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 O Sétimo Dia Se Extraviou na História?

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: O Sétimo Dia Se Extraviou na História?   12/29/2007, 23:08



O SÉTIMO DIA SE EXTRAVIOU NA HISTÓRIA?

Por Marllington Klabin Will

  Qual é a prova apresentada para afirmar que o tempo se perdeu? Absolutamente nenhuma. Para o sábado perder-se no tempo, necessário seria esfacelar a própria semana, porém não existe uma prova sequer em favor da ruptura do ciclo semanal através da história. Somos simplesmente levados a crer que no passado distante todos despertaram uma manhã e concluíram simultaneamente que a segunda-feira se tornou a terça-feira, ou algo semelhante. Ou talvez que, quando o calendário foi mudado, os dias da semana tornaram-se confusos. Mas são apenas afirmações vagas, imprecisas e hipotéticas. Coisas do tipo: quem sabe foi na ocasião do dilúvio… quem sabe no período anárquico dos juízes… quem sabe… talvez… é possível… etc. Isto é um “complexo de extravio de tempo” que acomete os anti-adventistas, em grande parte devido ao modernismo religioso, calcado em equívocas idéias evolucionistas, que os induz a não levarem a sério a Antigüidade do dia de repouso. Portanto, a obrigação de provar algo fica a quem afirma que o sábado se perdeu no tempo, a saber, em que época, em que dia, de que mês e ano acorreu a suposta alteração dos dias da semana.

  Não seria preciso dizer mais nada, afinal, o senso comum aponta para o óbvio: a semana tem-se mantido intacta, inviolável, pois é um espaço de tempo que corre sobre sete trilhos intermináveis. Contudo, gostaria de evidenciar a seguir vários fatos que provam definitivamente ser impossível o ciclo semanal ter se alterado durante o decorrer da história.


—> A Mantenenção Divina

  É absurdo supor que Deus exija a observância de uma instituição, no caso o mandamento do sábado, e permita que este dia se extravie através dos tempos! Lembre-se que a Bíblia diz que Deus é onisciente, exato. Ele garantiu aos seres humanos de todas as épocas, de todas as latitudes e longitudes da Terra, que a semana jamais seria modificada. Por isso Deus não a ligou a nenhum corpo celeste que pudesse alterá-la. O ciclo semanal não tem nenhuma relação com qualquer fenômeno da natureza, como o dia, o mês ou o ano. Chova ou faça Sol, no inverno ou verão, a semana é um trilho eterno, onde correm sete dias intermináveis, imodificáveis e eternos enquanto “durar a Terra” (Gn.8:22). A semana tem sua origem em um Deus santo, que criou o mundo em seis dias e, ao sétimo, descansou, findando-a com chave de ouro, o sábado. Por que tanta indiferença a um dia que Deus criou, separou e santificou para o benefício do ser humano?


—> As Festividades Religiosas

  A conservação exata dos registros do tempo é uma necessidade vital no culto religioso de todas as nações. O cristianismo e o judaísmo foram transmitidos através dos séculos desde os tempos bíblicos. A semana provavelmente é o elo mais definido que nos liga aos tempos antigos. Atualmente, na era cristã, há os que guardam o domingo (católicos e protestantes), os observadores da sexta-feira (muçulmanos) e os do fiéis observadores do sábado (judeus e cristãos tementes a Deus). Ninguém jamais teve a menor dúvida quanto ao dia que guardam.


—> O Calendário Atual

  O ciclo semanal é ininterrupto, nada o obstrui, é uma máquina bem azeitada pelo nosso Pai do Céu. Por isso, aqui no Brasil, nas Américas, nos Continentes, enfim, em toda a Terra, todos os povos vivem a mesma semana no seu dia-a-dia. Ricos e pobres, moços e velhos, homens e mulheres e, sempre ao final da semana, chega o santo sábado, em todos os calendários. Interessante que o tempo é imaterial e universal, está em todos os lugares e todos têm acesso, por isso Deus ao santificar o sábado fez um segmento para todos. Atualmente o calendário ocidental está no ano 2008, o calendário judaico no ano 5768 e o islâmico no ano 1429. A contagem dos meses também é feita de maneira diferente. O ano novo judaico se dá por volta do nosso mês ocidental de setembro. Entretanto, o ciclo semanal é o mesmo no mundo todo! Mais uma prova de que o ciclo semanal nunca foi alterado.


