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 O Selo de Deus e a Marca da Besta no Tempo do Fim

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: O Selo de Deus e a Marca da Besta no Tempo do Fim   12/27/2007, 12:49



O SELO DE DEUS E A MARCA DA BESTA NO TEMPO DO FIM

Por Marllington Klabin Will

  A Igreja Adventista entende ser a adoração no sétimo dia o selo de Deus a questão básica na crise final. Mas será que há fundamento bíblico para sustentar essa idéia, uma vez que a palavra “sábado” nem sequer aparece no livro de Apocalipse? Ademais, como isso seria possível sendo que a questão sábado/domingo nem se apresenta relevante no mundo moderno? O dia de observância é realmente a questão central no fim, ou os adventistas estão vivendo num mundo de fantasia?


—> Os Mandamentos em Apocalipse

  Em Apocalipse 12:17 encontramos duas características para a igreja remanescente no tempo do fim: “os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus”. Duas qualidades, por sinal, também são apresentadas em Apocalipse 14:12: “aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Note bem que, em ambos os textos, a obediência aos “mandamentos de Deus” é a primeira característica apresentada e a única que é repetida. Isso deixa implícito que, de algum modo, a questão entre os que serão enganados e os fiéis a Deus está na observância de Seus mandamentos, porque o selo de Deus está em Sua lei (Dt.6:8 / Is.8:16; cf. Ex.31:18). Mas se preceitos do tipo “não matarás” são amplamente aceitos, será que o contexto não se concentra em um ou mais mandamentos específicos?

  A questão chave está na “adoração”, palavra que só no capítulo 13 e 14 é repetida oito vezes! Em Apocalipse 13:4, “adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta.” Em seguida, no verso 8, “adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra.” No verso 12, as pessoas são forçados a adorar a Besta, e no verso 15 são forçadas a adorar a imagem da Besta! E assim prossegue no capítulo 14 (vs.6,9–11). A adoração sempre foi o que diferenciou o verdadeiro do falso (Gn.4:3–9 / 1Re.18:16–46 / Mt.4:8–10). Portanto, a verdade-teste no tempo do fim centraliza-se na questão da adoração apropriada. Essa questão nos remete aos primeiros quatro mandamentos, pois preocupam-se diretamente com nosso relacionamento para com Deus e com a Sua adoração.

  O primeiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de Mim”, mas a Besta toma o lugar de Deus por pretender receber adoração (Ap.13:4,8). O segundo mandamento adverte contra o culto às imagens, contudo a Besta estabelece uma imagem a ser adorada (Ap.13:14–15). O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, em contraste a Besta tem nomes de blasfêmia escritos sobre si (Ap.13:1,5–6). E o quarto mandamento que manda separar o tempo sagrado a Deus foi atacado quando o Anticristo cuidou “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25). Todos os quatro mandamentos da primeira tábua da lei sofrem ataque.


—> O Sábado em Apocalipse

  Ainda em Apocalipse, novamente é feita alusão à primeira tábua da lei, quando no capítulo 14 o anjo apocalíptico apresenta as mesmas motivações para a observância dos mandamentos que são encontradas na primeira tábua da lei.

  A primeira é a motivação da salvação (ver Ex.20:1–3), uma motivação positiva. Deus livrou o povo do Egito assim como Cristo nos livra do pecado, que é a mensagem do evangelho. O anjo tem o “evangelho eterno para pregar” (Ap.14:6), o mesmo tipo de motivação. A segunda motivação é mais negativa, a motivação do julgamento: “Eu castigo aqueles que me odeiam” (Ex.20:5). O anjo avisa que “é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7), fazendo alusão à motivação do julgamento. A terceira e última motivação é especial e a principal.

  Sete vezes em Apocalipse 13 e 14 é alertado contra a falsa adoração: “Eles adoraram o dragão”; “adorar a besta”; “adorar a imagem da besta”. Somente uma vez nesses capítulos há um apelo a adorar o verdadeiro Deus. O tem principal é o confronto entre o verdadeiro culto versus o falso. Quando o Apocalipse finalmente chega ao ponto de apelar às pessoas para adorarem o verdadeiro Deus, esse convite é feito no contexto do quarto mandamento, com a motivação da criação. O anjo apocalíptico grita em boa voz a última motivação: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar” (Ap.14:7), apelando a todos que adorem ao Criador, fazendo clara alusão ao mandamento do sábado. Usa, inclusive, as mesmas palavras da fonte veterotestamentária: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar” (Ex.20:11). Em ambos os textos, a motivação e o chamado para a adoração têm lugar no contexto da criação, cujo memorial, o sábado, aponta continuamente a Deus como objeto de culto.

