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 Desenvolvimento das doutrinas da IASD

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Werber Marques
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MensagemAssunto: Desenvolvimento das doutrinas da IASD   1/19/2008, 01:17

A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as 27 crenças fundamentais.

Não aceitariam a nº 2, que trata da doutrina da trindade. Para José Bates, a trindade era uma doutrina antibíblica (Autobiography, 204, 205); para Tiago White, ela não passava de um “antigo absurdo trinitariano” (RH, 5 de agosto de 1852, pág. 52).

Não aceitariam a nº 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus. Para John N. Andrews, [o filho de Deus... teve Deus por Pai em algum ponto da eternidade passada, no princípio dos dias”. (RH, 7 de setembro de 1869, pág 84).

E. J. Waggoner, do alto de sua popularidade em 1888 disse: [houve um tempo em que Cristo procedeu e emanou de Deus... tempo tão recuado nos dias da eternidade que, para a compreensão finita, é como se fosse sem início]. (CSJ, págs. 21 e 22).

Urias Smith, não apenas negava a trindade e a eternidade do Filho, mas também sobre o Espírito Santo. (GCB 1891, 146; RH, 28 de outubro de 1890, pág. 664).

A mesma Ellen White partilhava a crença com outros a cerca de Dt 14 sobre comer carne de porco não ser proibido. (Dt (Min, outubro de 1993, pág. 10-15).

A verdade presente não é estática, mas progressiva.

Em essência, os primeiros adventistas criam que apenas umas poucas doutrinas tinham importância central ou fundamental para o adventismo.

Assim, os pioneiros eram receptivos a novas compreensões teológicas desenvolvidas a partir das doutrinas referenciais que fizeram deles um povo.

O protestantismo do século 19 era filho da Reforma do século 16 (Martinho Lutero, João Calvino ou Ulrico Zuínglio). Os adventistas herdaram de certa forma o conceito de salvação dos reformadores, porém, de todas as orientações teológicas os adventistas tem mais a ver com os anabatistas.

Os reformadores ainda conservavam crenças que para os anabatistas eram errôneas, como: o batismo infantil e pregavam a separação total da igreja e o estado.

O que mais influenciou a IASD foram os restauracionistas ou primitivismo, tendo iniciado em 1800, causou grande impacto pois visava reformar todas as igrejas para a volta a todos os ensinos bíblicos do Novo Testamento. Para eles a reforma apenas começou no século 16 mas faltava ser concluída. Radicais como os anabatistas, eles exigiam prova bíblica para cada ponto defendido.

Um ramo do movimento restauracionista chamava-se conexão cristã, Tiago White e José Bates (dois dos três fundadores do adventismo), eram membros dessa conexão. [/size]

Outro ramo que influenciou grandemente no adventismo foi o metodismo (de onde veio a terceira fundadora do adventismo), Ellen White cresceu no ramo metodista e levou ao adventismo informações muito importantes como o livre-arbítrio.

O metodismo também levou ao adventismo um conceito pregado por John Wesley que era a santificação. Segundo ele era o processo de tornar-se mais semelhante a Jesus. Pregava que a justificação ocorre em um momento, mas a santificação é obra de uma vida.

Outro ponto que muito influenciou os adventistas foi o deísmo pregado por Miller, essa abordagem tenta provar todas as coisas pela razão. O ponto positivo nisso é que até hoje quando se estuda a doutrina adventista entende-se que tudo apresentado foi mais do que lógico. Miller era pré-milenista (cria que Jesus voltaria no início do milênio).

A marcação de datas não era costume novo na América, alguns teólogos:

Jonathan Edwards - 1866
Cotton Mather - 1697 – 1716 – 1736

Miller conseguiu eficiente convicção sobre o povo que outros não conseguiram, provavelmente devido suas precisões matemáticas nos cálculos proféticos, estudo metódico, completo, intenso e extenso.

Até aqui, anabatistas, restauracionistas, conexão cristã, metodismo e de certa forma um conceito deísta pregado por Guilherme Miller influenciaram no desenvolvimento do adventismo.

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MensagemAssunto: Re: Desenvolvimento das doutrinas da IASD   1/20/2008, 13:14

Quanto a resistência na criação de doutrinas

Em 1861, na reunião em que os sabatistas organizaram sua primeira associação estadual.

