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 A Assembléia de Deus, a Lei e o Sábado

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: A Assembléia de Deus, a Lei e o Sábado   10/1/2007, 17:18


A ASSEMBLÉIA DE DEUS, A LEI E O SÁBADO
Por Pr. Natan Fernandes
Adaptado por Marllington Klabin Will
  A Assembléia de Deus teve seu início na primeira onda pentecostal, chegando ao Brasil em Belém, no Pará, através de dois missionários suecos vindos dos EUA. A princípio, fingiram que eram membros da Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos antes de serem excomungados. Eles traziam a teoria do batismo no Espírito Santo, associado à glossolalia (o falso dom de línguas estranhas) como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A nova heresia trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica. Mais tarde, a nova igreja passou a chamar-se Assembléia de Deus, em virtude da fundação das Assembléias de Deus nos Estados Unidos.

  Alguns ministérios cresceram de tal forma que a denominação se subdividiu em algumas ramificações, como a “Missão” e a “Madureira”, mas todas as partes mantêm a doutrina uniforme. Divergem apenas em questões administrativas, como também acontece com outras denominações evangélicas. Mas uma coisa continua sendo o elo de união entre as diversas subdivisões dentro da Assembléia de Deus: a doutrina. A Conferência Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), que é constituída por várias convenções estaduais e regionais, além de vários ministérios, cuida em manter a doutrina em unidade e uniforme.


O QUE A ASSEMBLÉIA DE DEUS DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?
  Temos percebido um tanto preocupados, porém, que as pessoas se filiam a uma placa de igreja sem a preocupação de se informarem sobre as suas doutrinas, crenças e ensinamentos, e também não se preocupam em conhecer os seus credos, confissões de fé e posicionamentos, quanto menos sobre suas normas e regras. Isso é muito sério. Os membros da igreja — na maioria dos casos — não lêem os livros que são escritos pelos seus evangelistas, teólogos, professores, escritores ou pastores da igreja a que pertencem, e vivem sem saber como é o seu cristianismo que levam de qualquer jeito… Outros — e isto é de pasmar qualquer um! — não têm lido a própria Bíblia!!! Perguntamos: Que tipo de cristianismo é esse, que não incentiva à pesquisa do Livro Sagrado? Não era assim no tempo de Jesus, pois Ele recomendou o exame das Escrituras (Jo.5:39). Que tipo de igreja é essa, então, que não transmite aos membros o conhecimento das próprias crenças e posicionamento bíblico? Vejamos o que o profeta Oséias escreveu:
      O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote (líder religioso), rejeitaste o conhecimento, também Eu, te rejeitarei, para que não sejas sacerdote (pastor) diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos (membros).” (Os.4:6)
  Um líder religioso — pastor, professor, evangelista, teólogo, escritor — que rejeita a Lei de Deus, está comprometido diante dEle, e comprometendo o seu rebanho à destruição, conforme o texto do profeta Oséias, transcrito acima. Tal líder religioso será responsável, diante de Deus, pelas almas que vierem a perecer por falta de conhecimento! Graças a Deus os líderes da Assembléia de Deus não negam a vigência da santa e divina Lei do Senhor! Amém?!

  Mas por falta de instrução dessa igreja, por todos os lugares, cada membro da Assembléia de Deus pretende ter uma forma particular de entender a Bíblia ao que lhe convém, que nem sempre se encaixa naquilo que é ensinado pelas Escrituras e por seus teólogos, líderes, pastores, professores, evangelistas e escritores. Por isso, chamamos a atenção para o conselho bíblico, que diz:
      Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus. (…) Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hb.13:7,17)
  Se o conselho bíblico é que as ovelhas devem lembrar-se e sujeitar-se aos seus pastores, quando eles ensinam a palavra de Deus, nada mais correto do que saber o que ensinam alguns de seus pastores e estudiosos da Bíblia. Por exemplo, o que ensinam os líderes religiosos da Assembléia de Deus a respeito de assuntos que falam da obediência ao Senhor? O que dizem a respeito da Lei de Deus? O que ensinam sobre os Dez Mandamentos? E sobre o sábado? O que eles deixaram registrado oficialmente, para a sadia orientação de seus rebanhos? Vamos conferir!


