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 Rejudaizando a Jesus

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MensagemAssunto: Rejudaizando a Jesus   3/29/2008, 08:18


Recebi há pouco uma das últimas edições de nossa assinatura de Time (24-03) e a capa mostra tratar-se de uma dessas edições especiais, tratando do tema "10 ideas that are changing the world" [10 idéias que estão mudando o mundo]. Pois a idéia no. 10 é, "Re-Judaizing Jesus" (Rejudaizando Jesus).


Como ilustração aparece uma cruz, cuja sombra se transforma num dos tradicionais candelabros de sete braços (menorah), símbolo bem conhecido do judaísmo.
O subtítulo diz, "Eruditos estão agora relendo os Evangelhos através dos olhos de um judeu: Jesus".

Os que saibam inglês e tiverem acesso à revista, está na edição de 24 de março, pág. 60. Creio que também pode ser lida no webpage da revista, http://www.time.com

Na verdade, prega-se uma ruptura ilegítima e praticamente total da religião de Israel e do cristianismo, a começar de um erro primário que se ouve por aí de muito cristão--a idéia de agora termos uma nova e revolucionária legislação cristã, baseada no "amor a Deus" e "amor ao próximo".

Esse é o começo da confusão toda, pois quando o Cristo tratou da "lei áurea", Ele apenas repetia o que Moisés já havia dito. Basta comparar Mat. 22:36-40 com Deut. 6:5 e Levt. 19:18. Deus NUNCA teve uma lei que não fosse baseada no "amor a Deus" e "amor ao próximo". Pois já vi gente metida a entender muito de Bíblia e posar de ensinador religioso alegando que os 10 Mandamentos são "imperfeitos" pois eles nem têm essa regra de amor. . . Que ignorância! Os 10 Mandamentos NÃO TÊM, os 10 Mandamentos SÃO A PRÓPRIA REGRA de amor a Deus e ao próximo. . .

Outro ponto de confusão é a transferência do Velho para o Novo Concerto [Novo Testamento]. A passagem mais importante que define até por que temos uma Bíblia dividida em duas seções--VT/NT--nada fala de qualquer OUTRA lei divina para os cristãos. O que diz lá, em Heb. 8:6-10, é que Deus mesmo escreve as Suas leis nos corações e mentes dos que aceitarem os termos desse Novo Concerto [Novo Testamento]. Não diz nada de ser a "lei de Cristo", nem a "lei do amor", nem a "lei do Espírito", nem "a lei da fé". . . Diz, "Minhas leis" [de Deus], o que, logicamente, abrange tudo isso: é a lei de Cristo, do amor, do Espírito e da fé, pois Ele disse--"Eu e o Pai somos um".

Um ponto adicional de ligação judaísmo/cristianismo temos em Atos 15:21, pois os cristãos iam regularmente ouvir a leitura da Torah aos sábados nas sinagogas. Eles não possuíam volumes múltiplos e fáceis de obter (até gratuitamente, via-Internet) como nós temos. Era uma tremenda dificuldade e uma pequena fortuna ter a coleção completa dos rolos da Torah e só gente muito rica ou congregações inteiras poderiam arcar com tal luxo. Então, a saída era o povo cristão ir ouvir a leitura e as instruções bíblicas aos sábados nas sinagogas. Se fossem outro dia qualquer, ou não haveria leitura da Torah, ou encontrariam as portas fechadas.

Portanto, são muitos os pontos de ligação, e uma prova disso é que quando Jesus ascendeu ao céu na presença dos discípulos, lemos o seguinte em Lucas: "E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu.

E, depois de o adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém; e estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus" -- Luc. 24:51-53.

Esse "templo" não era uma construção cristã, como muitos poderiam pensar--era o próprio Templo judaico de Jerusalém. . .

Interessante o que diz o artigo de Time acima referido a certa altura: ". . . hoje, seminários por todo o espectro cristão ensinam, como diz a erudita em Novo Testamento da Universidade Vanderbilt, Amy-Jill Levine, que 'se você pega o contexto [judaico] errado, certamente entenderá errado a Jesus'" (o texto entre colchetes do original).