—> A Irrazoabilidade Lógica

  Por que o tempo deveria ser perdido? Quem gostaria de perdê-lo? A civilização e o comércio têm existido através de todos os séculos, e não podemos crer que aqueles que viveram antes de nós fossem tão hábeis como nós para guardar a contagem dos dias? Certamente toda sabedoria e todo conhecimento não estão confinados ao século presente. Uma simples pessoa dificilmente perde a contagem de um dia. Mais difícil é que uma família o faça. Seria concebível que um povoado, ou cidade, ou um país inteiro perdesse simultaneamente a contagem de um dia, o que envolveria confusão em todos os seus dias santos? E se tal pensamento fosse concebível, poderíamos crer que todos os povos de todas as partes do mundo perdessem exatamente a mesma quantidade de tempo? Para manter a idéia de que o tempo se perdeu, a pessoa tem de ir a tal incrível absurdo! Seria, pois, estupidez admitir que o mundo com seus bilhões de habitantes, grande parte sempre observando algum dia definido, perdesse a contagem de um único dia sequer.

  Uma vez que a contagem do ciclo semanal estava estabelecido e generalizado entre os primeiros homens, é obvio que se tomava impossível qualquer confusão a respeito do legítimo sétimo dia e, assim, impossível perder-se a noção do dia definido. Admitindo embora a inexistência de um registro escrito e que para suprir este o homem primitivo houvesse de empregar um maior esforço de retentiva, o que, aliás, muito devia contribuir para robustecer e desenvolver nele essa faculdade, seria insensato concluir que pudesse ter-se dado em algum tempo um lapso de memória de tal modo geral, com respeito à sucessão exata dos dias, que ele escapasse por completo a uma retificação e viesse a perder-se assim o conhecimento do legítimo dia de sábado. Qualquer aberração nesse sentido a longevidade dos primitivos teria perfeitamente evitado. Por exemplo, segundo a cronologia bíblica, Adão viveu até o tempo de Matusalém, e este até o tempo de Sem, filho de Noé, o qual por sua vez chegou a ser contemporâneo de Isaque, filho de Abraão, o pai do povo hebreu.

  Veja na imagem a seguir uma tentativa de reconstrução da cronologia bíblica da criação ao Êxodo, de acordo com o registro hebraico:



Imagem montada segundo as informações de “Seventh-Day Adventist Bible Commentary”, vol. I, p. 185, Review and Herald Publishing Association, Washington D.C., 4th Printing, 1953.

  Noé, metido na arca, continuava, mesmo em meio à subversão geral do mundo, a guardar o conhecimento da semana original, calculando por ela o tempo, e transmitindo o seu conhecimento à posteridade (Gn.8:10–12). Dos tempos pós-diluvianos, porém, até aos tempos modernos, temos, na conformidade do cálculo dos dias da semana, observado entre povos os mais afastados entre si pelo tempo, pelo espaço e pela origem, o mais decisivo testemunho da uniformidade de vistas que sempre existiu a tal respeito.


—> As Ramificações Lingüísticas

  O Dr. William Mead Jones, notável arqueólogo americano, após pacientes e aturadas investigações com a cooperação de competentes lingüistas de todo o mundo, levadas a efeito com muito trabalho e despesas, elaborou um quadro da semana, com 162 idiomas e dialetos, intitulado: “Chart of the Week — Showing the Unchanged Order of the Days and the True Position of the Sabbath, as proved by the Combined Testimony of Ancient and Modern Languages” (Mapa da Semana — Demonstrando a Ordem Inalterada dos Dias e a Legítima Posição do Sábado pelo Testemunho Combinado de Línguas Antigas e Modernas). Esse mapa, concluído em 1886, revela que em 140 línguas antigas e modernas o sétimo dia conserva o nome de “sábado” ou o nome equivalente, derivado do hebraico šabbath ( שבת ), ao passo que em 160 línguas é atestada a uniformidade dos dias, e, portanto, a identidade da semana primitiva e da atual! A parte referente aos idiomas europeus foi compilada pelo eminente lingüista Príncipe Louis-Lucien Bonaparte.

