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 A Cristandade e o Dia do Senhor

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Marllington Klabin Will
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MensagemAssunto: A Cristandade e o Dia do Senhor   12/3/2007, 16:09



A CRISTANDADE E O DIA DO SENHOR

Por Marllington Klabin Will

  Clique em cima dos títulos abaixo para ser redirecionado ao tema desejado, a respeito do que as denominações cristãs dizem oficialmente sobre essas questões relativas ao Dia do Senhor:


_________________
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MensagemAssunto: Qual a Origem do Sábado do Quarto Mandamento?   12/4/2007, 10:29


QUAL A ORIGEM DO SÁBADO DO QUARTO MANDAMENTO?


  Alguns mal-intencionados pretendem enganar as pessoas sinceras distorcendo o claro ensinamento bíblico e afirmando que o sábado não deriva da Criação, e que supostamente os dias da criação não eram de 24 horas. Para esses, quando Jesus disse que “o sábado foi feito por causa do homem” (Mr.2:27), esse “homem” era somente o judeu. Também vão contra o pensamento histórico e oficial das confissões de fé e credos históricos, negando que o domingo seja um “Sábado Cristão”, mas apenas um dia qualquer que surgiu entre os apóstolos para comemorar a Ressurreição e não precisa ser guardado com o mesmo caráter santo do sábado, contrariando todos os ramos denominacionais dentro da cristandade.

  Ao contrário do que ensinam esses enganadores, a origem do sábado não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme a posição teológica adotada e ensinada há séculos pelas mais variadas denominações cristãs, em harmonia com as confissões de fé históricas e com o pensamento de grandes autores eruditos, próceres teólogos, professores do maior gabarito, ilustres evangelista, famosos pastores, líderes e reconhecidas autoridades religiosas, o sábado foi instituído na semana da criação. Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi santificado para o descanso das coisas seculares e culto religioso. Isso sim é o que sempre constituiu o pensamento geral de toda a cristandade!


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Assembléia De Deus

  Num livro preparado pela “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD), para tirar algumas dúvidas sobre certos assuntos, intitulado “A Bíblia Responde”, nós lemos esta declaração:
      “O observador mais acurado vai perceber que o sábado não é um mandamento originado na lei mosaica (Gên. 2:3), ainda que mais tarde a ela incorporado.”Em “A Bíblia Responde”, p. 123.
  Depois dele, quem responde a esta pergunta é o teólogo assembleiano Pr. Carlo Johansson. Ele escreveu estas palavras:
      O sábado tem a sua origem na criação, Gên. 2:1–3.”Em “Síntese Bíblica do Velho Testamento”, p. 42. Grifos acrescentados.
  E o que o assembleiano Prof. Carlos Schimdt Costa declara:
      “O senhor completou sua obra de criação no sétimo dia, portanto o abençoou.”Em “Porque não guardamos o Sábado”, artigo do “Missão Ômega”, página assembleiana da web que pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.iadgpuava.com.br/noticias/noticias.asp?id=246 (acessado a 26/11/2007).
  O dedicado estudioso Pr. Myer Pearlman, professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, que foi por muitos anos o orador do Programa de Rádio “A Voz das Assembléias de Deus”, completa o que foi dito acima, da seguinte maneira:
      “O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia. (…) No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando seis dias e descansando no sétimo.”Em “Através da Bíblia”, p. 14–15. Grifos acrescentados.

—>
Igreja Presbiteriana

  Diz o prof. de teologia presbiteriano John D. Davis, autor de um dos mais famosos dicionários bíblicos que já alcançou várias edições, reforçando aquilo que já foi assegurado:
      “SÁBADO, Descanso. Dia de descanso instituído por Deus, para ser observado por todos os homens. Tendo completado a obra da criação em seis dias, cessou de trabalhar no dia sétimo. ‘E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele mesmo cessara de toda a sua obra que Deus criou para fazer’, Gên. 2:1–3.”Em “O Novo Dicionário da Bíblia”, art. “Sábado”, p. 519. Grifos acrescentados.

      “Pelo motivo dado para que se observe o dia de sábado nos Dez Mandamentos, aprendemos que o exemplo do descanso sabático havia sido dado pelo próprio Deus por ocasião da criação. O sábado, portanto, é uma ordenança da criação (Êx 20:8–11). (…) o padrão é assim deixado para o homem seguir. (…) A linguagem usada é propositalmente forte a fim de que o homem possa aprender a necessidade de considerar o sábado como um dia em que ele mesmo precisa de descansar de suas labutas diárias. (…) Deus, e não o homem, é que deve determinar de que modo o sábado precisa ser observado.”
    Idem, p. 1421–1422. Grifos acrescentados.
  O Dr. Archibald A. Hodge, membro da “Junta Presbiteriana de Publicações” e antigo professor do seminário presbiteriano de Princeton, nos EUA, escreveu um folheto no qual apresenta uma defesa da perpetuidade do princípio sabático como dia santificado por Deus. Dele extraímos o seguinte:
      Deus instituiu o sábado na criação do mundo, separando para este fim o sétimo dia, e ordenou sua observância como obrigação universal, moral e perpétua à raça.”Folheto nº 175, p. 3–4.
  Conforme o Dr. Hodge, o sábado teve sua origem na criação, antes, portanto, da queda do homem. Antes de ter havido necessidade de uma lei cerimonial, um sistema de sacrifícios e rituais típicos.


—>
Igreja Batista

  O Dr. Antonio Neves de Mesquita, professor de seminários teológicos batistas de grande projeção, diz com sua palavra abalizada:
      “Naturalmente, temos de remontar ao princípio da criação, quando Deus descansou dos labores criativos, para encontrarmos a resposta à pergunta sobre a existência do sábado.”Em “Estudo no Livro de Êxodo”, p. 162–163.
  Aqui está o que é expresso no comentário bíblico de Jamieson, Fausset e Brown:
      “O sábado semanal repousa em base mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da Criação em seis dias. (…) o preceito moral é ordenado eternamente, porque é eternamente necessário.”Tomo 2, p. 520. Nota sobre Col. 2:16–17.
  Eis a importante declaração do Dr. A. H. Strong sobre Colossenses 2:16–17:
      “Percebemos… a importância e o valor do sábado, como comemorativo do ato divino da Criação e, necessariamente da personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como o memorial estabelecido de Sua atividade criadora. A instituição do sábado é antedata ao decálogo e forma uma parte da lei moral. Feito na criação, ele se aplica ao homem em toda a parte e em época, em seu atual estado de criatura. (…) A nova dispensação… continua reafirmando sua observância como de origem divina necessária à natureza humana.”P. 408–409. Grifos acrescentados.
  Vamos consultar o “Comentario Exegetico y Explicativo de La Biblia”, onde se lê o seguinte:
      “A instituição sábado é tão velha como a criação, dando origem à divisão semanal do tempo, o que prevaleceu nas épocas mais remotas.”Tomo I, p. 21.
  E diz um pesquisador batista do famoso Instituto Moody:
      “A semana, com o seu sábado, é um arranjo artificial. A razão para ele é achada somente nas Escrituras do Velho Testamento. Aqui é sempre associado com a revelação da parte de Deus. (…) Ali está sempre associado com a revelação de Deus. (…)
      “Idéias e práticas religiosas entre todos os povos, em variados graus, têm sido associadas com todas as divisões de tempo, que os homens adotaram. Mas em relação somente com a semana é a religião a explicação óbvia para sua origem, e a semana somente é uniformemente atribuída ao mandamento de Deus. A semana existe por causa do sábado. É histórica e cientificamente verdade que o sábado foi feito por Deus”.
    W. O. Carver, em “Sabbath Observance”, p. 34–35. Produzido pela “Sunday School Board of the Southern Baptist Convention” (Junta da Escola Dominical da Convenção Batista do Sul).

—>
Igreja Luterana

  Diz um editorial infantil:
      “Então havia passado também o sexto dia.
      No sétimo dia, Deus descansou de seu trabalho. Pois a terra estava pronta.
      Deus abençoou este dia.
      E daí em diante, todos os homens deveriam descansar de seu trabalho no sétimo dia.”
    Extraído do artigo “A Criação” do web site oficial da Igreja Luterana, o qual pode ser visualizado no seguinte endereço eletrônico: http://www.luteranos.com.br/101/infantil/historias/criacao.html (acessado a 24/09/07). Grifos acrescentados.
  E eis como nada menos do que Martinho Lutero analisa o texto de Gênesis 2:1–3:
      “Destarte podes ver que o sábado existia antes que viesse a lei de Moisés, e tem existido desde o princípio do mundo. Especialmente têm os devotos, que preservaram a fé verdadeira, se reunido e apelado a Deus nesse dia.”Traduzido de “Auslegung des Alten Testament” (Comentário Sobre o Velho Testamento), em “Sämmtliche Schriften” (Escritos Coletados), editado por J. G. Walch., vol. 3, col. 950. Grifos acrescentados.