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  O Pr. Carlos Johansson, famoso teólogo assembleiano, responde da seguinte maneira:
      “A lei é a vontade de Deus, no Decálogo.”Em “Síntese Bíblica do Velho Testamento”, p. 48.
  Já o Pr. Harold J. Brokke afirma isto:
       “A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias… a santa lei de Deus é um pré-requisito divino para uma experiência mais profunda da graça. (…)
      “Nós não podemos compreender a salvação sem entender a lei de Deus. (…) Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. (…) O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. (…) Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis.”
    Em “Prosperidade pela Obediência”, p. 10, 14–17.
  Por sua vez, o Pr. Myer Pearlman, professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, que foi por muitos anos o orador do Programa de Rádio “A Voz das Assembléias de Deus”, assim se expressou:
      “Os mandamentos representam e expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa os Seus súditos.”Em “Através da Bíblia”, p. 27.
  Conforme foi visto acima, estes pastores pentecostais da Assembléia de Deus têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima. E o conselho bíblico é que se deve obedecer aos pastores que falam a palavra de Deus. E esses líderes assembleianos estão apenas defendendo o ensinamento bíblico sobre a Lei de Deus, os Dez Mandamentos.


2) Para que serve a lei, os Dez Mandamentos?

  Já citado, o Pr. Harold J. Brokke dá várias respostas a essa pergunta. Ele diz:
      “Nós não podemos compreender a salvação sem entender a Lei de Deus. (…) Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. (…) O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. (…) Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis.”Op. cit., p. 14–17.
  O Pr. Emílio Conde, pentecostal, afirma o seguinte:
      “A Bíblia nos mostra a sagrada Lei de Deus: ‘faça isto’, ‘não farás!’. Êxo. cap. 20. E essa Lei deveria ser observada, cumprida rigorosamente — e até aos nossos filhos a deveríamos fazer conhecer. Deut. 6: 1–13. A Palavra de Deus é, sob certos aspectos, autoritária! Ela nos fala de modo imperativo.”Em “Lições Bíblicas”, 07/12/1966, p. 12.
  Tendo consciência da necessidade do homem com relação ao cuidado e proteção de Deus, o Pr. Myer Pearlman, atrás referido, escreveu:
      “Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira sofrer prejuízo para sua alma.”Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 91.
  Concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlos Johansson declarou o seguinte:
      “O decálogo — o fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade.”Op. cit., p. 116.
  Resumindo o que esses líderes assembleianos disseram, a Lei de Deus serve, dentre outros, para:
 —> compreendermos a salvação,
 —> revelar a vontade de Deus,
 —> fazer os homens sentirem necessidade de Cristo,
 —> saber o que é o pecado,
 —> ser como cerca protetora do perigo e
 —> ser a condição de vida e felicidade.

  Todas estas coisas são muito boas razões para um cristão obedecer ao Senhor! Além de tudo, estão de acordo com a Palavra de Deus.


3) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Também da Assembléia de Deus, o Pr. Orlando Spencer Boyer, teólogo, professor, pastor, comentarista, escritor, e autor de muitos livros, registrou estas palavras sobre o Decálogo:
      “Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos antes de Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio.”Em “Pequena Enciclopédia Bíblica”, p. 198. Grifos acrescentados.
  Aí está o testemunho de alguém que estudou bastante o Livro de Deus. Pelo que lemos dos testemunhos assembleianos, não há nenhuma dúvida entre seus teólogos e mentores de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!


4) Precisamos de outra lei, além do Decálogo, para nos indicar o que é o pecado?

  Quem responde muito bem a esta pergunta, também, é o Pr. Orlando S. Boyer, quando diz:
      “Não há pecado que não é condenado por um dos Dez Mandamentos.”Op. cit., p. 198.

5) Existe divisão entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  Eis um comentário bíblico muito usado nos meios pentecostais, cujas “notas e comentários são de inteira responsabilidade da Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (p. IV), que nos responde a questão com esta clara definição:
      “Se Jesus não veio abolir a lei, todas as leis do A.T. ainda se aplicam a nós hoje? É preciso lembrar que havia três categorias de leis: a cerimonial, a civil e a moral.
      “(1) A Lei Cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (Levítico 1.2,3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princípios que constituem a base da adoração — amar e adorar a Deus Santo — ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.
      “(2) A Lei Civil se aplicava à vida cotidiana em Israel (Deuteronômio 24.10,11). Pelo fato de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princípios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princípios por meio de sua vida exemplar.
      “(3) A Lei Moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem direta de Deus, exige uma obediência total (Êxodo 20.13), pois revela sua natureza e vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à Lei Moral.”
    Extraído de “Bíblia de Estudos e Aplicação Pessoal”, p. 1224 do Novo Testamento. Ver comentário sobre Mateus 5:17. Tradução de Almeida. CPAD — “Casa Publicadora das Assembléias de Deus”. Grifos acrescentados.
  Mais uma vez o Pr. Boyer nos apresenta aquilo que tem aprendido de Deus, em anos de estudo da Palavra:
      “Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso. (…) As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção.”Em “Marcos: O Evangelho do Senhor”, p. 38–39. Grifos acrescentados.
  E o Pr. Antonio Gilberto, também da Assembléia de Deus, confirma:
      “A parte moral da lei é eterna e universal”.Em “Manual da Escola Dominical”, p. 86.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]