  Na introdução ao seu trabalho, diz o autor:
      “Tem o presente mapa por fim responder às seguintes asserções freqüentemente feitas:
        1) Que a semana não constituiu uma divisão uniforme de tempo;
        2) que não há certeza alguma quanto à ordem exata dos dias da semana;
        3) que a ninguém é dado saber qual seja o primeiro dia da semana e qual o sétimo;
        4) que o sábado original foi o domingo — que o dia foi mudado quando Israel saiu do Egito — que desde a ressurreição de Cristo até a presente data os cristãos têm estado observando o sábado original instituído no Éden.
      “Há um bom número de anos ocorreu ao autor indagar o que a esse respeito adiantava a história das línguas. A linguagem de um povo revela as idéias, costumes e práticas do povo que a fala. Se do começo da linguagem escrita até ao tempo atual o seu testemunho for unânime sobre este ponto, ele é merecedor de toda a confiança, a evidência deve ser aceita e o nosso juízo formulado de acordo com a mesma.
      “A organização deste mapa exigiu, como é natural, longos e pacientes estudos e a consulta de grande número de obras; além de correspondência com estrangeiros, entrevistas com indígenas, missionários, viajantes e autores, sem levar em linha de conta a longa demora do próprio autor e os estudos por ele pessoalmente feitos em países do oriente.
      “Como ao leitor atento é dado verificar, o hebraico tem as suas formas antigas, medievais e modernas, como as têm os demais idiomas semíticos e bem assim os da família hamítica e jafética. Todos eles, porém, concordam em que o domingo é o primeiro dia da semana e o sábado o dia sétimo. É digno de nota também que o sétimo dia conservasse sempre o seu primitivo nome de sábado conferido por Deus. Temos aí pois uma história contínua da semana e do sábado, história ininterrupta, inalterada, sem lacunas e sem o extravio de um único dia, desde a criação até o tempo presente. O autor dedicou o melhor dos seus esforços e do seu tempo, e durante um bom número de anos, a reunir essas vozes dos países de sua procedência para trazê-las ao conhecimento dos seus colegas cristãos, na firme esperança de por este meio varrer de todo o espírito sincero os sofismas e insinuações, as asserções inexatas e frioleiras acerca do extravio de um dia, de uma mudança do sábado ou de ser o domingo o sétimo dia original. Depois de um estudo atento do presente mapa, o leitor chegará naturalmente à conclusão de que é absolutamente impossível que o testemunho dessas línguas históricas minta, persuadindo-se de que elas dizem a verdade, toda a verdade e só a verdade sobre o assunto em questão.
      “O mapa oferece em suma uma perspectiva da história lingüística da semana de sete dias desde a antigüidade mais remota até o tempo atual. Ele demonstra a continuidade ininterrupta de nosso ciclo semanal desde o começo da linguagem falada senão do próprio tempo. Uma meia hora de estudo que dedique a este trabalho bastará para convencer ao leitor de que é manifesta a mão dirigente de Deus em preservar intacta desde o princípio até agora, entre as nações, essa simples mas importante divisão do tempo, que é a um tempo o monumento e a memória de Sua obra criadora.”
    — Para saber mais sobre a “Chart of the Week”, acesse o seguinte site: http://www.seventh-day.org/chartweek.htm (acessado 12/07/2007).
  Com efeito, nesse trabalho, que tivemos o cuidado de examinar minuciosamente, somos defrentados com povos, de raças diferentes, de diferentes idades e de origens diversas — povos muitos dos quais não tiveram entre si o mais ligeiro contato e que, no entanto, são perfeitamente concordes no que respeita à ordem dos dias da semana e à posição que nesta ocupa o dia de sábado (o sétimo dia), ficando assim exuberantemente comprovado que a semana estabelecida por Deus na criação nunca sofreu alteração alguma através dos tempos e que o sábado do sétimo dia é e continuará a ser o legítimo dia sétimo, o dia correspondente ao sétimo dia da criação, o dia de descanso de Deus.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]


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MensagemAssunto: CONTINUAÇÃO   12/29/2007, 23:12

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

—> As Diversas Culturas

  Em todas as épocas, todos os povos tiveram e têm uma semana com sete dias. Inúmeros calendários foram utilizados por civilizações diferentes. O calendário árabe, usado pelos povos maometanos, é baseado no movimento da Lua. Os gregos primitivos, mongóis, chineses, judeus e indianos, usavam calendários luni-solares, com o mesmo período dos demais calendários, e os meses eram regulados de maneira a começarem e terminarem com uma lunação. Mas, todos sem afetar a semana.