—>
Igreja Metodista

  Na “Bishop’s Pastoral” de 1874, da Igreja Metodista, ocorrem estas afirmações:
      O sábado instituído na criação e constantemente confirmado por Moisés e os profetas, jamais foi ab-rogado. Fazendo parte da Lei Moral, nem um jota ou til de sua santidade foi subtraído.”Grifos acrescentados.

—>
Igreja Congregacional

  O Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico da Igreja Congregacional, autor de uma ótima apologia à moralidade do princípio sabático, assim se expressou:
      “…o Sábado semanal, o qual fora observado desde a criação, e o qual os próprios Apóstolos introduziram e perpetuaram na Igreja Cristã.”Idem.
  O Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico da Igreja Congregacional, declara:
      “Por este mandamento encontramos que… o Sábado não só é mencionado como ‘deleite’, mas que também é predita sua fiel observância como uma característica do período messiânico. (…) o Sábado foi instituído desde o princípio do mundo, e que foi designado para ser de obrigação universal e permanente.”Artigo “O Quarto Mandamento”, publicado na revista “Os Puritanos”. Grifos acrescentados.

—> Outras denominações

  Alexander Campbell, o fundador de uma denominação chamada “Igreja de Cristo” (conhecida como “Discípulos de Cristo” no Brasil), declarou o seguinte em sua obra “Evidences of Christianity”:
      “O sétimo dia foi observado desde os tempos de Abraão, ou melhor, desde a criação”.P. 302. Grifos acrescentados.

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MensagemAssunto: Quanto Tempo o Mandamento do Sábado Deve Durar?   12/4/2007, 10:54


QUANTO TEMPO O MANDAMENTO DO SÁBADO DEVE DURAR?


—> Igreja Presbiteriana

   O erudito bíblico John D. Davis, autor presbiteriano de um dos mais famosos dicionários bíblicos que já alcançou várias edições, assegura:
      A respeito do quarto mandamento, disse Jesus: ‘O sábado foi feito para o homem’; segue-se, pois, que a lei permanece em toda a sua força enquanto o homem existir sobre a terra.”Em “O Novo Dicionário da Bíblia”, p. 356. Grifos acrescentados.

      O sábado foi instituído para benefício do gênero humano; as suas obrigações duram enquanto o homem viver e enquanto subsistirem as suas necessidades.”
    Idem, p. 520. Grifos acrescentados.
  Também afirma o Dr. Thomas Chalmers, pregador presbiteriano de grande prestígio:
      “Para a permanência do sábado, portanto, podemos invocar o seu lugar no Decálogo, onde ele permanece abrigado entre os preceitos morais de uma retidão imutável e eterna.”Em “Sermons”, vol. 1, p. 51–52. Grifos acrescentados.
  São do autor presbiteriano T. C. Blake a seguinte afirmação, na obra “Theology Condensed”, de onde extraímos estas palavras abalizadas:
      O sábado é parte dos… Dez Mandamentos. Só isto já define a questão da perpetuidade de sua instituição. Até… que possa ser mostrado que toda a Lei Moral foi rejeitada, o sábado permanecerá. (…) O ensino de Cristo confirma a perpetuidade do sábado”.P. 474–475. Grifos acrescentados.

—> Igreja Metodista

  Defendendo a perpetuidade do princípio sabático, declarou o pai do metodismo, John Wesley:
      “‘Seis dias farás todo o tipo de obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’. Não é teu, mas o dia de Deus. Ele o reivindica para Si próprio. Ele sempre o reivindicou para Si, desde o próprio início do mundo. ‘Em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, e descansou no sétimo dia. Portanto o senhor abençoou o dia do sábado e o santificou’. Ele o santificou; isto é, ele o tornou santo; ele o reservou para o Seu próprio serviço. Ele determinou que, enquanto o sol e a lua, os céus e a terra, durassem, os filhos dos homens deviam passar esse dia no culto Àquele que ‘lhes deu vida e respiração e todas as coisas’.”Em “A Word to a Sabbath-breaker” (Uma Palavra a um Violador do Sábado), “The Works of the Rev. John Wesley”, vol. 11, p. 164–166. Grifos acrescentados.
  Esses pensamentos de seu fundador são oficialmente reconhecidos e ensinados pela Igreja Metodista:
      “2. O sábado é indispensável ao homem, sendo propiciador do seu mais elevado bem, física, intelectual, social, espiritual e eternamente. Daí sua observância liga-se às melhores promessas, e sua violação com as mais severas penalidades. Êxo. xxiii, 12; xxxi, 12-18; Neem. xiii, 15-22; Isa. lvi, 2-7; lviii 13, 14; Jer. xvii, 21-27; Eze. xx, 12, 13; xxii, 26-31. Sua santidade era muito distintamente assinalada no ajuntamento do maná. Êxo. xvi, 22-30.
      “3. A lei original do sábado foi renovada e tornada uma parte destacada da Lei Moral, ou Dez Mandamentos, dado mediante Moisés no Sinai. Êxo. xx, 8–11.”
    Amos Binney e Daniel Steele, “Binney's Theological Compend Improved” (ed. 1902), p. 170. Grifos acrescentados.

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MensagemAssunto: Há Razões para Santificarmos o Sábado?   12/5/2007, 19:39


HÁ RAZÕES PARA SANTIFICARMOS O SÁBADO?


  É fato que as mais eruditas autoridades religiosas e todos os documentos religiosos históricos da cristandade não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo inteiramente “cerimonial”.

  O que, na verdade, sempre constituiu o pensamento geral das mais variadas correntes doutrinárias e denominações cristãs é que dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre os sete da semana deve ser o dia de descanso a ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje, mesmo que não seja necessariamente o sétimo dia específico, podendo ser aplicado ao primeiro dia, sendo chamado de “Sábado Cristão”. O que importa, porém, é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


—>
Assembléia De Deus

  O Pr. Harold J. Brokke é bastante enfático e categórico ao dar uma resposta a esta questão. Ele proclama “em alto e bom som”:
      “É possível que alguém imagina que a transgressão desse quarto mandamento é menos grave do que a transgressão dos outros nove. A verdade, porém, é que quem se dispõe a transgredir o quarto mandamento já tem no coração a inclinação de transgredir um ou mais dos outros mandamentos. (…)
      “Por que deve o homem guardar o sábado do Senhor? Porque é justo! Segue-se aqui o mesmo princípio de não furtar porque não é justo.”
    Em “Prosperidade pela Obediência”, p. 58–59.

—> Igreja Presbiteriana

  O prof. John D. Davis, com sua autoridade:
      “A doutrina ensina claramente que este dia foi ordenado por Deus, para repouso do corpo, e bem-estar do homem; que o deviam observar, imitando o exemplo que Deus dá, e por causa das bênçãos por Ele conferidas.”Idem, p. 520.
  Agora, extraído do “Breve Catecismo”, editada pela “Casa Editora Presbiteriana”:
      “O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em Sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado. (…) proíbe a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos, e a profanação deste dia por meio de ociosidade, ou por fazer aquilo que é em si mesmo pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras ou obras acerca de nossos negócios e recreações temporais. (…) Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais: o reclamar Ele para Si a propriedade especial do dia sétimo, o Seu próprio exemplo, e a bênção que Ele conferiu ao dia de descanso.”Em “Breve Catecismo de Doutrina Cristã”, P. 17–18. Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