Última edição por Herr Will em 9/1/2009, 13:33, editado 18 vez(es)
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MensagemAssunto: CONTINUAÇÃO   10/1/2007, 17:20

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

6) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  O já citado Pr. Myer Pearlman responde apropriadamente a esta questão quando escreve:
      “A sua relação com a Lei Cerimonial (vers. 15, 16). As festas, os dias santos e outras observâncias cerimoniais judaicas não passam de símbolos e figuras representando Cristo. Agora, desde que Cristo cumpriu os símbolos, os mesmos tornam-se desnecessários.”Op. cit., p. 293. Grifos acrescentados.
  Mais uma questão devidamente esclarecida. E a posição oficial da Assembléia de Deus é que Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da Lei Moral!


7) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  Num livro preparado pela “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD), para tirar algumas dúvidas sobre certos assuntos, intitulado “A Bíblia Responde”, nós lemos esta declaração:
      “O observador mais acurado vai perceber que o sábado não é um mandamento originado na lei mosaica (Gên. 2:3), ainda que mais tarde a ela incorporado.”Em “A Bíblia Responde”, p. 123.
  Depois dele, quem responde a esta pergunta é o Pr. Carlo Johansson. Ele escreveu estas palavras:
      O sábado tem a sua origem na criação, Gên. 2:1–3.”Op. cit., p. 42. Grifos acrescentados.
  E o que o assembleiano Prof. Carlos Schimdt Costa declara:
      “O senhor completou sua obra de criação no sétimo dia, portanto o abençoou.”Em “Porque não guardamos o Sábado”, artigo do “Missão Ômega”, página assembleiana da web que pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.iadgpuava.com.br/noticias/noticias.asp?id=246 (acessado a 26/11/2007).
  Novamente o dedicado estudioso Pr. Myer Pearlman completa o que foi dito acima, da seguinte maneira:
      “O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia. (…) No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando seis dias e descansando no sétimo.”Op. cit., p. 14–15. Grifos acrescentados.
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns assembleianos leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme os líderes assembleianos estudiosos da Bíblia, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Tanto é que o Prof. Carlos Schimdt Costa, em seu artigo, confirma que “dentre estas leis” que já existiam antes do Sinai, já “incluía-se o mandamento de guardar o sábado.” Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.


8) Há razões para santificarmos o sábado?

  O Pr. Harold J. Brokke é bastante enfático e categórico ao dar uma resposta a esta questão. Ele proclama “em alto e bom som”:
      “É possível que alguém imagina que a transgressão desse quarto mandamento é menos grave do que a transgressão dos outros nove. A verdade, porém, é que quem se dispõe a transgredir o quarto mandamento já tem no coração a inclinação de transgredir um ou mais dos outros mandamentos. (…)
      “Por que deve o homem guardar o sábado do Senhor? Porque é justo! Segue-se aqui o mesmo princípio de não furtar porque não é justo.”
    Op. cit., p. 58–59.
  Indiscutivelmente, as autoridades e documentos religiosos da Assembléia de Deus não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


9) Contra o que Jesus Se levantou com relação ao sábado?

