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 A igreja sem paredes

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Ronaldo
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MensagemAssunto: A igreja sem paredes   2/4/2008, 19:27

A igreja sem paredes





A POSSIBILIDADE IMPOSSÍVEL. 1+1=1. Impossível? Não muito, quando se trata da matemática do evangelho de Cristo. A forte mensagem de Paulo nesta semana é: O que é impossível na equação humana é possível sob o poder e a provisão divina. Cristo, "dos dois, [criou] em Si mesmo, um novo homem, fazendo a paz" (Efés. 2:15), e isso Ele fez só através do Seu sangue derramado na cruz em favor de toda a humanidade, inclusive judeus e gentios.

O poder transformador da cruz faz surgir uma nova humanidade na qual "não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". (Gál. 3:28 e 29). As boas-novas são que embora possam haver diferenças entre pessoas, gêneros, culturas, raças e nações, o propósito divino final é de levar todos os seres criados à unidade "em Cristo" (Efés. 1:10). Todas essas distinções, embora reais, são substituídas pela unidade que temos em Jesus.

Sem Cristo: alienação (Efés. 2:11 e 12)

Tendo mostrado na primeira parte de Efésios 2 que a graça de Deus trouxe o dom gratuito da salvação aos indivíduos, o apóstolo, a partir do verso 11, muda seu enfoque para o que Deus fez para levar reconciliação a comunidades até então divididas.

Paulo começou com uma nota prática. O costume de chamar os outros por nomes feios ou apelidos é anticristão e ofensivo. Os judeus chamavam os gentios de incircuncisos em sentido pejorativo e se chamavam de circuncisos em sentido de orgulho. Paulo declarou a inutilidade dessa prática, dizendo que a circuncisão dos judeus, afinal, era feita "na carne, por mãos humanas" (Efés. 2:11). Embora a circuncisão tivesse seu significado espiritual no passado, agora, em Cristo, ela fora ultrapassada pela circuncisão do coração – aliança espiritual disponível tanto para judeus como para gentios.

Em contraste com os judeus, os gentios eram excluídos da comunidade de Deus. Eles não tinham parte na aliança da promessa. Não tinham esperança e, conseqüentemente, não tinham futuro. O pior de tudo é que não tinham o Deus verdadeiro, embora tivessem "muitos deuses e muitos senhores" (I Cor. 8:5). Tudo que eles tinham era este mundo com sua filosofia distorcida, prazeres sensuais e estilo de vida pagão. Era esse o empenho dos gentios; de certa forma, é também este o empenho de todos os que vivem na escuridão do pecado e da separação de Deus.

Em Cristo: proximidade (Efés. 2:13)

"Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo" (Efés. 2:13).

Mas, agora. Duas pequenas palavras introduzem um tema que mudou o curso da história da redenção. No passado, os gentios estavam sem Cristo, estranhos à comunidade de Deus, sem a aliança da promessa, sem esperança e sem Deus. "Mas agora" o Céu interveio na pessoa de Cristo para tratar a situação trágica e patética em que os gentios estavam.

"Deus escolhera a Israel. Ele o chamara para conservar entre os homens o conhecimento de Sua lei, e dos símbolos e profecias que apontavam ao Salvador. Desejava que fosse como fonte de salvação para o mundo. ... Cumpria-lhe revelar Deus aos homens." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 27.

As palavras distante e próximo descrevem a posição dos gentios e dos judeus. Os rabinos afirmavam orgulhosamente que nenhuma nação estava tão próxima de Deus quanto Israel. Isso era verdade como parte da aliança de Deus com Israel; porém, a proximidade não devia ser entendida como exclusividade. Ao contrário, era um privilégio de comunicação do qual deveria fluir um testemunho constante aos que estavam longe; isto é, aos gentios. Israel falhou nesse dever. Isaías predisse o dia em que desapareceria a diferença entre "distante" e "próximo" e a paz viria para ambos (Isa. 57:19).