  O primeiro que vai nos indicar algumas boas razões é o teólogo batista Pr. Nilson do Amaral Fanini, pregador do programa de televisão “Reencontro”, que enumera dois motivos para o quarto mandamento:
      “1. O Criador descansou. ‘E ao sétimo dia descansou’. Deus nos dá o exemplo de descanso.
      “2. É que Deus santificou um dia. ‘Portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.’ Isto é, Deus separou um dia para ser consagrado a ele. Portanto não temos o direito de usar aquilo que não é nosso. O dia é do Senhor. Quando usamos algo que não nos pertence, estamos sendo péssimos mordomos. Mas devemos santificar o tempo. Não basta assistirmos aos trabalhos da igreja. As demais horas do dia devem ser vividas santificadamente.”
    Em “Dez Passos Para Uma Vida Melhor”, p. 41.
  No comentário bíblico dos batistas Jamieson, Fausset e Brown, é declarado que:
      “…e repousou no dia sétimo — não para repousar de esgotamento pelo trabalho (veja Isaías 40:28), mas cessou de trabalhar, dando um exemplo, que equivale a um mandamento, para que nós também suspendamos toda classe de trabalho.
      “3. Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou. — fazendo uma distinção própria sobre os outros seis dias, demonstra que foi dedicado para fins sagrados. (…) É uma lei sábia e benéfica, pois proporciona aquele intervalo regular de descanso que requer a natureza física do homem e dos animais empregados em seu serviço, e a não observância do mesmo traz em ambos os casos uma decadência prematura.”
    P. 21. Grifos acrescentados.
   O Pr. Antonio Neves de Mesquita, Doutor em Teologia, e professor de seminários teológicos batistas de grande projeção, em seu livro “Estudo no Livro de Êxodo” ajuda na resposta:
      “Seria impossível a qualquer povo desenvolver espírito religioso sadio e moral alevantada sem que houvesse meios adequados. Ora, o sábado, forçando o descanso das coisas seculares e fazendo inclinar a mente para as divinas, relembrando as beneficências de Deus à raça, conseguiria manter em equilíbrio os dois poderes humanos: físico e moral. (…) O sábado é um elo unindo os homens a Deus por meio do culto, que ele faculta e desenvolve. (…) Podemos aferir grandemente a espiritualidade de um homem pelo respeito que ele tem pelo dia de descanso.”P. 163, 169–170. Grifos acrescentados.
  Catecismo Batista de 1855 (compilado por Charles H. Spurgeon):
      “49. Pergunta: Qual é o quarto mandamento?
      “Resposta: O quarto mandamento é: Êxodo 20:8–11. ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas’.”
      “50. Pergunta: O que se exige no quarto mandamento?
      “Resposta: O quarto mandamento exige que sejam reservados santos a Deus os tempos que Ele determinou em Sua Palavra, especialmente um dia completo dos sete, que deve ser um Sabbath santificado a Ele (Levítico 19:30).”
      “51. Pergunta: Como se deve santificar o Sabbath?
      “Resposta: O dia do Senhor deve ser santificado através de um descanso santo do dia inteiro, até mesmo de trabalhos e divertimentos mundanos que são certos nos outros dias (Levítico 23:3), e passar o tempo inteiro em adoração pública ou particular a Deus (Salmo 92:1–2), exceto nas obras necessárias de caridade (Mateus 12:11–12).”
    Esse catecismo pode ser visualizado no seguinte web site: http://www.luz.eti.br/do_catecismobatista1855.html (acessado a 23/08/07).

—> Igreja Metodista

  O bispo metodista E. O. Haven, por algum tempo presidente da Universidade de Michigan, afirma em sua obra “Pillars of Truth”, fazendo referência a Marcos 2:27, declara:
      “‘O sábado foi feito para o homem’; não para os hebreus, mas para todos os homens.”P. 88.

—> Igreja Católica

  Convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, para responder:
      “Este Preceito do Decálogo (o quarto mandamento) regula o culto externo, que devemos a Deus. (…) Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido, enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto externo. (…)
      “O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito, transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo.”
    Em “Catecismo Romano”, p. 434–435. Grifos acrescentados.
  O Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus quando praticam esse mandamento específico.

  Outra contribuição bastante proveitosa é de John L. Mckenzie:
      “O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee. 13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21–27…) .”Em “Dicionário Bíblico”, p. 810.
      “O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a santidade do sábado era uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7º dia ‘descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente elaborado em Gên. 1:1-2:4a”.Em “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, coluna 1340.

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MensagemAssunto: Jesus Violou o Mandamento do Sábado?   12/5/2007, 20:21


JESUS VIOLOU O MANDAMENTO DO SÁBADO?


  Existem leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. Esta tem sido uma perigosa heresia que se espalha por todo o mundo. Inclusive, pessoas mal-intencionadas têm se levantado dos púlpitos de suas igrejas e escrito folhetos, panfletos e apostilas, afirmando, categoricamente, que o Nosso Senhor Jesus Cristo transgrediu o mandamento do sábado! Até onde vai o conhecimento deles? Até onde isso é verdade? O que diz a Bíblia? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele seja o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a essência do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! Fica mais do que claro que Cristo pretendia confrontar os escribas e fariseus na maneira deles entenderem o mandamento sabático, e não combater o próprio mandamento em si. Desse modo o Senhor fez a reforma na observância do sábado, ensinando o verdadeiro sentido do mandamento.

  Agora, vejamos o que as mais variadas denominações cristãs tem a dizer oficialmente sobre esse assunto.


—>
Assembléia De Deus

  A “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD) publicou um livro comentando, brevemente, toda a Bíblia. Nele nós encontramos:
      O zelo dos fariseus não era pela Lei de Deus, mas das suas próprias tradições. Tinham tornado o dia de descanso em um dia cheio de preceitos e exigências absurdas. Jesus deliberadamente pisou-as, e estabeleceu o princípio de que ‘é lícito fazer bem no sábado’ (v.9).”S. E. McNair, “A Bíblia Explicada”, p. 355. Grifos acrescentados.
  Comentando sobre o capítulo 12 de Mateus, o Pr. Myer Pearlman escreveu isto:
      “O capítulo 12 registra a oposição dos fariseus a Jesus. Seus motivos para opor-se a Ele eram os seguintes: Sua origem humilde; Sua associação com os pecadores; e a Sua oposição às tradições. O capítulo 12 descreve a oposição vinda pela última razão mencionada.”Em Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 193.
  O famoso Pr. Myer Pearlman escreveu um comentário do Evangelho de João. Vejamos o que ele disse sobre João 5:15–20 (que é o texto preferido de muitos assembleianos que tentam frustradamente provar que Jesus “trabalhou” no sábado):
      “‘Mas Ele [Jesus] lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também’. Noutras palavras, Deus trabalha no sábado, sustentando o universo, comunicando vida, abençoando os homens, respondendo as orações.”Em “João — Ouro Para Te Enriquecer”, p. 59.

—> Igreja Presbiteriana

  Num livreto, intitulado “ABC Doutrinário do Candidato à Publica Profissão de Fé”, de autoria do insigne hebraísta Guilherme Kerr, encontramos o seguinte:
      Jesus condenou a tradição que os judeus acrescentaram à Lei de Deus”.P. 19. Grifos acrescentados.
   O erudito bíblico John D. Davis, autor presbiteriano de um dos mais famosos dicionários bíblicos que já alcançou várias edições, responde:
      “No tempo de Cristo, os fariseus aplicavam a lei do descanso aos atos mais triviais da vida, proibindo muitas obras de necessidade e misericórdia. Acusaram a Jesus por fazer curas em dia de Sábado, ao mesmo tempo em que achavam lícito retirar o boi, o animal, ou a ovelha que tivesse caído dentro de um poço. Também julgavam necessário levar os animais a beber, como em qualquer outro dia da semana, Mat. 12:9–13; Luc. 13:10–17. E não eram somente as curas feitas em dia de Sábado que eles condenavam. Quando os discípulos de Jesus passavam pelas searas e colhiam espigas, e machucando-as nas mãos as comiam, porque tinham fome, os fariseus os censuraram, como se fosse essencialmente o mesmo trabalho de fazer colheitas e moer o trigo. A isto nosso Senhor deu uma notável resposta”.Em “O Novo Dicionário da Bíblia”, p. 520.
  O escritor presbiteriano Ludugero Braga, no “Manual dos Catecúmenos”, escreveu o seguinte:
      “Cristo era israelita e veio para cumprir a lei. Portanto, ele tinha, como bom israelita, de guardar o sétimo dia. Ele guardou-o, porém, no espírito da lei e não da letra, pelo que os fariseus O acusaram de não observar o sábado (João 9:16). (…) Jesus disse que Ele é Senhor até do sábado (Mat. 12:8). Isto Ele disse por causa do literalismo e fanatismo farisaicos. (…) Jesus declarou que ‘o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado’(Mar. 2:27), isto é, o dia de descanso é para beneficiar o homem. Em Mat. 12:1–8, encontramos os fariseus censurando a Cristo e Seus discípulos, porque não guardavam o sábado à moda farisaica.”P. 163–165. Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