  Quanto ao povo judeu, tem-se conservado um registro exato do sábado através dos séculos. Durante o Êxodo, antes do Sinai, Deus pelo milagre do maná deixou claro qual era o verdadeiro sétimo dia. Existia maná sempre em quantidade suficiente para cada dia, mas qualquer pessoa que o colhesse em quantidade para o próximo dia, o maná sempre estragava. Mas no sexto dia uma dupla porção de maná caia do céu e as pessoas colhiam o suficiente para dois dias sem que o maná estragasse, pois aos sábados o maná não cairia do céu (Ex.16:28–30).

  É curioso notar, entretanto, como no decorrer do tempo, mais de uma vez, ainda que mal-sucedidas, tentativas foram feitas no sentido de introduzir novas divisões do tempo em substituição à da semana de sete dias e até mesmo uma modificação da ordem primitiva dos dias que constituem a semana. E não estamos nos referimos à alteração que os dias da semana experimentaram em suas designações em conseqüência da astrolatria, alteração que, embora adaptada e consagrada em muitos povos, absolutamente não influiu para uma alteração da sua ordem legítima, servindo, ao contrário, ainda hoje, de atestar que esta continua absolutamente a mesma. Os babilônios, que foram sem dúvida os primeiros a introduzir essa nova designação dos dias da semana, conservaram ao lado do nome planetário de Saturno, dado ao sétimo dia, o seu nome legítimo de “sábado”, como ficou demonstrado pelas recentes descobertas feitas; os vestígios do sábado, porém, remontam até aos sumerianos, os fundadores da civilização babilônica, em cuja língua, a mais antiga de que temos notícia, o sábado é interpretado como “um dia de descanso para a alma” (ver Archibald Henry Sayce, “The Higher Criticism and the Verdict of the Monuments”, p. 74).

  Estamos nos referir-nos antes de tudo às divisões do tempo que foram introduzidas e estiveram em voga na Grécia e em Roma, sendo em Roma as nundinae, espécie de semana de nove dias, e na Grécia a divisão do mês em três períodos de dez dias, respectivamente. Não sabemos se essas instituições eram destinadas a substituir a semana de sete dias; o que é certo, porém, é que a sua duração foi limitada, não logrando nunca foros de universais, e ainda menos influir sobre a ordem primitiva dos dias da semana, que tiveram entre esses povos as mesmas designações que entre os babilônios.

  Outra tentativa, mas de evidente má fé, foi a da Revolução Francesa, que, insurgindo-se contra toda a espécie de religião, estabeleceu uma semana de dez dias em substituição à de sete, instituição que, sobre as precedentes teve apenas a vantagem de uma extensão mais limitada e de uma existência ainda mais efêmera. Semelhantemente o governo soviético eliminou da semana tanto o sábado e o domingo pretendendo deixar a semana apenas com cinco dias, tentativa tão fracassada que esteve em vigência apenas quatro meses, entre outubro de 1929 e janeiro de1930.

  Coisa mais curiosa nos oferece a China. Os chineses maometanos adotaram para os dias da semana as designações semíticas de “primeiro do sábado” (domingo), “segundo do sábado” (segunda-feira), etc., ao passo que os católicos, sem alterarem a ordem dos dias, designaram a começar pelo domingo ou o primeiro dia da semana: “dia de olhar para cima e de render culto” (domingo), “dia de culto dois” (segunda-feira), “dia de culto três” (terça-feira) e ao sábado “dia de culto sete”, conservando, portanto, a sua numeração exata. Não assim os protestantes, que vieram mais tarde e que, alterando essa numeração, designaram o domingo “dia de culto ou de adoração respeitosa”, a segunda-feira “dia de culto um”, a terça-feira “dia de culto dois”, e o sábado, “dia de culto seis”, figurando aí o sábado como sexto dia, em vez de sétimo, que no cálculo deles passou a ser o domingo.