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MensagemAssunto: Re: Rejudaizando a Jesus   4/30/2008, 18:44

Ratzlaff Luta Novamente com Mateus 5:17-19
Certo autor que combate tenazmente a Igreja Adventista, chamado Dale Ratzlaff, buscava analisar em certa publicação religiosa o texto de Mateus 5:17-19 com uma preocupação dominante de “provar” que esse texto não se refere somente aos 10 Mandamentos, deixando a impressão que os adventistas do sétimo dia pensariam assim. Mas nunca aprendi como ASD há mais de 40 anos, que este texto se limita ao Decálogo, nem é o que se pode ver numa consulta ao SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista].

De fato, está bem claro que Jesus Se refere também aos aspectos cerimoniais da Torah, já que nos vs. 23, 24 Ele menciona a oferta levada ao altar, o que demonstra como este espantalho de tal autor é uma vã tentativa a mais de denegrir a imagem da teologia adventista.

Notando a preocupação de tal autor de livrar-se de qualquer impressão de que os 10 Mandamentos seriam a questão principal no discurso de Jesus nesses textos, dirigi-lhe algumas perguntas bem objetivas as quais ele jamais deu resposta. Ei-las:

* Concorda que essa referência de Jesus à lei em Mat. 5:17-20 comprednde todos os aspectos da Torah, INCLUINDO, e não excluindo, os 10 Mandamentos e, com eles, o preceito do sábado?

+ se sua resposta for sim, como penso que seria, significa isso que se alguém guarda os 10 Mandamentos, com a ajuda de Deus, essa pessoa também se obriga a oferecer ofertas no altar de sacrifícios e a realizar todos os rituais das leis de Israel?

+ se sua resposta for sim, como também penso que é o que deixa implícito, significa isso que quando Paulo recordou aos efésios sua necessidade de obedecer ao primeiro mandamento com promessa, que é o quinto do Decálogo (Efé. 6:1-3), esses cristãos em Éfeso ficaram obrigados também a oferecer ofertas no altar de sacrifícios e realizar todos os rituais das leis de Israel?

+ se sua resposta for sim, por que discrimina contra a guarda do sábado nesse respeito, ensinando que os que guardam o 4o mandamento se obrigam a satisfazer todos os aspectos cerimoniais da lei, mas não os que guardem o 5o. e os demais oito (com o quarto excluído)?

* por que acentua tanto a EXCLUSÃO dos 10 Mandamentos da expressão “lei” no Novo Testamento como algo perjudicial à fé cristã? Que haveria de errado com esses mandamentos? Sería,

- a regra de não ter outros deuses?

- a regra de não utilizar imagens de escultura em atos de adoração?

- a regra de não pronunciar o nome de Deus em vão?

- a regra sobre o dever de honrar os pais?

- a regra de não matar?

- a regra de não praticar adultério?

- a regra de não roubar?

- a regra de não dar testemunho falso contra outros?

- a regra de não cobiçar as coisas e esposa de alguém?

E uma pergunta final:

* No contexto do que Jesus disse em Mateus 5:17-19 Ele Se refiriu a Seus ouvintes como sal da terra, luz do mundo, e pouco mais adiante lhes ensinou a oração do Senhor. Por que, então, Suas palavras nesses textos não poden aplicar-se aos que HOJE se consideram sal da terra, luz do mundo e oram a oração do Pai Nosso?

Ele nunca me deu qualquer resposta a estas preguntas. Agora, já que volta a este tema na publicação referida (revista Proclamation!, de março/abril de 2008), através de outro questionário cujo resultado final seria a admissão de que Mat. 5:17-19 não se refere somente aos 10 Mandamientos, que tal examinar o que importantes autores bíblicos têm para dizer, como también teólogos e comentaristas bíblicos altamente reputados, com respeito a estes textos? Antes, porém, de fazer isso, seria interessante esclarecer duas coisas:

a - Jesus obviamente não está Se refirindo SOMENTE aos 10 Mandamentos nestes textos mas estes 10 Mandamentos não SE EXCLUEM deles, tampouco.

b - o contexto desta passagem acentua, não “abolição” de leis, e sim o contrário disso--uma atitude de obediência a Deus refletida em realização de boas obras que possam atrair o louvor dos homens a Ele (ver o vs. 16: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.).