  Existem assembleianos leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. O que diz a Bíblia? Até onde vai o conhecimento deles? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  E o que dizem os líderes assembleianos sobre esse assunto? A “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD) publicou um livro comentando, brevemente, toda a Bíblia. Nele nós encontramos:
      O zelo dos fariseus não era pela Lei de Deus, mas das suas próprias tradições. Tinham tornado o dia de descanso em um dia cheio de preceitos e exigências absurdas. Jesus deliberadamente pisou-as, e estabeleceu o princípio de que ‘é lícito fazer bem no sábado’ (v.9).”S. E. McNair, “A Bíblia Explicada”, p. 355. Grifos acrescentados.
  Comentando sobre o capítulo 12 de Mateus, o Pr. Myer Pearlman escreveu isto:
      “O capítulo 12 registra a oposição dos fariseus a Jesus. Seus motivos para opor-se a Ele eram os seguintes: Sua origem humilde; Sua associação com os pecadores; e a Sua oposição às tradições. O capítulo 12 descreve a oposição vinda pela última razão mencionada.”Op. cit., p. 193.

10) Que tipo de trabalho Jesus e o Pai fazem no sábado?

  Mais outra vez, o famoso Pr. Myer Pearlman! Ele escreveu um comentário do Evangelho de João. Vejamos o que ele disse sobre João 5:15–20 (que é o texto preferido de muitos assembleianos que tentam frustradamente provar que Jesus “trabalhou” no sábado):
      “‘Mas Ele [Jesus] lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também’. Noutras palavras, Deus trabalha no sábado, sustentando o universo, comunicando vida, abençoando os homens, respondendo as orações.”Em “João — Ouro Para Te Enriquecer”, p. 59.
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


11) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os assembleianos acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”, supostamente devido à ressurreição de Cristo. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  Contudo, os assembleianos infelizmente fazem sua apologia à guarda do domingo, como é expresso pelos escritos do Prof. Carlos Schimdt Costa, que assim argumenta:
      “Deus, o pai, tinha um plano, a criação do mundo, e o cumpriu em sete dias… Cristo o filho, também veio para cumprir um plano traçado pelo pai, o plano da Redenção da Humanidade, que… só se cumpriu no dia da sua ressurreição”.Op. cit., par. 4.
  O raciocínio do Prof. Carlos Schimdt Costa é igual ao de todas as outras denominações que guardam o domingo como “sábado cristão”:
      “Sábado, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não significa literalmente sétimo dia, e sim, dia de descanso, e por providência divina, no calendário universal”.Idem. Grifos acrescentados.
  Ou seja, ele diz que o “sábado” do cristão é uma “providência divina, no calendário universal”, mas “não significa literalmente sétimo dia”, para depois terminar sua apologia ao domingo aplicando o princípio sabático ao primeiro dia da semana:
      “…tornou-se o Domingo o dia do Senhor, e nós os cristãos, o temos como o dia de descanso.
      “Em resumo, nós consideramos o primeiro dia da Semana (como o santo Dia do Senhor) e não o sétimo, por ser o dia da nossa redenção.”
    Ibidem. Grifos acrescentados.



12) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?
      “A falta de probidade intelectual neste assunto é deveras deplorável, mas que deverá pensar o estudante confiado a respeito desta afirmação em que o sábado judaico é identificado com o domingo cristão: — ‘Depois da ressurreição de nosso Senhor, passou-se a observar o primeiro dia da semana, em vez do sétimo, como sábado, em comemoração de Sua ressurreição dos mortos’? Temos ouvido muito acerca de ficções lícitas, aqui porém temos uma ficção religiosa que ultrapassa as mais ousadas ficções lícitas… Que o sábado judaico e o domingo cristão são dois dias diferentes, está suficientemente comprovado pelo fato de que durante um longo tempo depois da morte de Jesus os cristãos observaram ambos os dias, não lhes ocorrendo confundir esses dois dias, tão pouco como a nós o confundir o natal com a festa de 4 de julho. (…) O primeiro era observado no sétimo dia, e na manhã seguinte os cristãos celebravam uma reunião simples, entregando-se depois aos diversos cuidados e prazeres do dia, como soíam fazer num outro dia qualquer.”Extraído de “The Forum”, por J. W. Chadwick, vol. 14, p. 543–544.
  Um dicionário teológico, preparado pelo teólogo Dr. Charles Buck, afirma:
      “Sábado, na língua Hebraica, significa ‘cessar’, e é o sétimo dia da semana… e devemos confessar que não há lei alguma, no Novo Testamento, com relação ao primeiro dia.”P. 403, art. “O Sábado”.

13) Como poderíamos resumir todo o ensinamento assembleiano que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato é oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que sempre constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


14) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?

