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 O Sábado na Igreja Primitiva

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: O Sábado na Igreja Primitiva   12/24/2007, 04:58



O SÁBADO NA IGREJA PRIMITIVA

Por Francis D. Nichol, Dr.
Adaptado por Marllington Klabin Will

  Muitos cristãos que se opõem ao sábado afirmam que em nenhum lugar do Novo Testamento o mandamento foi reeditado. Entretanto, os mesmos não vêem nada de impressionante e prejudicial no fato que não há nenhuma ordem ou evidência no Antigo nem no Novo Testamento a favor da santificação do domingo. O mais absurdo é que esses insistem que o fato do Novo Testamento não emitir nenhum novo mandamento em prol do sábado tem a finalidade de desviar a atenção para o domingo. Na verdade, esses pretendem desviar a atenção do fato que a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, silencia completamente acerca de uma ordem a favor da santificação do domingo.

  Sem dúvida os conversos do paganismo precisavam de instrução quanto à guarda de um dia, seja qual for. Portanto, se o domingo fosse o dia que devia ser santificado, onde está o registro da instrução apostólica? Aquele que for atrás disso no Novo Testamento buscará em vão uma ordem, ou qualquer fórmula de serviço religioso, ou qualquer sugestão de santidade a favor do domingo. As igrejas primitivas, pela leitura do Antigo Testamento ou pelo que os apóstolos escreveram (Novo Testamento), jamais teriam se deparado com a idéia de deixar de santificar o sábado, muito menos com a idéia de santificar qualquer outro dia.

  E quanto ao sábado? Os cristãos primitivos teriam lido no Novo Testamento 59 referências que o retratavam como o dia semanal de adoração. Dia em que o apóstolo Paulo e outros dedicavam a fins religiosos. Também liam que os seguidores de Jesus guardavam “o dia de sábado segundo o mandamento” (Lc.23:56). Muitas das referencias ao sábado no Novo Testamento são casuais; ou seja, partem de um pressuposto de que seus leitores já estavam familiarizados com a idéia. Mas, como os conversos do paganismo estavam familiarizados com o sábado?

  O apóstolo Paulo disse que não havia ensinado nada “senão o que os profetas disseram haver de acontecer” (At.26:22). Nisso, ele seguiu o curso delineado por Cristo que, “começando por Moisés, discorrendo pro todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc.24:7). Os discípulos viram nas sagradas Escrituras o modelo para sua pregação (At.17:2). As Escrituras que eles expunham eram, naturalmente, o que chamamos de Antigo Testamento.

  Ora, a fim de que Paulo ou os outros apóstolos ensinassem o Antigo Testamento, eles teriam de levá-lo consigo. Enquanto ganhavam conversos, exortavam os novos crentes a ler as Escrituras (Antigo Testamento). O cristianismo sempre tem sido a religião do livro, uma religião revelada. Nem precisaria acrescentar que, quando aqueles conversos lessem as Escrituras, certamente encontrariam, logo no relato da criação, o sábado sendo abençoado e santificado por Deus; e, com certeza, encontrariam o sábado no coração dos Dez Mandamentos, cuja observância é exortada no Novo Testamento inteiro, desde Mateus até Apocalipse (Mt.5:17–18 / 19:17 / Lc.16:17 / Jo.12:50 / 14:15 / 15:10 / Rm.2:13 / 3:28–31 / 6:1–2,14–15 / 7:12–16,25 / 8:4 / Hb.8:10 / 10:16 / Tg.2:10–12,14–26 / 1Jo.2:4–6 / 5:3 / Ap.12:17 / 14:12). Portanto, com muita certeza, os primitivos cristãos o conheceriam e compreenderiam as referências casuais a ele no Novo Testamento. Por que, então, os apóstolos precisariam reeditar um mandamento tão claro e unânime quanto o sábado?

  Em vista de que os conversos do paganismo concluiriam naturalmente que o sábado devia ser santificado, não é estranho o silêncio do Novo Testamento em relação ao sábado, assim, tornando o argumento que se baseia nisso sem sentido. Também se torna claro o porquê da ausência de ordem para a santificação do domingo, pois jamais houve uma.

  Os escritos de Paulo são cheios de discussões do ritual cerimonial que Deus deu a Israel no Sinai. O âmago da controvérsia entre ele e os líderes judaizantes era o rito da circuncisão. Ele disse repetidamente que a circuncisão não era necessária na era cristã. Por causa disso, turbas de judeus procuravam matá-lo. Os judeus estavam tão fanaticamente ligados ao sábado quanto à circuncisão. Estavam dispostos a matar Cristo por simplesmente ter curado no sábado. Portanto, se Paulo ou qualquer outro apóstolo tivesse pregado, indo de um lado para o outro declarando que o sábado foi abolido, como declaravam que a circuncisão foi abolida, sem dúvida isso teria despertado um enorme furor. E algo desse furor não ocorre nas páginas do Novo Testamento, como ocorreu com a controvérsia da circuncisão.

  No capitulo 15 de Atos vemos que quando, porventura, houvesse alguma discórdia, a igreja se reunia em Jerusalém para lá retomarem a unidade de fé novamente. A igreja de Jerusalém desfrutava de uma liderança indiscutível (Gl.2:6–9). Então, como a controvérsia da circuncisão era algo que estava gerando conflito na igreja, foi levada ao concílio de Jerusalém. Isso claramente nos sugere que se, por qualquer hipótese, houvesse ocorrido alguma mudança na liturgia que alterasse o dia tradicional de culto, um assunto de tal relevância teria, no mínimo, causado uma controvérsia e um conflito entre os cristãos; e, conseqüentemente, teria sido relatado na Bíblia, sendo levado ao concílio de Jerusalém, como no caso da circuncisão. Porém, a questão do sábado jamais foi discutida nesse concílio, e não há nada nas Escrituras que indique essa suposta controvérsia. Evidentemente, porque o sábado nunca esteve em conflito na igreja primitiva, pois era um preceito bem claro, unânime e difundido.

  À luz de todos esses fatos, as únicas conclusões lógicas coerentes podem ser resumidas em: (1) os novos crentes, conversos do paganismo, concluiriam naturalmente que o sábado devia ser santificado; (2) o fato do sábado não ser discutido no concílio de Jerusalém prova que o preceito estava em unanimidade por todos naquele tempo; e (3) é fato que os apóstolos e todos os cristãos primitivos dedicavam o sábado para as reuniões e serviço religioso.

  O sábado foi guardado por todos os cristãos, desde Paulo até meados do século IV. A partir daí os judeus continuaram a guardá-lo nas Sinagogas, mas… a Igreja Cristã, que pena, por influência pagã, monopolizada pelo papado, foi adentrando aos poucos um caminho triste e estranho à Bíblia.


Fonte: Francis D. Nichol, “Respostas a Objeções”, parte 2, cap. 31, págs. 167-171. Adaptado.



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