  A resposta batista a esta questão vem do famoso escritor Pr. Enéas Tognini, que diz:
      Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo.”Em “Jesus e os Dez Mandamentos”, p. 39. Grifos acrescentados.
  Da obra batista “O Novo Dicionário da Bíblia” nós lemos estas esclarecedoras palavras:
      “Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. (…) Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. (…) Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais.”P. 1422. Grifos acrescentados.
  Carlos H. Spurgeon, o príncipe dos pregadores batistas, em sua obra “Perpetuity of the Law of God” (Eternidade da Lei de Deus), afirma:
      Jesus não veio mudar a lei, mas sim explicá-la, e isto mostra que ela permanece; pois não há nenhuma necessidade de explicar aquilo que foi ab-rogado. (…) Ao assim explicar a lei Ele a confirmou; Ele não poderia ter intenção de aboli-la, do contrário não precisaria interpretá-la. (…) Que o Mestre não veio alterar a lei é claro, porque depois de incorporá-la à Sua vida, voluntariamente Se deu a Si mesmo para levar-lhe a penalidade, embora jamais a houvesse transgredido, pagando a penalidade por nós, como está escrito: ‘Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós.’ (…) Se a lei houvesse exigido de nós mais do que deveria ter feito, teria o Senhor Jesus pago por ela a penalidade que resulta de seus tão severos preceitos? Estou certo de que não o faria. Mas pelo fato de a lei pedir apenas aquilo que deve pedir, isto é, perfeita obediência, e exigir do transgressor somente aquilo que deve exigir, a saber, morte como penalidade pelo pecado — por essa razão o Salvador foi para o madeiro, e ali morreu por nossos pecados e os expiou de uma vez por todas.”P. 4–7.
  Diz o famoso escritor batista Pr. Enéas Tognini em sua obra “Jesus e os Dez Mandamentos”:
      “O quarto mandamento proíbe as atividades materiais, seculares. Por outro lado, ordena na palavra ‘santificar’ um trabalho espiritual, um serviço dedicado ao Senhor. Jesus cumpriu à risca as duas partes da prescrição legal. Ele não violou o mandamento divino como foi acusado pelos Judeus; o que Ele fez foi não ajustar-Se às fórmulas exteriotipadas dos acréscimos engendrados pelas tradições humanas em torno de um mandamento tão simples e tão claro. (…) Jesus, portanto estava certo, e mais do que certo quanto à guarda do sábado e não os seus gratuitos opositores. (…)
      “Sobre o oceano de confusão agitado pela celeuma farisaica sobre o quarto mandamento, uma coisa paira mais alto e de modo inconfundível: é como Jesus guardou o sábado. Pelo menos três coisas vitais, importantes Jesus fez no sábado: 1) Nem Jesus, nem Seus discípulos fizeram no sábado qualquer trabalho secular; 2) foi regular, sistemática e costumeiramente à sinagoga, onde Se entregava às atividades divinas; 3) Gastou sempre as horas do sábado pregando o Evangelho, como se pode verificar de Lucas 4:16 e Marcos 1:21–39; a curar os enfermos, os coxos, os aleijados, os endemoninhados…”
    P. 42–43. Grifos acrescentados.
  E o fervoroso evangelista Dwight L. Moody também afirma:
      “Cristo guardou a lei. Se a tivesse alguma vez quebrado, teria que morrer por Si mesmo; mas porque era Cordeiro imaculado e incontaminado, Sua morte propiciatória é eficaz para vós e para mim. Não tinha pecado próprio pelo qual expiar, de maneira que Deus Lhe aceitou o sacrifício. Cristo é o fim da lei para justiça de todo aquele que crê. Somos justos aos olhos de Deus porque a justiça divina que é pela fé em Jesus Cristo, é para todos e por todos os que crêem.”Em “Weighed and Wanting” (Pesado e achado em falta), p. 123–124. Veja as notas nas p. 322–323, 329 e 335.

—> Igreja Congregacional

  No “The Works of President Edwards” há estas declarações relacionadas ao sábado:
      “Outro argumento da perpetuidade do sábado, nós o temos em Mateus 24:20: ‘Orai para que vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado.’ Cristo está falando aqui da fuga dos apóstolos e outros cristãos de Jerusalém e da Judéia, justamente antes de usa destruição, conforme está claro em todo o contexto. (…) Entretanto, está explícito nessas palavras do Senhor, que mesmo os cristãos que vivessem nessa época estavam sujeitos a uma estrita obediência ao sábado.”Ed. reimpressa de Worcester (1848), vol. 4, p. 621–622. Grifos acrescentados.

—> Igreja Católica

  Antes de poder compreender quais as atitudes de Cristo relativo ao sábado, o “Dicionário de Teologia”, editado por Heinrich Fries, publicado pelas “Edições Loyola” (católica), faz um prévio esclarecimento sobre o que aconteceu com o mandamento da lei de Deus:
      “Os escritos apócrifos e sobretudo os rabínicos apresentam uma interpretação exageradamente severa do descanso do sábado, perdendo-se um uma casuística sutilíssima e transformando o ‘sábado maravilhoso’ (Isa. 58:13) num peso insuportável. (…) Jesus opôs energicamente às interpretações extremamente escrupulosas dos escribas e fariseus, e mais de uma vez provocou propositalmente discussões sobre este ponto (Mat. 12:10-14; Luc. 13:10-17; 14:1-6; João 5:8-18). (…) Jesus considerava o mandamento do sábado com grande liberdade interior, e recusava resolutamente aquela rigorosa observância que escribas e fariseus exigiam.”Vol. 3, p. 134 e 115.
  Agora, o que dizem oficialmente os líderes católicos sobre Jesus ter transgredido o sábado? Vejamos o que diz o “Catecismo da Igreja Católica”:
      “O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca profana a santidade desse dia. (Cf. Mar. 1:21; João 9:16). Dá-nos com autoridade a sua autêntica interpretação”.P. 495. Grifos acrescentados.
  Do conhecido “Dicionário Bíblico”, de John L. Mckenzie, publicado pelas “Edições Paulinas” (católica), extraímos a seguinte nota:
      “O próprio Jesus guardava o sábado de modo razoável e ocasionalmente ensinava nas sinagogas no sábado (Mar. 6:2; Luc. 4:16,31).”P. 810. Grifos acrescentados.
  Do que vimos, mesmo sendo acusado, pelos ESCRIBAS e FARISEUS da Sua época, e por alguns RELIGIOSOS modernos, o Catecismo assegura que “JESUS NUNCA PROFANA A SANTIDADE DESSE DIA”!

  Uma valiosa contribuição de John L. Mckenzie, no seu “Dicionário Bíblico”, nos reforça a compreensão desse assunto, quando registra:
      “Sem rejeitar a observância do sábado no seu conjunto, Jesus salienta que as práticas rabínicas eram meras interpretações humanas do preceito, que é basicamente para o bem humano.”P. 811.

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MensagemAssunto: Como a Cristandade Interpreta Colossenses 2:16?   12/5/2007, 20:25


COMO A CRISTANDADE INTERPRETA COLOSSENSES 2:16?


—> Assembléia De Deus

  O Pr. Myer Pearlman, professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, que foi por muitos anos o orador do Programa de Rádio “A Voz das Assembléias de Deus”, responde apropriadamente a esta questão quando escreve:
      “A sua relação com a Lei Cerimonial (vers. 15, 16). As festas, os dias santos e outras observâncias cerimoniais judaicas não passam de símbolos e figuras representando Cristo. Agora, desde que Cristo cumpriu os símbolos, os mesmos tornam-se desnecessários.”Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 293. Grifos acrescentados.