  Referindo-se a 1 João 2:2–6 e 5:2–3, o mesmo Pr. Myer Pearlman apropriadamente escreveu estas palavras:
      O nosso amor a Deus encontra a sua manifestação na observância de Seus mandamentos. (…) Obediência aos mandamentos de Deus em imitação de Cristo. (…) Assim sendo, ele [o apóstolo João] ordena aos homens que dêem prova do seu conhecimento de Deus. Para saberem de certo se têm ou não o conhecimento de Deus, a prova é simples — guardam os mandamentos de Deus?Op. cit., p. 344–341. Grifos acrescentados.
  Isso está perfeitamente de acordo com as palavras do Senhor Jesus, que diz:
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

15) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Evangélica Assembléia de Deus?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

16) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)


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MensagemAssunto: Re: A Assembléia de Deus, a Lei e o Sábado   2/4/2008, 02:47

Já que você comentou sobre a Biblia Aplicação Pessoal, veja a divisão das leis também no final da Bíblia, há o que chama-se INDICE DE NOTAS, procure, vá até a página nº 1912 e perceba através das palavras chave claramente a divisão das leis.

Encontra-se conforme abaixo:

LEI (cerimonial, civil, moral)

LEI CERIMONIAL

LEI DE DEUS

LEI MORAL

LEIS

E há inclusive a seguinte frase inicial na página nº 1855, antecipando o INDICE DE NOTAS:

"Por
causa da ênfase que a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal dá à aplicação
das Escrituras, estes índices são guias úteis para o estudo bíblico
pessoal e em grupo, para a preparação de sermões e aulas".


Muito, muito interessante...

Shalom!
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MensagemAssunto: Re: A Assembléia de Deus, a Lei e o Sábado   8/8/2010, 14:59


Vejam também este documento dos assembleianos norte-americanos:
    Este documento reflete as crenças comumente mantidas com base nas Escrituras que foram aprovadas pela Comissão Sobre Pureza Doutrinária da Igreja, pelo Presbitério Executivo.

    Será que as Assembleias de Deus crêem em observar o sábado? Porque no domingo, e como os cristãos devem observar o sábado na prática?


    Ao longo dos anos, as atitudes nas Assembléias de Deus quanto à observância do sábado, ou o Dia do Senhor, têm-se modificado sensivelmente. Em tempos mais remotos do Movimento, as pessoas se abstinham de atividades esportivas, atividades de entretenimento, leitura de revistas e jornais seculares, e de aceitar empregos exigindo trabalho aos domingos. Essas normas, em alguns casos, podem ter sido demasiado legalistas, mas hoje corremos o risco de perder o verdadeiro significado do "descanso sabático".

    Em hebraico a palavra shabbat quer dizer "descanso" e provém do verbo que significa "cessar". Um dos Dez Mandamentos diz: "Lembra-te do dia de para o santificar" (Êxodo 20:8, Deuteronômio 5:12). A razão para este mandamento é que Deus quer que Seu povo descanse ou cesse de seus horários de trabalho normal. Jesus nos diz que Deus instituiu a observância do sábado para o benefício do homem (Marcos 2:27). Deus estabeleceu o exemplo "descansando" no sétimo dia da semana da criação (Gênesis 2:2-3).

    No Novo Testamento o mandamento do sábado é o único dos Dez Mandamentos que não é mencionado como obrigatório para os cristãos. O significado espiritual do sábado do Antigo Testamento foi cumprido em Jesus Cristo, que dá descanso espiritual para aqueles que O reconhecem (Mateus 11:28, 29, Hebreus 4:1-11).

    O Novo Testamento indica que os primeiros cristãos se reuniam para a adoração no domingo, primeiro dia da semana (Atos 20:7). João, discípulo de Jesus, o chamou de "Dia do Senhor" (Apocalipse 1:10). Para aqueles cristãos que viviam nos dias do Novo Testamento, o culto de domingo era uma celebração da ressurreição de Jesus que teve lugar no primeiro dia da semana (Lucas 24:1). Conquanto não tenhamos mandamento para observar o domingo como dia específico de descanso e adoração, o princípio do sábado é de que um dia em sete deve ser reservado para a renovação física e espiritual.

    Preocupações:

    Muitos cristãos hoje tentam cumprir o sábado apenas como um dia de descanso, acreditando que todas as atividades que interrompam o trabalho de rotina dos deveres pessoais (especialmente aqueles que proporcionam uma sensação de prazer pessoal) constituem o descanso como intencionado por Deus. Os defensores da teoria desse descanso "agradável" acreditam que a melhor maneira de observar o sábado é através de atividades prazerosas (por exemplo, uma agradável ida a compras, um sono prolongado domingo de manhã, ou tempo no campo de golfe). Mas essa atitude não reconhece a admoestação da última parte: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êxodo 20:8).