Portanto, em vez de a INTENÇÃO das palavras de Jesus ter que ver com liberar os homens de qualquer das leis de Deus, de fato destacam a importância de praticar fielmente o que é contido nas leis de Deus numa maneira que, inclusive exceda à “dos escribas e fariseus” (v. 20). Essa é a moldura contextual dos vs. 17-19, o que o Sr. Ratzlaff e outros anti-sabatistas geralmente perdem de vista.

Agora, vejamos o que diversos especialistas bíblicos dizem com respeito ao texto considerado, (seus comentários se concentram sobretudo na cláusula, “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas”):

Albert Barnes:

Nosso Salvador acabava de entrar em Sua obra. Era-lhe importante declarar o que veio fazer. Por apresentar-Se como sendo um mestre em oposição aos escribas e fariseus, alguns poderiam acusá-Lo da intenção de destruir sua lei e abolir os costumes da nação. Portanto, Ele lhes disse que não veio para tal fim, e sim, em realidade, para realmente cumprir ou levar a cabo o que estava na lei e profetas.

Adam Clarke:

Não imaginem que vim para violar a lei καταλυσαι, de κατα, e λυω, eu solto, violo, ou dissolvo -- não vim tornar a lei de nenhum efeito -- dissolver a relação que subsiste entre suas várias partes, ou a obrigação sob que estão os homens para ter reguladas as suas vidas por seus preceitos morais, nem vim para dissolver a ligação de referência que ela tem para com as boas coisas prometidas. Antes, vim, πληρωσαι -- para completar sua perfeita ligação e referência, para levar a cabo cada coisa antecipada no ritual mosaico, para preencher o seu grande desígnio, e para conceder graça a todos os Meus seguidores, πληρωσαι, para preencherem, ou completarem, todo dever moral. Numa palavra, Cristo completou lei:

1o. Em si mesma ela era só a sombra, a representação típica, de coisas boas a vir; e Ele lhe acrescentou o que era necessário para torná-la perfeita, Seu próprio sacrifício, sem o qual ela não poderia nem satisfazer a Deus, nem santificar os homens.

2o. Ele a completou em Si mesmo, submentendo-Se a seus tipos com uma exata obediência, confirmando-a por Sua morte na cruz.

3o. Ele completa esta lei e as declarações de seus profetas, em Seus membros, dando-lhes a graça de amar ao Senhor com todo o seu coração, alma, mente e força, e a seu próximo como a si mesmos; pois esta é toda a lei e os profetas.

[Conclui no próximo quadro]


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MensagemAssunto: Re: Rejudaizando a Jesus   4/30/2008, 18:51

[Conclusão da página anterior]

É digno de nota que a palavra גמר gamar, entre os rabinos significava não só cumprir, como também ensinar, e, em conseqüência, podemos inferir que nosso Senhor entendia que a lei e os profetas ainda deviam ser ensinados ou inculcados por Ele e Seus discípulos, e isto Ele e os discípulos fizeram na maneira mais destacada.

Notas da Tradução da Biblia de Genebra:

Cristo não veio trazer uma nova forma de justiça e salvação ao mundo, e sim, cumprir realmente o que estava prefigurado nas sombras da Lei, mediante a libertação de homens, pela graça, da maldição da lei; além disso, para ensinar o verdadeiro uso da obediência a que a lei apontava, e para gravar em nossos corações o poder da obediência.

Robertson Word Picture:

Não vim abolir, e sim cumprir (ouk ēlthon katalusai alla plērōsai). O verbo “destruir”, significa “afrouxar” como se faz com uma casa ou tenda (2 Cor. 5: 1). Cumprir é encher por completo. Isto fez Jesus com a lei cerimonial que a Ele apontava, e a lei moral que observou. “Ele veio para preencher a lei, para revelar em toda a profundidade de sentido o que ela tinha a intenção de manter” (McNeile).

Jamieson, Fausset & Brown:

. . . não para subverter, derrogar, ou anular, mas para estabelecer a lei e os profetas -– para os revelar, os incorporar em forma viva, e situá-los em posição de veneração, afeto, e no caráter dos homens, por isso vim.

