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 Por que o Sábado é o Sétimo Dia

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: Por que o Sábado é o Sétimo Dia   9/21/2007, 22:26



POR QUE O SÁBADO É O SÉTIMO DIA


Quinze razões bíblicas por que o sábado tem que ser especificamente o sétimo dia da semana.

Por Marllington Klabin Will

  Os próprios defensores do domingo vêem qualidades morais no quarto mandamento. Na verdade, a alegação deles é que o mandamento é parcialmente moral e parcialmente cerimonial. Sem respaldo bíblico, dizem isso porque pretendem reinterpretar o princípio sabático, aplicando o “sábado” do sétimo dia ao primeiro da semana, o domingo ou o “sábado cristão” como chamam. Contudo, ao assumir essa posição, eles desconsideram alguns fatos bíblicos bastante óbvios que provam não fazer sentido essa aplicação do “sábado” (descanso) a qualquer outro dia semanal, senão no sétimo. O presente estudo apresenta quinze argumentos, dentre outros, para provar que o “sábado” é um dia da semana determinado, o dia sétimo específico.

~~~~~~~~~~~~~~~~

 1 O mandamento sabático que está no Decálogo faz evidente alusão ao descanso de Deus na criação (Ex.20:11). Portanto, é no contexto histórico daquela semana que a expressão “o sétimo dia” deve ser compreendida, o que torna evidente que é um dia semanal específico. O mandamento não manda lembrar-nos de santificar o “sábado” (shabbat) ou o “descanso”, mas sim de santificar “o dia” de sábado, e ainda diz que “o sétimo dia é o sábado” (Ex.20:8–11). Ou seja, não está no sétimo dia — o sábado é o sétimo dia.

 2 A qualidade moral do sábado não está somente nas necessidades físicas, mentais e espirituais do ser humano. Mas também, em primeiro lugar, o fundamento racional do mandamento vem da relação do dia de sábado com o ato criativo de Deus. A razão oferecida pelo quarto mandamento não é o próprio descanso em si de um dia em sete qualquer para satisfazer as necessidades do homem. O motivo apresentado em Gênesis 2:1–3 para santificação do sábado é o dia determinado do descanso de Deus no Éden, e não o próprio descanso em si. É o fato histórico da criação, do descanso de Deus no dia determinado, da benção divina e da santificação de um dia determinado (Gn.2:1–3) para servir como memorial da criação (Sl.111:4) e como sinal de Deus (Ez.12:12,20) que dá sentido lógico ao dia específico do sábado.

 3 Deus abençoou e santificou única e especificamente o sétimo dia da semana e nenhum outro mais. Foi o sétimo dia específico que foi abençoado e santificado por Deus.

 4 A principal finalidade do sábado é comemorar a obra da criação. Recebemos a ordem de relembrar o dia do sábado e santificá-lo, porque em seis dias Deus fez os céus e a Terra.

  Os deveres e preceitos morais são provenientes dos atributos de Deus. O dever moral de amar e obedecer a Deus repousa principalmente sobre o fato de que o Senhor criou todas as coisas (Ap.4:11), e o sábado foi dado para comemorar essa criação. O poder criador é o atributo característico do Deus vivo, e o sábado proveio diretamente do exercício deste atributo na criação do mundo. Deus o separou exclusivamente para reflexão na Sua criação.

 5 O sétimo dia é o aniversário do planeta, o memorial de um mundo perfeito e sem pecado. Dias memoráveis, para ter significado, devem estar em pontos definidos de tempo. O sábado é um marco temporal, tem um motivo especifico em relação ao (sétimo) dia, o que não faz sentido se não for num tempo determinado. Essa relação entre a causa e o tempo é uma razão muito bem fundada para o sábado ser o último dia da semana. O descanso de Deus não foi simplesmente um dia entre sete na semana da criação — foi o sétimo dia específico. O memorial sabático não tem por finalidade relembrar um dia qualquer. O ato criativo manifestou-se em certa seqüência de tempo: seis dias Deus trabalhou e o sétimo dia em que Ele descansou. “Por isso”, ou seja, por causa disso o sábado foi abençoado, santificado e separado para memorial.

  Suponhamos que alguém nasceu a 7 de setembro. Não é qualquer dia de setembro, nem é o dia 7 de qualquer mês. Especificamente esse dia e nenhum outro será o seu legítimo dia natalício, pois foi esse o dia em que nasceu. Essa pessoa poderá alegar, querendo, que nasceu a 1 de setembro. Isto absolutamente não altera o fato de ser o 7 de setembro o legítimo dia de seu nascimento. Assim como o dia da Independência do Brasil não faz sentido ser comemorado em qualquer outra data senão nesse dia. O mesmo se dá com o sábado. É um dia semanal definido — o sétimo. Eis um fato que é impossível destruir! Segue-se, pois, que o sétimo dia original, e depois dele cada sétimo dia sucessivo, foi e há de ser, impreterivelmente, o legítimo “sábado” ou dia que relembra o descanso do Senhor, preceituado no mandamento. Para o sábado deixar de ser memorial, é necessário deixar de ser verdade que Deus no sétimo dia da criação repousou de toda a Sua obra que fizera.