  A mensagem do anjo apocalíptico, portanto, contém as mesmas motivações como na primeira tábua da lei. O texto de Apocalipse 13 e 14 oferece, pois, várias indicações de como o modo pelo qual nos relacionamos com a primeira tábua da lei é a questão básica no tempo do fim, especialmente em relação ao sábado, considerado pelo autor, em certo sentido, como a questão crucial. Os que estão aguardando a volta de Jesus se preocuparão com a adoração apropriada, e isso está estritamente relacionado com o dia correto de adoração.


—> O Selo nos Mandamentos

  Uma vez que a primeira tábua da lei jaz ao centro da batalha entre o Dragão e o remanescente, procuremos diligentemente qual é o mandamento que representa especificamente o selo de Deus. Para isso, levemos em consideração alguns requisitos básicos que se fazem necessários na caracterização de um selo oficial. São eles:
    a) O TÍTULO de Autoridade — Mostra o atributo e o direito para governar.
    b) O NOME de Legislador — Identifica a quem pertence.
    c) O DOMÍNIO de Jurisdição — Extensão do território de governo.
  As antigas tábuas de concerto, os documentos de contrato, eram marcadas no centro com um selo de posse e autoridade. Sendo que o Decálogo segue a forma das antigas tábuas de concerto, e é o documento de contrato da Aliança, não é de se admirar que também tenham ao centro um selo de posse e autoridade — o quarto mandamento:
      Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho... porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. (Ex.20:8–11).
  O quarto é o único mandamento da Lei de Deus que possui as três características de um selo, é único lugar onde Deus é revelado, mostrando a base de Sua autoridade sobre toda a criação. A declaração acima é o único dos quatro primeiros mandamentos que revela o título, o nome e o domínio de Deus:
    a) TÍTULO: “fez o Senhor” — O quarto é o único mandamento que mostra Deus com o título de Criador (Gn.2:3 / Ex.20:11).
    b) NOME: “o Senhor, teu Deus” — Se o fato de ser Deus o Criador é a grande característica que O distingue dos falsos deuses (Jr.10:10–12 / At.14:15 / 17:23–24), então somente o quarto mandamento mostra Deus sendo o único verdadeiro.
    c) DOMÍNIO: “…e tudo que neles há” — Também é o único mandamento que mostra Deus dominando os céus, a terra, o mar e tudo que neles há, pois tudo pertence a Ele (Hb.1:1–2).
  Portanto, o sábado é o “selo do Deus vivo”, uma marca ou sinal de Deus (Ez.20:20). Podemos saber a que Deus os demais mandamentos se referem pela informação nele revelado. Daí surge a grande característica que declara falsos os demais deuses. Também pode ser um sinal de outra natureza quando está relacionado à santificação (Ez.20:12), pois é um sinal importante entre Deus e Seu povo (Ez.20:13,17). Guardar o sábado é reconhecer o Criador, e assim entra-se num processo de santificação. Ao entrar-se no processo de santificação, separa-se de tudo, que é o conceito básico de santo (separado) e põe-se sobre o domínio de Deus. O sábado é um sinal externo de algo que ocorre no interior.


—> O Selo Falsificado

  Esse conceito de um selo é importante no Apocalipse também. O sábado, selo de Deus, é dado “por sinal na mão e… por frontais entre os olhos” (Dt.6:8) aos 144 mil que são selados em suas frontes (Ap.14:1 / Ap.7:3–4; cf. Ex.31:13,17). O Dragão tem um selo falsificado, a marca da Besta (Ap.13:16–17), o qual ele impõe do mesmo modo, “sobre a mão direita ou sobre a fronte” (Ap.13:16). Daí fica evidente que a marca da besta é um dia de adoração falsificado, pois em oposição ao selo de Deus, o sábado, está a marca da besta, o sinal da apostasia. Em contrafação do verdadeiro dia de adoração, está o dia de adoração modificado pelo Anticristo (ver Dn.7:25) e, conseqüentemente, a falsa adoração, que é a questão chave de Apocalipse 13 e 14, da qual tanto esse texto adverte!

  Como o sábado foi dado para ser um sinal que fizesse o homem se lembrar de Deus, percebe-se imediatamente que um poder que buscasse exaltar-se acima de Deus procuraria remover aquilo que chama a atenção do homem para seu Criador e impor seu próprio dia de adoração em seu lugar. Isso não poderia ser feito com maior eficiência do que encobrindo o memorial divino, o sábado do sétimo dia, e colocando o outro dia em seu lugar, o domingo!