—> Igreja Presbiteriana

  O ministro e comentador presbiteriano Dr. Albert Barnes, assim comenta Colossenses 2:16 e 17:
      “A palavra ‘sábado’ no Antigo Testamento, é aplicada não somente ao sétimo dia, mas a todos os outros dias de repouso sagrado que eram observados pelos hebreus, e particularmente ao começo e encerramento de suas grandes festividades. Há, certamente, referência a esses dias nesse lugar, visto que a palavra é usada no plural e o apóstolo não se refere particularmente ao assim chamado sábado, propriamente.
      “Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório à humanidade.
      “Se ele tivesse escrito a palavra ‘o sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais devia ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei Cerimonial e típica, e não a lei Moral, ou os Dez Mandamentos.
      “Nenhuma parte da lei Moral — nenhum dos Dez Mandamentos — poderia ser referida como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da Lei Moral, de obrigação perpétua e universal.”
    Em “Notes on the New Testament”, tit. 7, p. 267. Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

  Da obra publicada pelos batistas, “Comentario Exegetico y Explicativo de La Bíblia”, por Roberto Jamieson, A R. Fausset e David Brown, estudiosos fundamentalistas, assim Colossenses 2:16 e 17 é comentado:
      “‘SÁBADOS’ referem-se ao dia da Expiação e festa dos Tabernáculos que chegaram ao fim com os cultos judaicos a que pertenciam (Levíticos 23:32, 37 e 39). O sábado semanal repousa em base mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da Criação em seis dias. Levíticos 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’, de outro sábados. Um preceito positivo é ordenado por ser necessário e cessa de ser obrigatório quando ab-rogado; porém o preceito moral é ordenado eternamente, porque é eternamente necessário.”Tomo 2, p. 520. Ver também em “Estudo no Livro de Êxodo”, p. 163, 169–170. Grifos acrescentados.
  E a importante declaração do Dr. A. H. Strong sobre Col. 2:16 e 17 em “Systematic Theology”:
      “Percebemos… a importância e o valor do sábado, como comemorativo do ato divino da Criação e, necessariamente da personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como o memorial estabelecido de Sua atividade criadora. A instituição do sábado é antedata ao decálogo e forma uma parte da lei moral. Feito na criação, ele se aplica ao homem em toda a parte e em época, em seu atual estado de criatura. (…) Nem nosso Senhor nem Seus apóstolos ab-rogaram o sábado do Decálogo. A nova dispensação anulou as prescrições mosaicas relativas à maneira de guardar o sábado, mas continua reafirmando sua observância como de origem divina necessária à natureza humana. Nem tudo na lei mosaica foi abolido por Cristo… Cristo não cravou na cruz mandamentos do Decálogo.”P. 408–409. Grifos acrescentados.

—> Igreja Metodista

  Na discussão sobre o sentido dos “sábados” de Colossenses 2:16, eis como o erudito metodista Adam Clarke se manifestou em seu autorizado comentário bíblico, adotado oficialmente pela Igreja Metodista:
      “‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’ — O apóstolo aqui se refere a algumas particularidades do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como as Luas novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravos na cruz, e não mais eram de obrigação moral. Não há aqui indicação de que o sábado fosse abolido, ou que sua obrigação moral fosse superada pelo estabelecimento do cristianismo. Demonstrei em outra parte que ‘Lembra-te do dia do sábado para o santificar’ é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser superado senão pela finalização do tempo. Como ele é um tipo daquele repouso que resta para o povo de Deus, de perene felicidade, deve continuar em pleno vigor até que a eternidade surja; pois nenhum tipo jamais cessa antes que o antítipo surja. Além disso, não está claro se o sábado a que o apóstolo se refere nesse lugar é o judaico ou o cristão; seu ‘sabbaton’ de sábados ou ‘semanas’, mais provavelmente se referia às suas ‘festas das semanas’, das quais muito já foi dito nas notas sobre o Pentateuco.”Traduzido do inglês. Grifos acrescentados.
  E reforçando o que já foi afirmado acima, que o sábado é mandamento de caráter moral, não cerimonial, as palavras do famoso e abalizado comentarista bíblico metodista cabem bem aqui, ao comentar a lei dos Dez Mandamentos em Êxodo 20:
      “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, ou parte deles, pode… ser considerado cerimonial. Todos são morais e, conseqüentemente, de eterna obrigação”.Em “Adam Clarke’s Commentary”, vol. 1, (sobre Êx. 20). Grifos acrescentados.

—> Igreja Congregacional

  O Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico da Igreja Congregacional, autor de uma ótima apologia à moralidade do princípio sabático, declara:
      Apela-se a passagens tais como Colossenses 2:16: ‘Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. E Romanos 14:5: ‘Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. Cada um de nós, contudo, sabe que as igrejas apostólicas viviam grandemente atribuladas pelos judaizantes, os quais insistiam em que a lei mosaica continuava em vigor, e que os cristãos eram obrigados a conformar-se às suas prescrições acerca da distinção entre alimentos limpos e impuros, bem como a seus numerosos dias de festa, nos quais todo trabalho tinha de ser interrompido. Esses eram os falso mestres e essa era a falsa doutrina contra a qual muitas das epístolas de Paulo se dirigiam. É uma óbvia referência a tais homens e suas doutrinas que passagens como as supracitadas foram escritas. Elas não fazem nenhuma referência ao Sábado semanal, o qual fora observado desde a criação, e o qual os próprios Apóstolos introduziram e perpetuaram na Igreja Cristã.”Em “Teologia Sistemática”, p. 1269.

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MensagemAssunto: O Princípio Sabático Pode Ser Reiterpretado?   12/6/2007, 03:55


O PRINCÍPIO SABÁTICO PODE SER REITERPRETADO?


  Alguns acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10). Mas vejamos o que os teólogos das mais variadas denominações cristãs dizem a respeito disso.


—>
Assembléia De Deus

  Os assembleianos infelizmente fazem sua apologia à guarda do domingo, como é expresso pelos escritos do Prof. Carlos Schimdt Costa, que assim argumenta:
      “Deus, o pai, tinha um plano, a criação do mundo, e o cumpriu em sete dias… Cristo o filho, também veio para cumprir um plano traçado pelo pai, o plano da Redenção da Humanidade, que… só se cumpriu no dia da sua ressurreição”.Em “Porque não guardamos o Sábado”, artigo do “Missão Ômega”, página assembleiana da web que pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.iadgpuava.com.br/noticias/noticias.asp?id=246 (acessado a 26/11/2007).
  O raciocínio do Prof. Carlos Schimdt Costa é igual ao de todas as outras denominações que guardam o domingo como “sábado cristão”:
      “Sábado, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não significa literalmente sétimo dia, e sim, dia de descanso, e por providência divina, no calendário universal”.Idem. Grifos acrescentados.
  Ou seja, ele diz que o “sábado” do cristão é uma “providência divina, no calendário universal”, mas “não significa literalmente sétimo dia”, para depois terminar sua apologia ao domingo aplicando o princípio sabático ao primeiro dia da semana:
      “…tornou-se o Domingo o dia do Senhor, e nós os cristãos, o temos como o dia de descanso.
    “Em resumo, nós consideramos o primeiro dia da Semana (como o santo Dia do Senhor) e não o sétimo, por ser o dia da nossa redenção.”
    Ibidem. Grifos acrescentados.

—> Igreja Presbiteriana

  Vemos claramente a vigência do princípio sabático na posição oficial presbiteriana expressa em “Westminster Confession of Faith” (Confissão de Fé de Westminster), mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia da semana:
      “VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus particularmente designou um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
      “VIII. Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.”
    Cap. XXI, “Do Culto Religioso e do Domingo”. Grifos acrescentados.
  Posição oficial que é confirmada no “Catecismo Maior”:
      “Pergunta 116. Que se exige no quarto mandamento?
      “R: No quarto mandamento exige-se que todos os homens santifiquem ou guardem santos para Deus todos os tempos estabelecidos, que Deus designou em sua Palavra, expressamente um dia inteiro em cada sete; que era o sétimo desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, e o primeiro dia da semana desde então, e há de assim continuar até ao fim do mundo; o qual é o sábado cristão, e que no Novo Testamento se chama Dia do Senhor. — Ref.: Is 56.2,4,6,7; Gn 2.3; I Co 16.2; Jo 20.19–27; Ap 1.10.”
    Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

  Vemos claramente a vigência do princípio sabático na posição oficial batista expressa em “New Hampshire Confession of Faith” (Confissão de Fé de New Hampshire), mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia da semana:
      “XV. DO SÁBADO CRISTÃO
    Cremos que o primeiro dia da semana é o dia do Senhor, ou o sábado cristão; e deve ser mantido sagrado para propósitos religiosos, pela abstenção de todo o labor secular e recreações pecaminosas; pela observância devota de todos os meios de graça, tanto privado quanto público; e pela preparação para aquele repouso que restará para o Povo de Deus.”
    Art. XV. Grifos acrescentados.
  Posição oficial que confirma a confissão de fé batista de 1689:
      “Por instituição divina, é uma lei universal da natureza que uma proporção de tempo seja separada para a adoração a Deus. Por isso, em sua Palavra — através de um mandamento explícito, perpétuo e moral, válido para todos os homens, em todas as eras — Deus determinou que um dia em cada sete lhe seja santificado, como dia de descanso. Desde o começo do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia era o último da semana; e, desde a ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, que é chamado ‘Dia do Senhor’. A guarda desse dia como sábado cristão deve continuar até o fim do mundo, pois foi abolida a observância do último dia da semana.”Em “Adoração religiosa e o dia do Senhor — Confissão de fé Batista de 1689”, cap. 22. Grifos acrescentados.
  E o tópico VIII da “Mensagem de Fé Batista” declara:
      O primeiro dia da semana é o dia do Senhor. É uma instituição cristã para ser observada regularmente. Comemora a ressurreição de Cristo dentre os mortos e deve ser empregado no exercício do culto e da devoção espiritual, tanto pública como privada, para refrear as diversões mundanas e para o descanso do trabalho secular, exceto o trabalho de necessidade e de misericórdia.”

