dia, dedicado ao Senhor.

7) O próprio fato de Deus ter posto o mandamento do sábado no coração do Decálogo–o sumário de toda a lei moral–mostra inquestionavelmente o caráter moral do preceito. Fosse ele cerimonial, no todo ou em parte, não seria esculpido nas tábuas de pedra pelo próprio Deus, mas meramente deixado para Moisés incluí-lo nos rolos que redigiu, trazendo todo o preceituário cerimonial judaico.

Obs.: Arranjem-se os pretextos que quiserem, o fato é Deus mesmo indica uma diferença de tratamento entre as leis. Ao proferir os 10 Mandamentos audivelmente aos ouvidos do povo (o que incluiu o preceito do sábado) é dito que Deus “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Quem quiser acrescentar ao Decálogo outras leis de diferentes características e objetivos para formar um só “pacote legislativo” de igual peso e valor está indo “além do que está escrito” (1 Cor. 4:6). Todas as demais leis foram dadas NOUTRA OCASIÃO para Moisés escrever em rolos, deixados ao lado da arca, enquanto o Decálogo era guardado dentro da arca (Deu. 10:5). Então, como diz aquela piadinha clássica, “Há uma diferença; e que diferença!. . .”

8) Cristo mesmo diferenciou o sábado, de qualquer preceito cerimonial, quando declarou: “Se o homem recebe a circuncisão [rito cerimonial] no sábado [mandamento moral] para que a lei de Moisés [cerimonial] não seja quebrantada, indignais-vos contra Mim porque no sábado [mandamento moral] curei de todo um homem?” João 7:23. Não tivesse o sábado o seu caráter exclusivamente moral, inconfundível, Cristo não teria o cuidado de dissociá-lo de práticas cerimoniais como a circuncisão, no caso em foco.

Obs.: Paulo também distingue preceito cerimonial, da lei moral quando diz: “A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de Deus.” 1 Cor. 7:19. Embora aludindo aos judeus e não judeus, ou aos que queriam impor o rito aos neoconversos na Igreja nascente, Paulo distingue entre os mandamentos de Deus e uma prática judaica, não mais aplicável.

9) O sábado não pertence ao sistema expiatório, portanto não é cerimonial. É uma temeridade afirmar que o sábado tenha uma parte cerimonial e que esta era o “sétimo dia”, pois, ao contrário, essa questão numérica indica o passado, aponta à Criação, o que não tem nada de cerimonial. Tudo quanto é cerimonial aponta ao FUTURO--à expiação em Cristo, e “sétimo dia” nada tem a ver com isso, nada simboliza em termos da Sua morte na cruz.

10) Tanto os documentos confessionais do maior peso da cristandade protestante, nenhum deles descartado, desqualificado, desautorizado, reconhecem HÁ SÉCULOS que o sábado é mandamento MORAL e UNIVERSAL (como as Confissões de Fé de batistas, presbiterianos e outros cristãos), como comentaristas bíblicos da maior autoridade e prestígio, do passado e do presente, confirmam isso. Eis como o metodista Adam Clarke comenta o fato: “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, OU PARTE DELES, pode . . . ser considerado cerimonial. Todos são morais e, conseqüentemente, de eterna obrigação” (comentário de Clarke sobre Êxodo 20).

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