  É interessante notar que essa mudança do dia de guarda, a “abolição” do sábado e instituição do domingo como “Dia do Senhor” é reconhecida oficialmente pela Igreja Católica! Suas autoridades eclesiásticas pensam que o papado tem poder para modificar a Lei de Deus, mudando o quarto mandamento para o terceiro do catecismo e ordenando a santificação do primeiro dia da semana em vez do sétimo. Tudo isso é reconhecido em seus documentos oficiais, bulas e cartas papais, credos, catecismos, concílios e sínodos. Como se não bastasse, o papado ainda roga instituição do domingo como a marca de sua autoridade eclesiástica perante toda a cristandade, uma vez que os protestantes a observam apenas com fundamento na tradição católica. Leiamos a seguir algumas declarações extraídas de fontes autorizadas e de documentos oficiais.

  O Sr. H. F. Thomas, chanceler do Cardeal James Gibbons, numa carta escrita em novembro de1895, em resposta a uma consulta sobre se a Igreja Católica se atribui à mudança do sábado, afirma:
      A Igreja (Católica) declara, naturalmente, ter sido a mudança (do sábado para o domingo) um ato seu, (…) e o ato é um sinal de sua autoridade eclesiástica em assuntos religiosos.”Grifos acrescentados.
  O “The Catholic Press”, Sidney, Austrália, é claro em afirmar que o domingo é um preceito católico:
      O domingo é uma instituição católica e suas reivindicações de observância podem ser definidas unicamente em princípios católicos. Desde o princípio até o fim das Escrituras não é possível encontrar uma só passagem que autorize a mudança do dia de adoração pública semanal do último dia da semana ao primeiro.”25 de agosto de 1900. Grifos acrescentados.

      “Pergunta: ‘Que dia da semana a Bíblia manda santificar?
      “Resposta: ‘O sábado. Eis as passagens da Bíblia… (a seguir o autor cita os seguintes versos bíblicos: Ex.20:8–11 / 31:14–15 / Dt.5:12–14 / Hb.4:9).’
      “Pergunta: ‘Mas a Bíblia manda observar o domingo no lugar do sábado?’
      “Resposta: ‘Não.’
      “Pergunta: ‘Quem mudou o dia do Senhor do sábado para o domingo?
      “Resposta: ‘A Igreja Católica.’
      “Pergunta: ‘Mas os protestantes observam o descanso no domingo.’
      “Resposta: ‘Então, neste ponto, seguem a tradição católica.’”
    Cônego Hugo Bressane de Araújo, em “Perguntas e Respostas”, p. 22–23. Grifos acrescentados.
  No “An Abridgment of Christian Doctrine” (Um Resumo da Doutrina Cristã), do Rev. Henry Tuberville, contém estas perguntas e respostas:
      “Pergunta: ‘Como podeis provar que a Igreja (Católica) possui poder de ordenar festas e dias santos?’
      “Resposta: ‘Pelo próprio fato dela haver mudado o sábado para o domingo, o qual todos os protestantes aceitam; e portanto, contradizem-se positivamente, observando estritamente o domingo, e violando a maioria dos outros dias de festas ordenados pela Igreja (Católica).’
      “Pergunta: ‘Como se prova isto?’
      “Resposta: ‘Porque por observar o domingo eles reconhecem o poder da Igreja para ordenar festas e exigi-las sob pena de transgressão, e por não observar as demais, igualmente por ela ordenadas, negam de fato o mesmo poder.’”
    D.D., de Douay College, França 1649, p. 58. Ver também em “Manual of Christian Doctrine” (Manual da Doutrina Cristã), ou “Catholic Belief and Practice” (Crença e Prática Católicas), Dublin: M. H. Gill & Son Ltd., 1916, p. 67–68. Grifos acrescentados.
  No manual “A Doctrinal Catechism” (Um Catecismo Doutrinal), muito usado nas escolas católicas romanas, do Rev. Stephan Keenan, arcebispo de New York, lê-se o seguinte:
      “Pergunta: ‘Tendes alguma outra maneira de provar que a Igreja (Católica) tem o poder de instituir dias de guarda por preceito?’
      “Resposta: ‘Se não tivesse esse poder, não poderia ter feito aquilo em que todas as modernas religiões com ela concordam: não poderia ter substituído a observância do sábado do sétimo dia, pela observância do domingo, o primeiro dia da semana, uma mudança para a qual não existe autoridade nas Escrituras.’”
    P. 174. Grifos acrescentados.
  A Bíblia nos diz, portanto, que o mandamento do sábado em Apocalipse 14:7 é o selo de Deus e a contradição aos enganos dos últimos tempos que são tão severos que a plena evidência dos sentidos indica que o Diabo está correto e que o povo de Deus está errado. Numa época de grandes enganos, um teste de lealdade aparentemente arbitrário como nos é oferecido no Apocalipse tem particular força. Somente aqueles que são inteiramente dedicados a Deus e a Seus mandamentos O obedeceriam a despeito da evidência de seus sentidos.



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