 6 A qualidade moral do princípio relacionada ao fundamento lógico-racional para o dia ser especifico resulta em outras características morais do mandamento: observar o sábado no sétimo dia, o dia que Deus concluiu Sua obra de criação, preserva o conhecimento do único Deus vivo e verdadeiro como Criador do Universo. Se os céus e a terra foram criados têm de ter tido um criador e este criador tem que ser extra-mundo, existindo anteriormente, fora e independente do mundo. Tem que ser onipotente e infinito em conhecimento, sabedoria e bondade; porque todos esses atributos são necessários para explicar as maravilhas do céu e da terra.

 7 O sábado, sendo o memorial da criação e um dia reservado para a reflexão do Deus Criador, visa trazer em nós um reconhecimento de gratidão. Não traremos um reconhecimento de gratidão adorando num dia que não comemora a criação.

 8 Adorar no sétimo dia, o dia em que o próprio Deus abençoou, consagrou, santificou, separou para ser objeto de culto e ordenou que fosse o dia de adoração, também desperta reverência e submissão para com o Deus que nos Criou. Não vamos despertar reverência nem submissão santificando o dia que acharmos mais conveniente para nossos próprios desígnios.

 9 O princípio do mandamento sabático indica como vai nosso estado espiritual somente e unicamente quando tem a ver com o dia determinado por Deus, pois apenas despertamos reverência e submissão para com Deus quando somos fiéis e respeitamos Sua autoridade, obedecendo ao Seu mandamento e adorando no dia que Ele ordenou que fosse observado.

 10 A moralidade do mandamento também pode-se inferir pela natureza e propósito da instituição. É um princípio geralmente reconhecido que aqueles mandamentos dirigidos aos judeus como judeus, e baseado em suas peculiaridades, circunstâncias e reações, se desvaneceram quando se aboliu a administração Mosaica; porém os mandamentos baseados na imutável natureza de Deus ou nas relações permanentes dos homens são de obrigação permanente. Há muitos mandamentos que obrigam aos homens como homens; aos pais como pais; aos filhos como filhos. É perfeitamente evidente que o quarto mandamento pertence a esta última classe.

  É importante que todos os homens vejam que Deus criou o mundo e por isso Ele é um ser pessoal, extra-mundo, infinito em todas as suas perfeições. Uma família vive em paz, se todos os seus componentes se sujeitam a uma norma comum: é esta que impede o individualismo egoísta e que mantém unidos os indivíduos, favorecendo a sua coexistência harmoniosa e laboriosidade para o fim comum. Tal critério, em si óbvio, vale também para as comunidades mais amplas, como a religiosa, universal. Para se gozar de paz, há necessidade dessa lei comum. Todos os homens têm que parar em sua caminhada terrena e são chamados a parar e voltar seus pensamentos até Deus.

 11 Em Marcos 2:27, o “sábado” que Deus estabeleceu em função do homem foi o memorial do sétimo dia (vs.24).

 12 O dia de “sábado” que Jesus observava era no sétimo dia da semana, e não no primeiro ou outro dia qualquer. E “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1Jo.2:6).

 13 Lucas escreveu, cerca de 30 anos depois da morte de Jesus, que o sábado do mandamento era exatamente o sétimo dia da semana, pois foi assim que fora observado “segundo o mandamento” (Lc.23:56).

 14 Nenhum dia foi tão solenemente posto diante do povo de Deus pelos Seus profetas como o sábado. Ninguém hoje tem dúvida que os exemplos do Antigo Testamento de violação do sábado eram sobre um dia específico, o sétimo dia. Mas os profetas podiam apontar apenas o quarto mandamento para apoiar sua fervorosa admoestação para santificar um dia específico da semana. Portanto, esses inspirados homens de Deus compreendiam que o “sétimo dia” do Decálogo significava especificamente o sétimo dia da semana.