  Contudo, nem mesmo essa inovação conseguiu estender-se além da igreja, muito menos influir de modo geral e decisivo sobre a ordem legítima dos dias, pois os chineses, que também adotaram o sistema babilônico de designar os dias, conservam por ele a ordem inalterada observada por todos os demais povos, possuindo, além disso, um sistema particular de divisão de tempo, que consiste num período de 28 dias, de sucessão absolutamente regular, o qual se divide em quatro períodos de sete dias, a que eles denominam “os sete reguladores”, e que correspondem à nossa semana. Com referência a ele diz Sir Mead Jones:
      “Esse sistema de cálculo da semana é antiqüíssimo e representa um quádruplo testemunho da ordem inalterada da série de sete dias tão conhecida na antigüidade quanto nos tempos modernos. Esse sistema tem sido uma salvaguarda contra o extravio de um dia, ou substituição de um dia pelo outro.” — Em “Chart of the Week”.
  Cada dia tem seu lugar marcado por quatro nomes planetários, tomando impossível qualquer confusão. De resto, é perfeitamente conhecido que os chineses em tempos remotos conheceram e observaram o sétimo dia em caráter de sábado ou descanso (ver James Gilfillan, “History of the Sabbath”, p. 360).


—> O Relato Bíblico

  A Bíblia revela claramente que Jesus foi crucificado no dia da preparação (Lc. 23:54) e ressuscitou dos mortos no primeiro dia da semana (Mt. 28:1; Mr. 16:1, 9; Lc. 24:1; Jo. 20:1). Os Seus seguidores guardaram o sábado “conforme o mandamento” (Lc. 23:55-56), isto é, no mesmo dia semanal que terminou “o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Ex. 20:11). Até a época de Cristo, portanto, o sábado se manteve inalterado entre o dia da preparação (sexta-feira) e o primeiro dia (domingo).

  É claro que não temos uma história que nos conte exata, explícita e especificamente tudo o que aconteceu desde a criação. Mas pelo menos sabemos que, quando chegamos ao tempo da crucifixão de Cristo, “o sábado segundo o mandamento” era definidamente conhecido, e que aquele dia era o dia entre a sexta-feira da crucifixão e o domingo da ressurreição, o sétimo dia do ciclo semanal. Isso torna definitivamente desnecessária nossa sondagem do tempo antes de Cristo. Não há absolutamente nenhuma incerteza ao remontar as semanas aos tempos bíblicos. Na era pré-cristã não se perdeu o dia original de repouso. Na nossa era não seria possível perder-se.

  Nessa época, os judeus eram extremados na guarda do sábado. Ao serem espalhados, dispersos por todas as nações da Terra, após a destruição de Jerusalém (em 70 AD), levaram consigo a observância sabática do sétimo dia a todas as nações em que se estabeleceram. O eminente Rabino Isaac M. Wise tem o seguinte a testemunhar:
      “Não há época na história que não esteja compreendida na tradição dos judeus. Poder-se-ia tão bem afirmar que o domingo não é o primeiro dia da semana ou o terceiro dia depois da crucificação, como afirmar que os judeus olvidaram a ordem dos dias, sendo o sábado tão sagrado para eles. Qualquer que sustentar que houve extravio de um dia deve poder provar em que lugar e a que tempo os judeus cometeram um lapso no cálculo dos dias.
      “Os judeus não têm nomes para os dias da semana, designando-os simplesmente ‘primeiro, segundo, terceiro, etc., do sábado’. Admitido pois que em qualquer parte para onde foram dispersos oitocentos anos antes de Cristo alguns deles houvessem errado no cálculo dos dias, outros haveria, em outros lugares, que não teriam cometido o mesmo erro, devendo dai naturalmente ter-se originado entre eles uma disputa quanto ao legitimo dia a observar. A história nada absolutamente diz a esse respeito.
      “O Sinédrio de Jerusalém publica regularmente todos os anos o calendário judaico para os judeus em todo o mundo. Em que tempo teria ele pois se enganado a respeito do sábado? Aqueles que pretendem que houve extravio de um dia sustentam um absurdo.”
    — Em “Tempo Extraviado”, de “Arauto da Verdade”, vol. 9, n° 7, p. 114, julho de 1908.