—>
Igreja Luterana

  Vemos claramente a vigência do princípio sabático na posição oficial luterana expressa em seus catecismos e confissões de fé, mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia:
      “67. Que confessamos a respeito do dia do Senhor?
      “R. O Sábado (leia-se sétimo dia) pertencia à lei judaica; o dia do Senhor para os cristãos é o domingo, por ser o dia da ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo.
      “Expl. O acontecimento mais importante para a fé cristã é a ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, desde seus primeiros dias de existência a Igreja passou a guardar o domingo — o dia de vitória, a vitória de Cristo sobre o mal e sobre a morte; é um dia de descanso, porque simboliza o descanso final e feliz na presença de Deus.
      “Texto: I Cor 16.2; Mc 16.9; Rm 14.5”
    Em “Catecismo de Heidelberg” (ed. de 1548). Grifos acrescentados.
  Ainda diz o “Catecismo de Heidelberg” (1563):
      “103. O que Deus ordena no quarto mandamento?
      “R. Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos (1Co 9:13,14; 1Tm 3:15; 2Tm 2:2; 2Tm 3:14,15; Tt 1:5) , e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso (Lv 23:3; Sl 40:9,10; Sl 122:1; At 2:42,46) , para conhecer a palavra de Deus (1Co 14:1,3; lTm 4:13; Ap 1:3) , para participar dos sacramentos (At 20:7; 1Co 11:33), para invocar publicamente ao Senhor Deus (1Co 14:16; 1Tm 2:1–4) e para praticar a caridade cristã para com os necessitados (Dt 15:11; 1Co 16:1,2; 1Tm 5:16). Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno (Hb 4:9,10).”
    Grifos acrescentados. Esse catecismo pode ser encontrado no seguinte web site: http://www.cprf.co.uk/articles/heidelberg_portugal.htm (acessado a 11/09/2007).

—> Igreja Metodista

  Mesmo que aplicando o sábado ao primeiro dia da semana, vemos claramente a defesa da vigência do princípio do quarto mandamento, como diz o Rev. Mauro Sérgio Aiello em seu artigo especializado “O Dia Santo”:
      “O quarto mandamento é claro: de sete dias que compõem a semana, um deve ser separado e totalmente dedicado ao Senhor. (…)
      “A Igreja de hoje faz muitas concessões. Hoje algumas poucas horas de Culto Matutino, Escola Bíblica Dominical, Culto Noturno, já são considerados os eventos que rotulamos como Dia do Senhor. Alguns escolhem em sua agenda qual dessas atividades vai optar e reduzem o Dia do Senhor a apenas isso. Outros, lamentavelmente, nem isso fazem. Usam os outros seis dias e ainda negligenciam o Dia do Senhor, usando-o para seu bel prazer. Por isso a história da Igreja tem mostrado que, quando isso acontece, ela perde sua força, e sua atividade evangelística se enfraquece.”

—>
Igreja Congregacional

  Vemos claramente a vigência do princípio sabático na posição oficial congregacionalista expressa na “Declaração de Savóia”, a qual é uma leve revisão da “Confissão de Fé de Westminster” (ver capítulo “A Espiritualidade de John Owen”, em J. I. Packer, “Entre os Gigantes de Deus”, p. 209.), mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia da semana:
      “VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus particularmente designou um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
    Êx.20:8–11; Gn.2:3; I Co.16:1–2; At.20:7; Ap.1:10; Mt.5:17–18.
      “VIII. Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.
    Êx.16:23–26,29–30, e 31:15–17; Isa.58:13; Ne.13:15–19,21–22; Is.58:13; Mt.12:1–13.”
    Cap. XXI, “Do Culto Religioso e do Domingo”. Grifos acrescentados.

—> Igreja Anglicana/Episcopal

  O anglicano Dr. William E. Gladstone, que por alguns anos foi primeiro ministro da Inglaterra, faz as seguintes observações em seu “Later Gleanings”:
      O sétimo dia da semana foi destituído de seus títulos de observâncias religiosas obrigatórias, e suas prerrogativas foram transferidas para o primeiro dia, não por algum direto preceito das Escrituras.”P. 342. Grifos acrescentados.
  Outro documento oficial da Igreja Anglicana ou Episcopal é o “Explanation of Catechism”, que assim afirma:
      O dia agora foi mudado do sétimo para o primeiro… (mas) não encontramos nenhuma determinação Bíblica para tal mudança; devemos concluir que (essa mudança) foi feita pela autoridade da Igreja.”Grifos acrescentados.

—> Igreja Católica

  Sobre a mudança do sábado para o domingo feita pela “autoridade” da Igreja Católica, o Para João Paulo II decalra o seguinte na carta apostólica Dies Domini:
      Compreende-se, assim, porque era justo que os cristãos, anunciadores da libertação realizada pelo sangue de Cristo, se sentissem autorizados a transpor o significado do sábado para o dia da ressurreição.”Inciso 63.

      “62. Assim, se é verdade que, para o cristão… ele deverá lembrar-se que permanecem válidos os motivos de base que obrigam à santificação do « dia do Senhor », fixados pela solenidade do Decálogo, mas que hão-de ser interpretados à luz da teologia e da espiritualidade do domingo”.
    Idem, inciso 62.

_________________
Escute as minhas palavras e preste atenção em tudo o que vou dizer… Darei a minha opinião com franqueza; as minhas palavras serão sinceras, vindas do coração. (Jó 33:1,3)


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MensagemAssunto: A Bíblia Ensina a Guarda do Domingo no Lugar do Sábado?   12/6/2007, 04:02


A BÍBLIA ENSINA A GUARDA DO DOMINGO NO LUGAR DO SÁBADO?


—> Assembléia De Deus
      “A falta de probidade intelectual neste assunto é deveras deplorável, mas que deverá pensar o estudante confiado a respeito desta afirmação em que o sábado judaico é identificado com o domingo cristão: — ‘Depois da ressurreição de nosso Senhor, passou-se a observar o primeiro dia da semana, em vez do sétimo, como sábado, em comemoração de Sua ressurreição dos mortos’? Temos ouvido muito acerca de ficções lícitas, aqui porém temos uma ficção religiosa que ultrapassa as mais ousadas ficções lícitas… Que o sábado judaico e o domingo cristão são dois dias diferentes, está suficientemente comprovado pelo fato de que durante um longo tempo depois da morte de Jesus os cristãos observaram ambos os dias, não lhes ocorrendo confundir esses dois dias, tão pouco como a nós o confundir o natal com a festa de 4 de julho. (…) O primeiro era observado no sétimo dia, e na manhã seguinte os cristãos celebravam uma reunião simples, entregando-se depois aos diversos cuidados e prazeres do dia, como soíam fazer num outro dia qualquer.”Extraído de “The Forum”, por J. W. Chadwick, vol. 14, p. 543–544.
  Um dicionário teológico, preparado pelo teólogo Dr. Charles Buck, afirma:
      “Sábado, na língua Hebraica, significa ‘cessar’, e é o sétimo dia da semana… e devemos confessar que não há lei alguma, no Novo Testamento, com relação ao primeiro dia.”P. 403, art. “O Sábado”.