Matthew Henry:

Que ninguém suponha que Cristo permite a Seu povo fazer pouco caso de qualquer ordem da santa lei de Deus. Nenhum pecador participa da justiça justificadora de Cristo até que se arrependa de suas más ações. A misericórdia revelada no Evangelho conduz o crente a auto-desprezo ainda mais profundo. A lei é a regra de dever do cristão e ele nela se deleita. Se um homem, que pretende ser discípulo de Cristo, se anima a qualquer desobediência à santa lei de Deus, ou ensina outros a fazerem o mesmo, seja qual for a sua situação ou reputação entre os homens, não pode ser verdadeiro discípulo. A justiça de Cristo, a nós imputada pela fé somente, se torna necessária a cada um que entra no reino de graça ou de glória; porém a nova criação do coração à santidade produz uma mudança completa no temperamento e conduta de um homem.

João Calvino:

Deus, de fato, havia prometido um novo pacto quando da vinda de Cristo; porém, ao mesmo tempo, mostrou que, não seria diferente do primeiro, antes, pelo contrario, seu desígnio era dar uma perpétua sanção ao pacto que havia feito desde o principio, com o Seu próprio povo.
“Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados.”. -- Jeremías 31:33, 34.
Por estas palavras Ele está mui distante de afastar-Se da aliança anterior, a qual, pelo contrário, Ele declara, será confirmada e ratificada, quando sucedida pela nova. Este é também o sentido das palavras de Cristo, quando diz que veio para cumprir a lei: pois Ele realmente a cumpriu, por reavivar, com o Seu Espírito, a letra morta e, então, exibindo, em realidade o que havia até então aparecido só em figuras.

No que respeita à doutrina, não devemos imaginar que a vinda de Cristo nos tenha libertado da autoridade da lei: porque é a eterna regra de uma vida devota e santa, e deve, portanto, ser tão imutável como é a justiça de Deus, que ela abarca, é constante e uniforme. No que respeita às cerimônias, há certa aparência de que uma mudança teve lugar; porém só o uso delas foi suprimido, pois o seu significado foi mais plenamente confirmado. A vinda de Cristo não retirou nada inclusive das cerimônias, antes, pelo contrário, as confirma por exibir a verdade das sombras; pois, quando vemos seu pleno efeito, reconhecemos que não são vãs ou inúteis. Portanto, aprendamos a manter inviolável este sagrado enlace entre a lei e o Evangelho, o que muitos indevidamente tentam romper. Porque isso contribui não pouco para confirmar a autoridade do Evangelho, quando nos inteiramos, que não é outra coisa senão um cumprimento da lei; de maneira que ambos, em um mesmo sentido, declaram que Deus é o seu autor.

18. Até que passem o céu e a terra. Lucas o expressa de modo um pouco diferente, porém com a mesma intenção, de que é mais fácil que o céu e a terra passem do que um ponto da lei falhar. O desígnio de Cristo, em ambas as passagens, foi ensinar que na verdade, a lei e todas as suas partes estão seguras, e que nada tão duradouro se encontrará por todo o círculo do mundo.

Fonte : [url=http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom31.ix.xliii.html]http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom31.ix.xliii.html[/url]

João Wesley:

Não penseis -- não imagineis, temais, espereis, que vim igual a seus mestres, para destruir a lei ou os profetas. Não vim para destruir a lei moral, e sim para a cumprir -- estabelecer, ilustrar e explicar o seu significado mais elevado, tanto por Minha vida como pela doutrina.

Dr. James D. Kennedy:

“Vivemos num tempo em que a instituição do sábado tem sido objeto de grandes ataques desde vários pontos de vista diferentes. Há alguns que declaram que foi abolido por Cristo e já não está em vigor em nossos dias. Mas que ensinam as Escrituras? As Escrituras não ensinam que Cristo jamais haja anulado, derrogado ou abolido o sábado ou qualquer dos mandamentos. Pelo contrário, as Escrituras ensinam mui claramente que os mandamentos permanecem em vigor hoje e foram reforçados por Cristo, que declarou que não só os atos, como também o pensamento e a palavra são parte do que Deus nos tem dado. Ele diz claramente que se O amamos, guardaremos os Seus mandamentos....

“Inclusive no livro de Apocalipse lemos, 'Aqui está a paciência dos santos de Deus, os que guardam os mandamentos de Deus e têm fé de Jesus”. No último capítulo da Bíblia lemos daqueles que “guardam os mandamentos de Deus e têm direito à árvore da vida'”. -– Sermão pelo Dr. James D. Kennedy, “O Dom do Descanso”, citado pelo Dr. Samuele Bacchiocchi em seu 'Endtimes Issues Newsletter', # 79.