Para Paulo, aquele dia messiânico chegou "pelo sangue de Cristo" (Efés. 2:13). Um privilégio que os judeus acariciavam era o de estarem próximos ao templo de Deus e, assim, próximos do trono de misericórdia (propiciatório) de Deus. O sangue sacrifical desempenhava um papel vital nos rituais do templo para o perdão dos pecados e proteger os judeus próximos à presença de Deus. O apóstolo se desloca do sangue dos animais para o sangue de Cristo, através do qual um "novo e vivo caminho" nos foi aberto para que possamos nos aproximar de Deus "com sincero coração, em plena certeza de fé" (Heb. 10:20 e 22).

Em Cristo, desaparece a distância. NEle existem proximidade, cidadania celestial, promessa, esperança e paz.

Não mais paredes (Efés. 2:14 e 15; Gál. 6:15)

De agora em diante, Cristo "é a nossa paz" (Efés. 2:14). Cristo – e ninguém mais! Como nossa paz, o que Cristo fez?

Primeiro, Ele derrubou "a parede da separação que estava no meio" (v. 14). Parede aponta para mais do que o muro do templo que separava o pátio dos gentios de outras áreas às quais só os judeus tinham acesso. Refere-se a divisões religiosas, sociais e políticas que mantinham separados os dois grupos. Mas, ao morrer pelos pecados de toda a humanidade, Cristo trouxe paz em duas dimensões: verticalmente, entre Deus e a humanidade; horizontalmente, entre pessoa e pessoa. A primeira proclama que Deus ama a todos igualmente; a última declara que em Cristo "não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gál. 3:28).

Segundo, Cristo "aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças" (Efés. 2:15). Embora tenha havido um grande debate sobre a que lei Paulo está se referindo aqui (moral ou cerimonial), o argumento de Paulo é que por meio de Cristo tudo o que dividia judeus e gentios foi abolido em Jesus. Agora, todos são unidos nEle. Cristo trouxe paz e, conseqüentemente, Paulo diz: "Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura" (Gál. 6:15).

Terceiro, Cristo criou "em Si mesmo, um novo homem" (Efés. 2:15). Esta é a matemática do evangelho: 1+1=1. A impossibilidade se torna possível. Não mais judeu, não mais gentio, mas uma nova criatura (II Cor. 5:17) em que as pessoas definem sua condição não por causa de casta, cor, gênero, nacionalidade ou tribo, mas em termos de uma relação permanente com o Cristo da cruz. "Jesus teve sucesso em criar uma nova sociedade, na verdade, uma nova humanidade. ... E essa nova unidade humana em Cristo é a garantia e antegozo daquela unidade final sob a liderança de Cristo." – John R.W. Stott, A Mensagem de Efésios, pág. 93.

Reconciliação e acesso (II Cor. 5:17-19; Efés. 2:16-18; Col. 1:20-22)

Que grandes privilégios temos em Cristo! Os estrangeiros agora são cidadãos. Os desesperados recebem esperança. Os que estavam sem Deus O encontram. As paredes de divisão são derribadas. Emerge uma nova criação de unidade. O próprio Cristo Se torna a nossa paz. Em Efésios 2:16-18, Paulo expõe a realidade e a totalidade do que Cristo fez.

Primeiro, a paz é real porque Cristo reconciliou tanto judeus como gentios "em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade" (v. 16). Cristo reconciliou o que era irreconciliável – isto é, judeus e gentios. Ele fez isso, não impressionando os judeus para a necessidade de acomodar os gentios e nem convertendo os gentios ao sistema religioso dos judeus, que, sem dúvida, era superior a qualquer coisa que os gentios tivessem. Não. Cristo realizou a reconciliação de judeus e gentios tratando de um problema comum a ambos – o problema do pecado, que é a causa de toda inimizade. A cruz reconciliou com Deus tanto judeus como gentios, e essa reconciliação se tornou a base de sua unidade em um só corpo, que é a igreja sem paredes.