    Nenhuma igreja pode ditar a santidade pessoal. Nem deve criar um conjunto de restrições legalistas para a observância do sábado. No entanto, é bom para a igreja apelar aos fiéis para um retorno a uma santa reverência para com esse dia especial. Ao fazê-lo é preciso enfrentar a questão do que é adequado para o sábado. Isso não deve ser determinado com base no que está errado, mas sim o que é certo para o sábado.

    O que é certo para o sábado? É correto sacrificar tempo para dar tempo para Deus. É correto no sábado concentrar atenção sem distrações no Pai Celestial. É correto permitir oportunidade de gratidão e adoração. É correto usar o sábado para o estudo e descoberta pessoal do amor de Deus e Seus caminhos. É correto empregar o sábado para o auto-exame, confessar os pecados e buscar o arrependimento. É correto exercer a comunhão pessoal com o Deus que preenche o vazio espiritual de nossas almas. Comunhão saudável numa igreja local com outros crentes é especialmente adequado para o sábado.

    Mas muitos cristãos também são culpados de omitir o descanso essencial do sábado. Acreditam erradamente que simplesmente frequentar uma igreja preenche o sábado. Infelizmente, alguns destes fiéis que frequentam os cultos semanais fazem-no sem nunca abrir seus corações para o Senhor. Infelizmente, seguem as várias atividades sem se confrontarem com a presença do Senhor, perdendo assim o descanso do sábado.

    Como cristãos, não devemos procurar um padrão mínimo para a observação do sábado. Em vez disso, devemos nos aproximar de Deus em ação de graças por nossa salvação e por tudo o que Ele fez por nós. Quando nosso coração está certo e nós estamos cheios do Espírito Santo, podemos ter a certeza de que temos observado corretamente o sábado e encontrado a provisão de Deus de santo descanso.

    __________________

    A declaração acima é baseada em nossa compreensão comum do ensino bíblico. A posição oficial é encontrada na Declaração de Verdades Fundamentais, secções 7 e 8.

    Fonte: http://ag.org/top/Beliefs/topics/gendoct_07_sabbath.cfm
    .


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MensagemAssunto: Re: A Assembléia de Deus, a Lei e o Sábado   8/8/2010, 15:16



Analisemos estes dois parágrafos do documento acima:
    No Novo Testamento o mandamento do sábado é o único dos Dez Mandamentos que não é mencionado como obrigatório para os cristãos. O significado espiritual do sábado do Antigo Testamento foi cumprido em Jesus Cristo, que dá descanso espiritual para aqueles que O reconhecem (Mateus 11:28, 29, Hebreus 4:1-11).

    O Novo Testamento indica que os primeiros cristãos se reuniam para a adoração no domingo, primeiro dia da semana (Atos 20:7). João, discípulo de Jesus, o chamou de "Dia do Senhor" (Apocalipse 1:10). Para aqueles cristãos que viviam nos dias do Novo Testamento, o culto de domingo era uma celebração da ressurreição de Jesus que teve lugar no primeiro dia da semana (Lucas 24:1). Conquanto não tenhamos mandamento para observar o domingo como dia específico de descanso e adoração, o princípio do sábado é de que um dia em sete deve ser reservado para a renovação física e espiritual.
Há aí contradições e equívocos lamentáveis.

Primeiro, é bom lembrar que a Ig. Evangélica Assembleia de Deus admite noutros documentos que os 10 Mandamentos prosseguem como LEI MORAL de Deus em TODOS os seus preceitos, como ressaltado em quadros anteriores, principalmente com citações da Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, obra de grande divulgação não só entre assembleianos, como entre outros crentes.


Então, parece sem sentido alegarem que o mandamento do sábado é o único não repetido no Novo Testamento, ao mesmo tempo em que admite que os mandamentos da LEI MORAL de Deus são 10, o que inclui inescapavelmente o do sábado.