Fonte: http://www.biblicalperspectives.com/endtimeissos/eti_79.html

Obs.: Este sermão foi pregado a nível nacional em 4 de novembro de 2001 através da Rede de TV Coral Ridge. O Dr. Kennedy faleu em setembro de 2007.

Com exceção dos comentários de Calvino e Kennedy, todos os demais comentários foram colhidos do programa de antologia teológica propiciado pelo site [url=http://www.e-Sword.net]www.e-Sword.net[/url]

Os que desejarem acompanhar as discussões completas havidas com Dale Ratzlaff, veja neste mesmo fórum (indicados links para as respectivas páginas iniciais):

* Em inglês: http://foroadventista.com/index.php/topic,1329.0.html

* Em espanhol: http://foroadventista.com/index.php/topic,1463.0.html
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MensagemAssunto: Re: Rejudaizando a Jesus   5/26/2008, 17:19

Vejam Mateus 7:21-23:
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, transgressores da lei."
O termo em negrito também é anomia. A palavra iniquidade não foi trocada por lei, mas "transgressão da lei", pois é isso que ela significa.
Para que não pairem dúvidas se a tradução é fidedigna, vejamos o que podemos encontrar, direto de nossas fontes conhecidas do grego:
Da Stephens 1550 Textus Receptus (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian
Da Scrivener 1894 Textus Receptus (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian
Da Byzantine Majority (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian
Da Alexandrian (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian
Da Hort and Westcott (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian
Da Bible in Basic English
7:23 And then will I say to them, I never had knowledge of you: go from me, you workers of evil.
Da Darby's English Translation
7:23 and then will I avow unto them, I never knew you. Depart from me, workers of lawlessness.
Da Weymouth New Testament
7:23 "And then I will tell them plainly, "`I never knew you: begone from me, you doers of wickedness.'
Da Young's Literal Translation
7:23 and then I will acknowledge to them, that -- I never knew you, depart from me ye who are working lawlessness.
Fonte: Parallel Greek New Testament
Sobre o significado de anomia: http://www.searchgodsword.org/lex/grk/view.cgi?number=458
Outra referência:
http://cf.blueletterbible.org/lang/lexicon/lexicon.cfm?Strongs=G458&Version=kjv
De acordo com o "Pocket Lexicon Greek New Testament", pg. 24:
anomia, lawlessnes; especially disobedience to the divine law, sin.

Além do léxico acima, há outros léxicos e ferramentas de estudo do grego, que podem ser baixadas deste site: http://www.textkit.com/greek_grammar.php
Se partirmos de sua etimologia, a própria palavra já começa com o prefixo de negação "a", associado à palavra lei que é "nomos". Daí, não restam dúvidas.
ANOMIA = TRANSGRESSÃO DA LEI
Vamos ver se realmente não há diferença entre "iniqüidade" e "transgressão da lei":
iniqüidade
i.ni.qüi.da.de
sf (lat iniquitate) 1 Falta de eqüidade. 2 Qualidade de iníquo. 3 Ação ou dito iníquo. 4 Dir Rigor excessivo na aplicação da lei.

transgressão
do Lat. transgressione
s. f.,
acto ou efeito de transgredir;
infracção.

Sim, tem muita diferença !!! Não podemos simplesmente olhar no dicionário e pegar o primeiro significado que aparece para traduzir as escrituras. Tem que se levar em conta vários fatores como contexto, como a mesma palavra foi traduzida outras vezes nas escrituras, quem escreveu, para quem escreveu, etc.
Nada disso é levado em conta nas traduções cristãs. Simplesmente as doutrinas cristãs são formadas com base nas traduções, e depois as traduções são corrigidas segundo as doutrinas criadas sobre as traduções.
A bíblia tem seu contexto, o contexto judaico, e esse deve ser levado em consideração. No contexto judaico, "anomia" significa "transgressão da Torah", e é assim que deve ser traduzido, pois a palavra "iniqüidade" além de não corresponder ao verdadeiro significado da palavra "anomia", deixa o texto muito vago, pois em qualquer cultura existe pelo menos o conceito de "iniqüidade" e essa palavra será facilmente adaptada a cada cultura, enquanto o termo "transgressão da Torah" deixa bem claro o que significa pecado para o Eterno.
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