Segundo, a totalidade da paz é sublinhada pelo apóstolo no verso 18: "Porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito". Toda a Divindade – Pai, Filho e Espírito Santo – está envolvida nesse processo de reconciliação e paz, tanto verticalmente com Deus como horizontalmente entre as pessoas. Mas isso não é tudo. Tanto judeus como gentios têm acesso comum a Deus por intermédio de um Espírito. Não mais pode haver parede separando judeus e gentios tanto na adoração como na comunhão.

A palavra acesso no grego descreve alguém que está sendo apresentado ao rei na sala do trono. Por Cristo, tanto gentios como judeus – realmente, todos os crentes – têm acesso comum à presença de Deus. Tanto aquele que era estranho e estava distante, como aquele que está próximo e é cidadão, são conduzidos à sala do trono de Deus pelo mesmo Espírito.

"A casa de Deus" (Efés. 2:19-22)

Da tragédia à alegria. Da alienação à comunhão. De gentios e judeus para uma nova humanidade. O trabalho de salvação realizado por Cristo cumpriu tudo isso, e agora o apóstolo apresenta aos crentes sua nova condição. Efés. 2:19-22 relaciona três atributos dessa realidade.

Primeiro, cidadania. Sem Cristo, os gentios eram estranhos e estrangeiros, não tinham parte na "comunidade de Israel" (Efés. 2:12). Mas em Cristo eles se tornam "concidadãos com os santos" (v. 19). O cristão é cidadão do reino de Deus.

O reino de Deus tem dois aspectos. O reino da graça está em operação agora, enquanto as pessoas se arrependem do pecado e aceitam a salvação oferecida por Cristo. O reino da glória será estabelecido quando Cristo vier pela segunda vez para buscar Seus santos e levá-los para o Lar. Sem sermos cidadãos do primeiro, não podemos ser cidadãos do segundo.

Segundo, sociedade na casa de Deus. O cristão não é apenas cidadão, mas membro da família de Deus. A palavra família desperta uma relação de proximidade, igualdade e dignidade. Pais e filhos não são sombras distantes e vazias, mas compartilham uma relação cálida e íntima em que o amor reina supremo. Têm obrigações uns para com os outros, e todos para com a família. O mesmo se dá na família de Deus, que é a igreja.

Como diz Paulo, a igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular" (Efés. 2:20).

Terceiro, somos templo de Deus. A união de todos os crentes em Deus e a unidade entre os grupos alienados servem para o propósito de ser santuário de Deus, lugar "para habitação de Deus no Espírito" (Efés. 2:22). A igreja sem paredes se torna o templo santo de Deus (I Cor. 3:16).

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MensagemAssunto: Re: A igreja sem paredes   2/5/2008, 11:12

Hebreus 8:6-10 à luz do capítulo 10 TODO mostra que NÃO HÁ MAIS DIFERENÇA. Todos são "Israel", ou seja, todos quando "estavam longe", mas agora aproximaram-se, chegaram perto (Efé. 2:12ss).

Ou será que essa sua tese é apenas e tão-somente para fugir do que é dito como PROMESSA DO NOVO CONCERTO: "escreverei as Minhas leis nos seus corações"? O cristão não precisa ter a lei de Deus escrita no coração?

Isso não bate com o que lemos em Romanos 8:3 e 4:

"Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado, para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito".

Logo, o israelita, descendente de Abraão pela fé (Gál. 3:29) terá a mesma experiência do salmista que disse: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a Tua lei" (Sal. 40:8').

Assim, os que aceitam os termos desse Novo Concerto [Novo Testamento] não são os que saem por aí alegando que "a lei foi abolida", como aprendeu com seus instrutores, defensores da caótica teologia semi-antinomista dispensacionalista, mas os que cumprem na sua vida "as justas exigências da lei".
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