 15 Ninguém tem dúvida de que era exigido daqueles que viveram antes de Cristo que guardassem o sábado no sétimo dia da semana. Em outras palavras, “o sétimo dia” do mandamento significa inquestionavelmente o sétimo dia da semana. Então, que base racional pode ser encontrada para a alegação de que, quando Cristo veio, o claro e específico significado do mandamento subitamente tornou-se vago e impreciso, e agora significa meramente um dia semanal entre sete? Não, o mandamento não perdeu seu significado original. Somente o sétimo da semana é o dia de “descanso”. Ninguém, no tempo de Cristo ou por quase mil e seiscentos anos depois, jamais ousou em fazer essa afirmação absurda. Até o ano 1595, os cristãos compreendiam que “o sétimo dia” do mandamento significava o mesmo sétimo dia da semana. Longe de ter qualquer fundamento nas Escrituras, essa teoria “qualquerdiaísta” nem mesmo foi insinuada até quinze séculos após o último apóstolo baixar à sepultura.


PONDERAÇÃO FINAL

  Esse assunto é mais que um assunto de “dias”; é um assunto de autoridade, de domínio. Satanás tem trabalhado para mudar a lei de Deus, especificamente a lei do sábado (Dn.7:25). Adorar no sétimo dia é aceitar a autoridade do Deus que ordenou que este dia fosse observado (Ex.20:8). Deus é adorado como Criador quando guardamos o sábado (Ap.14:6–7 / Gn.2:1–3 / Ex.20:11). Aceitar conscientemente um dia de adoração falsificado, é aceitar uma instituição estabelecida por homens guiados por Satanás (Dn.7:25 / At.20:28–31 / 2Ts.2:3–7). A questão que deve ser indagada é sobre quem vamos obedecer: a Deus ou aos homens?
      Importa antes obedecer a Deus que aos homens. (At.5:29)


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Última edição por em 12/12/2007, 18:34, editado 14 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Por que o Sábado é o Sétimo Dia   12/6/2007, 00:44

Foi numa sexta-feira que Deus concluiu Sua obra e descansou da tarefa da Criação. E também foi numa sexta-feira que Jesus concluiu a obra da redenção. Quando inclinou a cabeça ao morrer, disse: “Está consumado!” (Jo.19:30). Depois disso, os discípulos tiveram apenas o tempo suficiente para remover o corpo da cruz e colocá-Lo na tumba nova de José. Enquanto saíam apressados, o sol se punha. A Escritura diz: “E começava o sábado” (Lc.23:54). Assim, pela segunda vez, o Salvador descansou no sétimo dia de uma obra terminada. O sábado, criado para comemorar as providências de Deus para um mundo perfeito no Gênesis, assumiu então um significado adicional. Daquele dia em diante, simbolizaria também Suas providências para um mundo em pecado: o plano para nos redimir, curar e restaurar a uma relação de fé e confiança nEle, tonando-se também o memorial da redenção, agora com um significado adicional para os cristãos (Hb.4).

Este segundo significado do sábado foi apresentado muito tempo antes da cruz. Quando Deus deu os Dez Mandamentos no Sinai, explicou a razão para o sábado, fazendo alusão à Criação (Ex.20:11). Mas, quando Moisés repetiu os mandamentos 40 anos mais tarde, citou-os de uma forma que prenunciava claramente a segunda razão para a observância do sábado: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Dt.5:15).

Deus criou os seres humanos para ocuparem uma posição de soberania (Gn.1:26-27). A escravidão é o oposto disso. Por causa da opressão, a observância do sábado tornara-se praticamente impossível. Os hebreus foram libertados do cativeiro a fim de que pudessem observar a lei de Deus (Sl.105:43-45). O Senhor não só havia resgatado Seu povo da escravidão literal, mas tinha a intenção de resgatá-lo para um relacionamento de confiança com Ele (Ex.19:4). Como resultado, o povo deveria assumir uma posição de liderança, sendo elevado ao status de “sacerdócio real” (ver os vs. 5-6/1Pe.2:9/Ap. 5:10). A lembrança de seu cativeiro e libertação era um motivo adicional para a guarda do sábado.

O Egito e o cativeiro egípcio representam o pecado e a escravidão do pecado (Ap.11:8/Os. 11:1/Mt.2:15/Zc.10:10). Semelhantemente, cada alma que foi libertada do pecado tem a mesma razão que tinham os hebreus libertos para guardar o sábado. Ou seja, o sábado deve ser observado também como memorial do libertamento da escravidão do pecado, isto é, memorial da redenção. Toda alma salva deve guardar o sábado como memória do libertamento do pecado pelo sangue de Jesus Cristo. Dessa forma, o sábado é uma comemoração não apenas da Criação, mas também da redenção. Como sinal de nosso resgate da escravidão, o sábado também nos traz à consciência a necessidade de respeitar nossos semelhantes. Ordena que nos lembremos da rocha de onde fomos talhados e do poço do qual fomos cavados (Is.51:1). Assim, o quarto mandamento também dá sentido aos seis preceitos seguintes, que lidam com nossos deveres para com as outras pessoas (ver Dt.16:11-12).

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