—> Os Fatos Históricos

  Houve, de fato, mudanças no calendário. Nenhuma delas, porém, mexeu com a ordem dos dias da semana. Não vamos referir-nos às reformas precárias que não foram adotadas, ou apenas simbólicas como o calendário positivista, o da Revolução Francesa, e outros que não vingaram. Analisemos sucintamente somente as mudanças que alteraram o cômputo dos meses, dias e anos.

  O calendário judaico vinha dos primeiros tempos bíblicos, e consignava o sábado. Os calendários das demais nações do Oriente, embora dessemelhantes quanto aos meses ou anos, eram contudo idênticos na divisão semanal. O calendário romano mais antigo, que se crê fora dado por Rômulo, supunha um ano de 305 dias, em 10 meses, a partir de março. Seu sucessor, Numa, acrescentou dois meses, elevando o ano civil para 365 dias. Quando Júlio César subiu ao poder supremo de Roma, notando que o calendário vigente era deficiente, chamou o famoso astrólogo Alexandrino Sosígenes para estudar a questão. Este determinou que se abandonasse o calendário dos meses lunares, e se adotasse o egípcio. Foi feita a reforma no ano 45 AC e a semana que vinha no calendário egípcio era paralela à do calendário judaico, e foi mantida. O calendário ficou alterado, mas sem afetar a ordem dos dias semanais. Essa é a reforma chamada Juliana.

  Assim a ordem de sete dias dos dias da semana não se alterou. Isso foi antes do nascimento de Cristo. Nos tempos de Jesus e dos apóstolos, a semana na Palestina coincidia com a semana dos romanos quanto à ordem dos dias. A denominação dos dias também era a designação ordinal, pois os nomes dos dias da semana se devem a Constantino, o mesmo que, por decreto, legalizou a observância do primeiro dia.

  E quanto aos séculos depois de Cristo? Será que as mudanças de calendário embaralharam nossa contagem das semanas? Felizmente, não precisamos ficar em dúvida. Vamos aos fatos. Desde o tempo de Jesus, houve apenas uma única mudança relevante de calendário, a do Juliano para o Gregoriano, sob o qual hoje vivemos. Este é o nosso atual calendário, conhecido como “Calendário Gregoriano”.

  Em 1582, o papa Gregório XIII encomendou um estudo que descobriu que o ano tinha 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 50 segundos, ou seja, 11 minutos e 10 segundos menos que os cálculos do calendário Juliano. Essa diferença tinha ocasionado um ganho de 10 dias ao calendário. Então, decidiu-se tirar esses 10 dias do calendário passando diretamente do dia 4 de outubro para o dia 15 de outubro de 1582, havendo uma redução de 10 dias do mês, dando origem ao atual calendário Gregoriano, que permitiu um grande salto nos anos. Como resultado, o calendário foi sincronizado com o ano solar. Essa reforma alterou o cômputo, mas não a ordem semanal. O dia 4 foi quinta-feira, e o dia 15, logo a seguir, foi sexta-feira. Portanto, o ciclo semanal não foi mudado. A seqüência dos dias da semana permaneceu a mesma. Somente a numeração mudou.

  A mudança para o novo calendário foi feita primeiro nos países latinos: Espanha, Portugal e Itália aceitaram-na em 1682 AD, por um edito papal. Então ficou havendo uma diferença de 12 dias no calendário dos países latinos pra os países anglo-saxões. Mas o ciclo semanal era o mesmo em qualquer país. Enquanto era segunda-feira em Portugal, também era segunda-feira na Inglaterra. Embora usassem calendários diferentes, o ciclo semanal permanecia inalterado.