Um problema que os primeiros adventistas enfrentaram foi com seus credos. Um homem chamado John Loughborough disse: (RH, 7 de fevereiro de 1856, pág. 148)

1) o primeiro passo para a apostasia é elaborar um credo dizendo o que devemos crer;

2) o segundo passo é fazer desse credo uma prova de comunhão;

3) o terceiro é julgar os crentes por esse credo;

4) o quarto é denunciar os crentes como hereges por não acreditar no credo;

5) o quinto e último é começar a perseguir pessoas.

Tiago White observou que [criar um credo é limitar e obstruir o caminho para todo progresso futuro]. (Ibidem)

Por causa disso os membros líderes atuais tomaram um voto de criarem uma [aliança eclesiástica] em vez de um credo. Esta aliança dizia o seguinte: (Ibidem)

Nós, abaixo-assinados, por meio deste instrumento nos associamos na qualidade de igreja, adotando o nome de adventistas do sétimo dia, comprometendo-nos a guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ibidem)

O adventismo em seus 150 anos de história tem resistido à tentação de formalizar em credo inflexível, embora tenha com o passar do tempo definido suas [crenças fundamentais].

No ano de 1946 a Associação Geral votou [que não se faça em tempo algum revisão desta Declaração de Crenças Fundamentais, a não ser por uma Assembléia da Associação Geral].

O preâmbulo das declarações acima diziam: ...mas também deixa o caminho aberto para futuras revisões.

A inflexibilidade de credo para os líderes da IASD, não era apenas um mal concreto, mas também negava o fato de que a igreja tinha um Senhor vivo.

Ellen White escreveu: [o fato de certas doutrinas terem sido mantidas durante muitos anos por nosso povo não é prova de que nossas idéias sejam infalíveis, o tempo não converte o erro em verdade... Nenhuma doutrina autêntica é prejudicada pela pesquisa minuciosa]. Disse também: [Quando o povo de Deus está tranqüilo, satisfeito com a luz que já possui, podemos estar certos de que Ele não o favorecerá]. Disse também: [Quem acha que nunca terá de abandonar um ponto de vista acariciado, e nunca terá de mudar de opinião, sofrerá decepção]. (CWE, pág 35)

O texto acima apresenta que em essência, os primeiros adventistas criam que apenas umas poucas doutrinas tinham importância central ou fundamental para o adventismo.

Em todo caso, está claro que os fundadores da IASD tinham um conceito dinâmico do que chamavam de "verdade presente", opunham-se à rigidez dogmática e eram receptivos a novas compreensões teológicas desenvolvidas a partir das doutrinas referenciais que fizeram deles um povo. Sua compreensão dava espaço tanto para a continuidade teológica como para a mudança.

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MensagemAssunto: Re: Desenvolvimento das doutrinas da IASD   1/22/2008, 00:59

O surgimento da crença em um santuário celestial

Para Miller, a compreensão sobre o que era o santuário explicaria e resolveria a questão. Segundo ele, sete coisas poderiam significar o santuário. Foi eliminando o que não se encaixaria em Dn 8:14. [o critério era contaminação]:

01. Jesus Cristo (não é impuro)
02. O céu (não está imundo)
03. Judá (seria limitado - o juízo é sobre todos)
04. Jerusalém (seria limitado - o juízo é sobre todos)
05. O santo dos santos (o sistema de sacrifício já tinha acabado)
06. A terra (o mais provável)
07. A igreja (o mais provável)

Diante desse pensamento, após o desapontamento ficou comprovado que o "mais provável" não era o "mais provável. As bases do ensino milerita foram "herdadas".

Em 7 de fevereiro de 1846, um homem chamado Crosier apresenta suas conclusões em uma revista chamada Day-Star cujo título da reportagem era "Lei de Moisés". A compreensão do santuário estava bem esclarecida.

Suas crenças agora eram:

1) Existe um santuário literal no céu;
2) O sistema do santuário hebreu era uma completa representação visual do plano da salvação segundo o modelo do santuario celestial;
3) Assim como os sacerdotes terrenos contavam com um ministério bifásico no santuário do deserto, assim Cristo tem um ministério bifásico no santuário celestial.
4) A primeira fase do ministério de Cristo tratava do perdão, quanto a segunda envolve o cancelamento dos pecados e a purificação tanto do santuário como de cada crente;
5) A purificação de Dn 8:14 era a purificação de pecado e era, portanto, levada a efeito por meio do santue, e não pelo fogo.
6) Cristo não voltaria à terra senão depois de encerrar seu ministério no segundo compartimento.