Na verdade, ocorre aí um sério equívoco, pois cria-se a falsa premissa de que regras do Velho Testamento só valeriam para a Igreja se repetidas ipsis literis no Novo Testamento. Isso não tem fundamento, pois onde aparece no NT reprodução palavra por palavra de qualquer preceito contra falar o nome de Deus em vão (só há referências indiretas e só ligadas a juramento), ou confeccionar imagens de escultura, ou utilização de tais imagens como santos da Igreja ("ídolos" são reproduções de Deus ou divindades pagãs) ou contra consulta aos mortos ou casamento entre irmãos ou prática de bestialidade?

Pelo tortuoso raciocínio defendido por muitos, com base nesse "argumento do silêncio", o cristão pode:
    a) falar o nome de Deus em vão (no NT não há nenhuma repetição do preceito sobre isso do VT, só referências indiretas e SÓ ligadas a juramento);

    b) confeccionar imagens de escultura e empregar imagens de SANTOS da Igreja em atos de culto (no NT só há condenação a ÍDOLOS, e isso SÓ se aplica a Deus ou divindades pagãs);

    c) consultar os mortos (no NT não aparece repetição clara do preceito contra isso, como consta de Deu. 18:9-12 e Isa. 8:19, 20);

    d) permitir casamento entre irmãos (jamais no NT há repetição dessa regra do VT).

    e) permitir a prática de bestialidade (sexo com animais), jamais repetido no NT.
Ademais, se a suposta não reprodução do mandamento do sábado no NT significasse a desobrigação da Igreja observá-lo, então nada ficaria no lugar, pois no NT NÃO OCORRE qualquer preceito para se observar o domingo, tampouco! Conclusão, seria o fim do princípio de dedicar a Deus um dia, ou termos um dia de repouso regulado pela lei divina. Daí, a norma cristã não mais seriam 10 Mandamentos, e sim algo como Nove Mandamentos e Uma Sugestão. Mas não é isso que sempre se ensinou. . .

Quanto aos pontos levantados sobre a provável substituição do sábado pelo domingo, nenhuma passagem bíblica informa que com a Ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana houve alteração nos termos da lei divina, de modo que o sábado cedeu lugar para o domingo.

O texto citado às vezes em defesa da adoção do domingo pela Igreja primitiva é, de fato, um EMBARAÇO para essa noção.

Atos 20:7 mostra a despedida de Paulo de uma congregação num SÁBADO À NOITE (ver A Bíblia na Linguagem de Hoje), e quando amanhece o dia, ele sai numa longa jornada a pé (ainda dentro do tempo do "primeiro dia da semana", pois o dia era contado de um pôr-de-sol a outro), em vez de ficar para a "Escola Dominical" com os crentes de Troas.

Isso mostra que ele não tinha escrúpulos pelo dia como se fosse especial. Tanto que 30 anos após a Ressurreição é meramente o "primeiro desde o sábado", como é a forma original grega, mia twn sabbatwn, com referência ao dia de domingo. Nenhuma pista de ser um dia religioso especial.

1 Cor. 16:2 fala de coletas a seres realizadas EM CASA de cada crente, não na Igreja, e decerto também envolvia espécie, não só dinheiro (como roupas, sapatos). E foi escrito também pelo ano 64 AD, três décadas DEPOIS da Ressurreição, e o dia não merece nenhum título especial.

Portanto, não há prova mesmo nenhuma nas Escrituras que favoreça a defesa do domingo.

E esses argumentos são tão evidentemente fracos e destituídos de base que a maioria esmagadora de evangélicos (e mesmo católicos) nem os empregam mais, preferindo mesmo a noção mais "user friendly" de dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, popularizada pelos novidadeiros do neo-antinomismo dispensacionalista desde fins do séc. XIX.

Seja como for, ficamos contentes que os crentes assembleianos que vivem nos EUA têm orientação quanto à validade do PRINCÍPIO de dedicar regularmente ao Senhor um dia semanal. Só falta corrigirem a questão para que esse dia seja o indicado biblicamente, o sétimo, não o primeiro, que não tem respaldo bíblico algum, como vimos.

Sobre Apo. 1:10, não há nada no verso que indique tratar-se do domingo, nem faria sentido em vista de que o autor do livro também escreveu pelo final do 1o. século, e numa distância de, no máximo, cinco anos, o evangelho de João. E em tal evangelho (cap. 20, vs. 1 e 19) ele simplesmente IGNORA qualquer título especial para o dia da Ressurreição, pois novamente apenas se refere ao mesmo como "primeiro dia da semana", ou seja--o primeiro desde o sábado, claramente adotando também a contagem de tempo judaica.
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