  Nos países de fala inglesa a mudança Gregoriana só foi aceita mais tarde, em setembro do ano de 1752, quando o dia 2, quarta-feira, foi seguido pelo dia 14, uma quinta-feira. O resultado foi que, embora certos dias fossem retirados do mês, a ordem dos dias da semana não foi afetada. E este é o ciclo semanal que atualmente mede os dias de sábado para nós. Com o passar dos anos, as outras diversas nações gradualmente foram mudando do calendário Juliano para o Gregoriano. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de retirar dias do mês sem tocar na ordem dos dias da semana.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]


Última edição por em 2/2/2008, 03:28, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: CONTINUAÇÃO   12/29/2007, 23:13

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

  Veja a imagem a seguir para entender melhor o que ocorreu em outubro de 1582:


  Mas o caso é ainda mais forte do que isso. Além de a semana não ser alterada na revisão do calendário, nem mesmo a idéia de romper de alguma maneira o ciclo semanal foi cogitada quando se sugeriu a mudança propriamente dita. Falando da variedade de planos indicados para a correção do calendário, diz a “Enciclopédia Católica”:
      “Cada proposta imaginável foi feita; somente uma idéia nunca foi mencionada, isto é, o abandono da semana de sete dias.” — Vol. 9, p. 251. Em inglês

      “Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.”
    — Itanel Ferraz, “Segue-Me”, p. 13.
  Grande ignorância é afirmar que as alterações de calendário produziram extravio do verdadeiro dia de sábado.


—> A Prova Científica da Astronomia

  Considere a questão ainda por ainda outro ângulo. Pergunte a qualquer astrônomo se o tempo se perdeu, ou se a ordem semanal foi alterada e ele lhe dirá simplesmente que não. Os principais cientistas do mundo comprovam o fato de que a seqüência da ordem semanal nunca mudou. Os centros astronômicos Royal Naval Observatory, dos EUA, e na Ingalaterra, o Royal Greenwich Observatory, confirmam o fato de haver um ciclo semanal constante e imutável.

  Fato de realce e da mais alta importância para consolidar o assunto, é a informação exata de que os registros astronômicos e datas que remontam a 600 AC concordam com o cômputo dos astrônomos de hoje, de que jamais houve alteração em algum tempo da seqüência ciclo semanal. Quem poderá contestar os astrônomos? Não creio haver pessoas mais bem informadas a respeito do assunto do que eles. Recorramos, pois, a eles. Eis a seguir o que depõem:
      “Tivemos o ensejo de investigar os resultados dos trabalhos de especialistas em cronologia, e jamais se soube de um sequer que tivesse a menor dúvida acerca da continuidade do ciclo semanal desde muito tempo antes da era cristã. Nenhuma das reformas havidas em nosso calendário, em séculos passados, afeta de algum modo o ciclo da semana.” — Dr. A. James Robertson, diretor do Observatório Naval de Washington, em resposta a carta de consulta, em 1932. Fotocópia publicada à p. 560 de “Answers to Objections”, de Francis D. Nichol.
  Outra carta, assinada por Sir Frank W. Dyson em 1932, do Royal Greenwich Observatory, em Londres, diz:
      “Tanto quanto se sabe, nas várias mudanças do Calendário, não tem havido nenhuma alteração na ordem dos sete dias da semana, a qual transcorre inalterada desde os mais remotos tempos.” — Idem, p. 562.
  Depoimento do Prof. D. Eginitis, diretor do Observatório de Atenas, num relatório apresentado à antiga Liga das Nações:
      “A quebra da continuidade da semana, que tem atravessado, ainda intata, os séculos e todos os calendários conhecidos, e o uso universal desta unidade de medição do tempo, são as razões que se opõem a esta mudança de calendário”
  Em “Nature”, publicação científica inglesa, de 6 de junho de 1931, na “Coluna da Astronomia” há o seguinte tópico:
      “A regularidade ininterrupta da seqüência das semanas, que têm decorrido sem uma quebra por mais de três mil anos está agora suscitando debates… Alguns… defendem a utilidade de manter-se a unidade do tempo que se mantém invariável desde o alvorecer da História.”
  O Dr. Fotheringham, uma das mais eruditas autoridades em cronologia, num artigo, afirma:
      “Evidência clara é que o período de sete dias era contado independentemente do mês e de todos os períodos astronômicos. Da Igreja judaica passou-se ele para a Igreja Cristã.” — Em “National Almanac” de 1931, p. 740.
  O congressista Sol Bloom, de Nova York, falando no Senado americano, em 11-6-1929, sobre a reforma do calendário disse:
      “As mudanças do calendário de modo algum interferiram na continuidade dos dias da semana … Não produziram quebra no ciclo semanal. As datas do mês foram alteradas mas nunca os dias da semana. A continuidade dos dias da semana… não foi alterada quando a França cancelou dez dias de seu calendário no mês de dezembro. A mudança teve lugar numa sexta-feira, mas continuou sendo sexta feira dia 20 em vez de sexta-feira dia 10…. Os dias do ciclo semanal jamais foram alterados em tempo algum, em qualquer reforma processada no calendário.” — Em “Congressional Record”, junho de 1829, p. 5.
  Diz o Dr. M. Anders Donner, prof. de Astronomia da Universidade de Helsinki:
      “A divisão da semana vem inalterável em milhares de anos.” — Em “Report on the Reform of the Calendar”, 17 de agosto de 1926, p. 51.
  O espaço não nos permite citar mais depoimentos de autoridades científicas, como os depoimentos do prof. M. Edouard Bailland, diretor do Observatório de Paris, o importante testemunho do prof. Frederico Oom, diretor do Observatório Astronômico de Lisboa, e os ilustres comentários do prof. M. Emite Picard, presidente do Office of Longitudes.