—> Igreja Presbiteriana

  Em seu livro “The Ten Commandments”, diz o presbiteriano Dr. R. W. Dale:
      “Está claro que, embora guardemos o domingo rigorosa ou devotamente, não estamos observando o sábado. (…) O sábado foi instituído por uma ordem específica e divina. Não podemos apoiar-nos em nenhuma ordem dessa natureza relacionada com a obrigação de guardar o domingo. (…) Não há, no Novo Testamento, uma única sentença indicando que estamos sujeitos a qualquer penalidade por violação à suposta santidade do domingo. No repouso dominical, não entra a lei divina.”P. 127–129. Grifos acrescentados.
  Na obra “Theology Explained and Defended”, do presbiteriano Timothy Dwight, lemos:
      “O Sábado cristão (domingo) não se encontra nas Escrituras, e não era chamado ‘o sábado’ pela igreja primitiva.”Ed. de 1818, vol. 4, nº 107, p. 49. Grifos acrescentados.
  O Dr. William D. Killen, teólogo presbiteriano de renome, afirma:
      “No intervalo entre os dias dos apóstolos e a (suposta) conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou de aspecto… Ritos e cerimônias, das quais nem Paulo nem Pedro jamais ouviram, entraram sub-repticiamente em uso e depois reclamaram o direito de serem consideradas instituições divinas. Funções para as quais os primitivos discípulos não podiam encontrar nenhum lugar, e títulos que para eles teriam sido completamente ininteligíveis, começaram a reclamar atenção a ser chamados apostólicos.”D. D., “The Ancient Church”, Prefácio da ed. original, p. 16.
  O Dr. N. Summerbell, autor presbiteriano, faz esta declaração em sua obra “History of the Christians”:
      “Ela (a Igreja Católica) subverteu o quarto mandamento, dispensando o sábado da palavra de Deus e substituindo-o pelo domingo, como dia santificado.”P. 418. Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

  O Rev. Joseph Judson Taylor, famoso ministro da Igreja Batista, faz esta declaração em “The Sabbath Question”:
      “Neste ponto (o sábado) o ensinamento da Palavra tem sido admitido em todas as gerações.”
      “Nenhuma vez os discípulos aplicaram a lei sabática ao primeiro dia da semana. Esta loucura realizou-se num tempo posterior. Nem pretendiam que o primeiro dia suplantasse o sétimo.”
    P. 17 e 41. Grifos acrescentados.
  O Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Batista, fez perante um grupo de ministros, na “Convenção Ministerial Batista”, em New York, no dia 13 de novembro de 1893, a seguinte declaração:
      “Havia e há um mandamento para santificar-se o Sábado, mas esse Sábado não era o domingo. Sem impedimento pode-se dizer, com mostras de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo ao primeiro dia, com todos os seus deveres, privilégios e santidades. Com ardente ansiedade, buscando informações sobre este assunto que tenho estudado durante muitos anos, pergunto: onde pode encontrar-se o arquivo desta transação? Não no Novo Testamento, absolutamente não. Não há evidência bíblica quanto à mudança do sábado do sétimo para o primeiro dia da semana.
      “Desejo dizer que esta questão do sábado, deste ponto de vista, é o problema mais grave e desconcertante relacionado com as instituições cristãs, que presentemente chama a atenção dos cristãos; e a única razão por que o mundo cristão tem permanecido satisfeito com a convicção de que alguma ocasião, no começo da história cristã, foi feita uma mudança. (…)
      “Parece-me inexplicável que Jesus, durante três anos de discussões com Seus discípulos, em muitas oportunidades conversando com eles sobre o sábado, abrangendo seus vários aspectos, livrando-o de todo seu falso brilho (supertições farisaicas), nunca aludiu à transferência desse dia; nem tampouco, durante os quarenta dias após Sua ressurreição, o insinuou. Também, tanto quanto sabemos, o Espírito Santo que lhes foi dado para recordar todas as coisas que Ele lhes havia dito, não tratou deste assunto. Também não o fizeram os inspirados apóstolos, ao pregarem o evangelho, estabeleceram igrejas, aconselharem e instruírem as já estabelecidas, discutirem ou tratarem desse assunto.
      “É claro que sei perfeitamente ter o domingo entrado em uso, como dia religioso, na história da Igreja cristã… Mas é lamentável que tenha vindo com uma marca do paganismo e batizado com o nome de ‘dia do Sol’, então adotado e santificado pela apostasia papal e vindo como um legado sagrado ao protestantismo.”
    Grifos acrescentados.
  Três dias depois o “The Watchman Examiner” (órgão batista de New York) fez menção desse discurso, descrevendo o intenso interesse manifestado pelos ministros presentes, e a discussão que se seguiu a sua apresentação:
      As Escrituras não denominam, em nenhum lugar, ao primeiro dia da semana como sábadoNão há autorização bíblica para fazê-lo, nem por lógica, ou por alguma obrigação bíblica.”Grifos acrescentados.
  E por fim, o Dr. John Dowling, que por vários anos foi pastor de uma igreja batista na cidade de New York, afirma o seguinte em sua obra “History of Romanism”:
      “‘A Bíblia e a Bíblia somente!’ Não tem nenhuma importância, na opinião de um protestante genuíno, quão cedo uma doutrina se tenha originado, se ela não é encontrada na Bíblia. (…) Portanto, se uma doutrina for proposta para ser por ele aceita, pergunta ela: ‘Encontra-se ela na Palavra de Inspirada? Foi ela ensinada por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos?’ Se eles nada sabiam a seu respeito, não lhe importa se ela é encontrada na pasta bolorenta de algum antigo visionário do terceiro ou quarto século, ou se brota da imaginação fértil de algum moderno visionário do século dezenove; se não for encontrada nas Sagradas Escrituras, não apresenta ela nenhuma reivindicação válida para ser aceita como artigo de seu credo religioso. (…) Aquele que aceita uma doutrina sequer (o domingo), baseada na simples autoridade da tradição, tenha ele o nome que tiver, ao assim proceder, desce da rocha do protestantismo, transpõe a linha que separa o protestantismo do papado e não pode apresentar nenhuma razão válida porque não aceita todas as doutrinas e cerimônias mais antigas do romanismo, com base na mesma autoridade.”13ª ed., p. 67–68.
  O domingo encontra-se na Palavra Inspirada? Foi o domingo ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos? Se a guarda do domingo “não for encontrada nas escrituras, não apresenta nenhuma reivindicação válida para ser aceita”. Do contrário, no caso, a afirmação “A Bíblia e a Bíblia somente!” está sendo descartada por essa doutrina que “transpõe a linha que separa o protestantismo do papado”.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]


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MensagemAssunto: CONTINUAÇÃO   12/6/2007, 04:03

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

—>
Igreja Luterana

  O Dr. H. Gunkel, da Igreja Luterana, em “Zum religionsgesch. Verstaendnis des N.T.”, diz:
      A admissão do domingo pelos cristãos primitivos é… um sintoma muito importante de que a igreja primitiva foi diretamente influenciada por um sentimento que não se originou no evangelho, nem no Antigo Testamento, mas em um sistema religioso desconhecido para ela.”P. 76. Grifos acrescentados.
  George Sverdrup, numa entrevista para o jornal luterano “A New Day”:
      “Como não foi possível produzir um só lugar nas Sagradas Escrituras que testifique que o Senhor mesmo ou os apóstolos ordenaram uma transferência do sábado para o domingo, então não era fácil responder à pergunta: ‘Quem transferiu o sábado e quem tem autoridade de fazê-lo?’”
  Carlstadt, um dos primeiros reformadores e amigo íntimo de Lutero, tentou trazer a reforma do sábado do sétimo dia naquela época:
      “Carlstadt defendeu a divina autoridade do sábado do Velho Testamento.”Dr. Barnes Sears, “Life of Luther” (Vida de Lutero), p. 147.

  E Martinho Lutero, em seu “Agaist the Celestial Prophets”, declara:
      “Em verdade, se Carlstadt escrevesse mais acerca do sábado, o domingo logo teria que lhe ceder o lugar, e o sábado ser santificado.”Citado em “Life of Martin Luther in Pictures”, p. 147.
  O ensino oficial da Igreja Luterana, em seu “Confisson de Foi d’Augsburg” (Confissão de Fé de Augsburgo), assim declara:
      “A observância do Dia do Senhor (domingo) não assenta em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da Igreja. (…)
      “Eles (os Católicos) alegam que o sábado foi mudado para o domingo, o dia do Senhor, contrariamente o Decálogo; como é evidente, não existe exemplo algum de maior jactância do que a mudança do sábado. Grande, dizem eles, é o poder e autoridade da Igreja (Católica), visto haver omitido um preceito do decálogo, alterando os mesmos.”
    Em “Augsburg Confession of Faith”, art. XXVIII. Ver Philip Schaff, “The Creeds of Christendom” (ed. 4), vol. 3, p. 63 e 64, tradução da parte 2, art. 7, “Do Poder Eclesiástico”, da Confissão de Fé de Augsburgo. (O artigo 28 da Confissão é o art. 7 da parte 2). Citado em “Cox’s Sabbath Manual”, p. 287. Grifos acrescentados.
  O Dr. Philip Schaff, teólogo e historiador eclesiástico, declara sobre a “Confissão de Augsburg”:
      “A Confissão de Augsburgo foi a primeira e a mais famosa das confissões de fé evangélica. Ela expressou clara e totalmente, de forma sistemática, os principais artigos de fé pelos quais se batiam Lutero e seus companheiros havia já treze anos, desde o protesto levantado contra o tráfico das indulgências. Pelos seus méritos intrínsecos e suas origens históricas, ela tomou-se o principal padrão doutrinário da Igreja Luterana. (…) Excluindo-se o prefácio e o epílogo, a Confissão consiste de duas partes, uma positiva e dogmática, outra negativa e um tanto polêmica, ou melhor, apologética. A primeira refere-se principalmente a doutrinas, a segunda a cerimônias e instituições. A primeira parte apresenta em vinte e um artigos… as doutrinas defendidas pelos evangélicos luteranos. A segunda parte rejeita em sete artigos os abusos de Roma que foram considerados mais objetáveis e que foram realmente corrigidos pelas igrejas luteranas.”Em “History of the Christian Church”, vol. 7, p. 707–713. Philip Schaff foi presidente da comissão revisora da Bíblia em Inglês e editor da versão americana da Enciclopédia de J. Herzog. (J. N. Andrews e L. R. Corandi, “The History of the Sabbath”. p. 836).