(DS Extra, 7 de fevereiro de 1846, págs. 37-44)

Por essa mesma época Ellen White escreveu: "O Senhor me mostrou em visão, há mais de um ano, que o irmão Crosier tinha a luz verdadeira sobre a purificação do santuário e que era da vontade de Deus que o irmão escrevesse o ponto de vista que ele publicou na edição exra do Day Star, de 7/02/1846. (WLF, pág. 12).

A primeira visão de Ellen Harmon também referiam-se ao tema do santuário.

No começo de 1845 ela descreveu ter visto "o Pai erguer-se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos...".

O último ponto em relação ao santuário foi a descoberta de Tiago White e José Bates sobre Ap 11:19 "Abriu-se, então, o santuáiro de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da aliança no seu santuário" (WLF, pág 23).

Este verso para eles, não apenas apontava para a abertura do santíssimo no céu, mas também dirigia os olhos delees para a arca e seu conteúdo: [OS 10 MANDAMENTOS]. Esse pensamento os fez dar outro passo no desenvolvimento da identidade sabatista: a ênfase no sábado do sétimo dia.

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MensagemAssunto: Re: Desenvolvimento das doutrinas da IASD   1/22/2008, 10:24

A aceitação do sábado bíblico como doutrina

O interesse no sábado começou antes do desapontamento, mas o verdadeiro impulso veio dos batistas do sétimo dia.

Após uma série de publicações em jornais, revistas etc... a convicção desta crença foi tornando-se cada vez mais clara.

Em abril de 1845 José Bates após ler o "Preble no Hope of Israel", falando sobre a questão sabática, ficou convencido que nunca houve nenhuma mudança do sábado para o primeiro dia da semana (SDS [1846], pág. 40), daí em diante passou a defender com todo vigor esta verdade.

Em seguida foi Ellen Harmon, Bates tentou convencê-la sobre o sábado, as palavras dela foram: "Não senti sua importância, achava que ele estava erado em enfatizar o quarto mandamento mais do que os outros nove" (LS, pág. 95). Mais tarde, no mesmo ano, Ellen e Tiago (marido), recém casados aceitaram a validade do sábado após analisarem as evidências de um folheto [The Seventh Day Sabbath, a Perpetual Sign] publicado por Bates (TPI1, pág. 75).

Bates visitou Crosier, Edson e Hahn, que aceitaram também o sábado, ao passo que Crosier (o que publicou o artigo sobre o santuário) estava relutando. Aproveitando a visita mostraram os novos estudos sobre o santuário a Bates, que aceitou prontamente como base e fundamento.

Foi assim que por volta de 1846, começou a crença em:

1) Santuário celestial;
2) Ministério bifásico de Cristo;
3) Sábado bíblico;

(H. Edson, Ms; YI, 8 de março de 1910, págs. 4-6)

No geral sobre o sábado, o grande Bates apresentava que o papado havia tentado modificar a lei de Deus (Dn 7:25) - Diante das raizes restauracionistas trazidas da conexão cristã, o estudo cada vez mais tornava-se claro.

Um aspecto dos estudos de Bates foi sobre Ap 14:12 "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". Pensava ele: "parece-me que o sábado bíblico está mais claramente revelado que os outros nove", foi exatamente por isso que Ellen Harmon questionou a preferência no sábado por parte de Bates anteriormente.

A compreensão adventista dos 3 anjos surgiu com Bates, a idéia sobre a marca da besta, pois segundo ele Deus teria um remanescente escatológico que "guardaria os mandamentos". (IIbidem, págs. 58 e 59; VSDS, págs. 102-104).

Foi com Bates o surgimento da idéia de que o povo de Deus seria perseguido por causa de seu selo, dizia ele: "não está claro, pergunta Bates ao examinar Ap 14:9-12, que o primeiro dia da semana em lugar do sábado ou dia santo é uma marca da besta?". (SDS 1847, pág. 59).

A próxima conclusão foi sobre os 144 mil, relacionou-os com o selamento (sábado), [Janeiro de 1849 através da publicação A Seal of the Living God].

Ele concluiu que o sábado é uma VERDADE PRESENTE. (Ibidem, pág. 56, maiúscula acrescentados).

É impossível exagerar a importância das contribuições de BAtes para o desenvolvimento da teologia adventista ssabatista. Na qualidade de primeiro teólogo do adventismo, ele apresenta um sistema conceitual que unifica as doutrinas do sábado, santuário, segunda vinda dentro de um contexto entre a luta do bem contra o mal.

Eles passariam a considerar-se como tento o dever de pregar a mensagem do terceiro anjo.

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