  Concluiremos com a transcrição dos debates ocorridos em torno da reforma do calendário, no Congresso de Washington, extraída dos Anais do Congresso, sessão de 21/1/1929, entre os congressistas Cyrenus Cole, Sol Bloom e W. S. Eichelberger, então diretor do Observatório Naval dos EE.UU.:
      “MR. BLOOM: Não é um fato que, nas mudanças produzidas no calendário, as datas foram mudadas, porém nunca os dias? V. Excia. sabe de algum tempo na História em que algum calendário, a partir do princípio do remoto calendário egípcio, em que o dia da semana se tenha trocada?
      “MR. EICHELBERGER: Não, não sei absolutamente.
      “MR. BLOOM: Mas m datas foram mudadas?
      “MR. EICHELBERGER: Sim, não há dúvida.
      “MR. BLOOM: V. Excia. pode mudar qualquer data do calendário a seu critério, como o fez o Papa Gregório, desprezando 10 dias em 1582, e os britânicos 11 dias em seu calendário, instituindo-se assim o calendário sob o qual vivemos. As datas foram trocadas, mas não foi alterada sequer um dia da semana…
      “MR. EICHELBERGER: Tanto quanto eu saiba, isto é exato.
      “MR. COLE: Há fundamento na crença de que sábado, ou outros dias da semana se têm sucedido em ininterrupta continuidade desde os tempos mais remotos?
      “MR. EICHELBERGER: Tanto quanto eu saiba, isto é verídico.”
    — Em “Congressional Report”, p. 68. Grifos acrescentados.

PONDERAÇÃO FINAL

  O importante a destacar é que em todas as alterações no afã de acertar dias, minutos, horas e segundos, nada, repito, NADA mesmo alterou o ciclo semanal. Temos absoluta certeza de que o dia de sábado jamais se perdeu na meada dos séculos. Ele tem cortado os milênios e chegado até nós hoje, tal qual fê-lo o nosso Criador ao término da criação. Não há dúvida! Negar esta verdade é uma grande falta do que dizer.

  A despeito da multiplicidade das provas, contentamo-nos com uma: sendo o dia que tem o brilho imarcescível da bênção divina, jamais se perderia na noite dos tempos. O próprio Deus onisciente cuidou que assim fosse. Como de fato tem sido. Graças a Deus!

  Já o mesmo não ocorre com os professos cristãos em relação ao seu espúrio dia de repouso, o domingo. Esses não têm certeza de que não se tenha extraviado nalguma alteração cronológica ou mudança de calendário na era cristã. Com esse “complexo de extravio de dia”, os próprios objetores não têm certeza do dia que guardam. Isto, porém, é problema deles.



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