—> Igreja Metodista

  O Dr. Harris Franklin Rall faz esta declaração no “Christian Advocate”:
      “Vejamos a questão do Domingo… não há nenhuma passagem dizendo aos cristãos para observarem este dia.”2 de julho de 1942.
  No “Theological Compendium Improved”, do Rev. Amos Binneyas, ocorrem estas afirmações:
      “É certo não haver um mandamento positivo para o batismo infantil… Tampouco há algum para guardar como santo o primeiro dia da semana. Muitos crêem que Cristo mudou o sábado. Mas, em Suas próprias palavras, vemos que não veio com este propósito. Aqueles que crêem que Jesus mudou sábado baseiam-se apenas numa suposição.”Ed. de 1902, p. 180-181. Grifos acrescentados.

—> Igreja Congregacional

  O Dr. Layman Abbot, congregacionalista, faz esta declaração no “Christian Union”:
      “A noção atual, de que Cristo e Seus apóstolos, autoritariamente, substituíram o sétimo dia pelo primeiro dia, é absolutamente sem autoridade no Novo Testamento.”26 de junho de 1890.

      “Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observância do primeiro dia da semana como sendo o sábado cristão.”
    Extraído de “Mode and Subjects of Baptism”, de Fowler.

—> Igreja Anglicana/Episcopal

  No “Manual of Christian Doctrine”, dos anglicanos ou episcopais, ocorre esta pergunta e resposta:
      “Há algum mandamento no Novo Testamento, que permita mudar o dia do Sábado para o Domingo? — Nenhum.”P. 127.
  O Dr. Peter Heylyn, no seu livro “History of the Sabbath”, declara:
      “Recorrei a quem quiserdes, sejam os pais primitivos ou os autores modernos, não encontrareis nenhum dia do Senhor (domingo) instituído por qualquer ordenação apostólica, nenhum movimento sabático iniciado por eles com relação ao primeiro dia da semana.”Ed. de 1636, parte 11, cap. 1, par. 10, p. 28.
  Em sua obra “Examination of the Six Texts”, na qual o Dr. William Domville estuda profundamente seis textos bíblicos sob os quais foi construído o argumento do domingo como dia do Senhor, ele declara francamente:
      “Nenhum dos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos atribui a origem do domingo a Cristo ou aos apóstolos. (…) Séculos da era cristã passaram-se antes que o domingo fosse (geralmente) observado pela igreja cristã em caráter do sábado. A História não nos fornece uma única prova de que fosse (oficialmente) observado como tal antes do edito dominical de Constantino, em 321 AD.”P. 291.
  O grande teólogo e historiador alemão de Heidelberg, Dr. Johann August Wilhelm Neander, em cuja obra de tal mérito que lhe valeu o título de “príncipe dos historiadores da Igreja”, declara francamente:
      A oposição ao judaísmo introduziu a festividade particular do domingo, muito cedo, realmente, em substituição do sábado. (…) A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina – longe deles e da primitiva igreja apostólica, transferir para o domingo as leis do sábado. Talvez no fim do segundo século, começou a surgir uma falsa aplicação dessa espécie, pois a esse tempo os homens consideravam pecado o trabalho aos domingos.”Em “The History of Christian Religion and Church”, p. 186, trad. de John Rose da 1ª ed. alemã, B. D., Filadélfia: James M. Campbell & C.º, 1843. Grifos acrescentados.

—> Igreja Católica

  O Rev. Isaac Williams, escreve o seguinte em seus “Plain Sermons on the Catechism”:
      “Onde se nos diz nas Escrituras que devemos observar o primeiro dia? É-nos mandado guardar o sétimo; mas em nenhum lugar nos é ordenado guardar o primeiro dia. (…) A razão pela qual santificamos o primeiro dia da semana em lugar do sétimo é a mesma que nos leva a observar muitas outras coisas: não porque a Bíblia, mas porque a Igreja (Católica) o ordena.”Vol. 1, p. 334 e 336. Grifos acrescentados.
  O Cardeal James Gibbons, em “The Faith of Our Fathers”, diz o seguinte:
      “Podereis ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma só linha a autorizar a santificação do Domingo. As Escrituras exaltam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos.”Ed. de 1892, p. 111. Grifos acrescentados.
  O cônego Eyton, em sua obra “Ten Commandments”, assim se expressa:
      Não existe nenhuma palavra, nenhuma alusão, no Novo Testamento, acerca da abstinência do trabalho no domingo. (…) Nenhuma lei divina entra no repouso do domingo. (…) A observância da quarta-feira de cinza ou quaresma tem exatamente a mesma base que a observância do domingo.”P. 62, 63 e 65. Grifos acrescentados.

      “A observância do domingo (…) não só não tem fundamento na Bíblia, mas está em contradição com a letra da Bíblia, que prescreve o descanso do sábado.
      “Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.”
    Extraído de “Monitor Paroquial”, 26 de agosto de 1926, Socorro, SP, ano I, nº. 8. Grifos acrescentados.
  Diz o Pe. Dubois em sua obra “O Biblismo”:
      A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.”P. 106. Grifos acrescentados.
  Finalmente, vemos na Carta Apostólica “Dies Domini” (Dia do Senhor) de 1998, o Papa João Paulo II reconhece que Jesus nunca quebrou ou anulou o Sábado, mas foi a Igreja Católica quem alterou a solenidade do dia de descanso do sétimo para o primeiro da semana. Em suma, vários concílios foram realizados, nos primeiros séculos, e em quase todos os concílios o sábado era rebaixado um pouco mais, enquanto o domingo era exaltado gradualmente. O domingo foi transformado em festividade em honra da ressurreição de Cristo: nos primeiro séculos, atos religiosos eram nele realizados; era, porém, considerado como dia de recreação, sendo o sábado ainda observado como dia santo. O Papa ainda afirma que o sábado é obrigatório para os que não aceitam a soberania católica e dizem ter a Bíblia como única regra de fé (os protestantes). Essa carta papal se encontra no web site oficial do Vaticano. Para visualizá-la, clique aqui:
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html (acessado em 17/03/2007).


—>
Outras denominações

  Alexander Campbell, o fundador da denominação chamada “Igreja de Cristo”, que no Brasil é conhecida como “Discípulos de Cristo”, admitiu o seguinte:
      “Não há testemunho, em todos os oráculos do Céu, que o sábado foi mudado, ou que o dia do Senhor (domingo) veio em seu lugar.”Em “The Reporter”, 8 de outubro de 1921.
  Alexander Campbell também confessou:
      “Eu não creio que o Dia do Senhor… tenha sido transferido do sétimo para o primeiro dia da semana.”Em “Washington Reporter”.
  O Dr. H. D. Lucas, da chamada “Igreja de Cristo” (ou “Discípulos de Cristo”, no Brasil) faz esta confissão no “Christian Oracle”:
      “Não há autoridade bíblica designando o primeiro como dia do Senhor.”23 de janeiro de 1890.
  Sobre o domingo não ter sido considerado como dia de repouso nos primeiros séculos, existe esta declaração no “Smith and Cheetham’s Dictionary of Christian Antiquities”:
      “A idéia de uma substituição convencional, por autoridade apostólica, do sábado pelo domingo, e a transferência para ele, mesmo numa forma espiritualizada, da obrigação sabática indicada ao ser promulgado o quarto mandamento, não têm base alguma, seja nas Escrituras Sagradas, seja na antiguidade cristã. (…) Esta idéia, depois incorporada no título do ‘sábado cristão’, e confirmada nos primeiros séculos do cristianismo.”Art. “O Sábado”, p. 1823.

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