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 Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?

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Prof. Azenilto
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MensagemAssunto: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   1/13/2008, 17:10


UM FOGO ETERNO QUE NÃO QUEIMA PARA SEMPRE. É POSSÍVEL?
“Eterno”, “para sempre”, “eternamente”, são termos que se acham na Bíblia e que podem transmitir uma noção que não corresponde exatamente a como os percebemos em nosso idioma.

Os lingüistas discutem o sentido das palavras hebraicas e gregas que se traduzem por “eterno” e “eternamente” nas Escrituras (olam, em hebraico; aion, aionios, no grego). Isso pode parecer meio complicado para um leigo, mas uma maneira de entender a questão mais facilmente é comparando várias traduções. Por exemplo, há traduções bíblicas que trazem no Salmo 23:6: “E habitarei na casa do Senhor por longos dias”. Outras Bíblias dizem, “habitarei na casa do Senhor para sempre”. O texto original é o mesmo, mas um tradutor verteu o termo hebraico olam por “longos dias” e outro por “para sempre”, o que não significa exatamente a mesma coisa, obviamente.

Isso se reflete em versões estrangeiras. Em francês, a versão de Louis Segond diz “jusqu’à la fin de mes jours” [até o fim de meus dias], e na versão em espanhol das Sociedades Bíblicas en América Latina aparece “por largos días”, na italiana Nuova Riveduta temos "per lunghi giorni", enquanto em inglês a New International Version verte como “forever” [para sempre], bem como a King James e Revised Standard Version.


“Para sempre” e “eterno, eternamente” no hebraico e grego
Na lei mosaica havia um arranjo pelo qual um escravo iria servir ao seu amo “para sempre” [olam] (Êxodo 21:1-6), mas esse “para sempre” é relativo ao tempo de vida do indivíduo, o que poderia significar “por breve período” ou “por longos dias”, dependendo da longevidade do mesmo.

Os que criticam os observadores do sábado gostam de lembrar que o concerto divino com Israel foi “perpétuo”, no entanto findou na cruz! Então, como uma coisa perpétua pode ter um fim? Pela linguagem hebraica, assim é. O termo olam tem um caráter relativo ao tempo de duração daquilo a que se refere.

No Novo Testamento não é diferente. Paulo se refere a Onésimo, o escravo convertido, que devia voltar a servir “a fim de que o possuísseis para sempre [aionios]” (Filemon 15 e 16). Mas esse “para sempre” significava até o fim da vida do escravo!

E o que dizer do “fogo eterno” que queimou Sodoma e Gomorra, mas não está queimando até hoje? Comparando-se diferentes traduções bíblicas percebe-se que o texto de Judas 7 foi alterado ilegitimamente por tradutores na Versão Almeida Revista e Atualizada em português. No original grego consta pyròs aioniou [fogo eterno], caso genitivo, que qualifica o termo “punição”. Então, não resta dúvida que a melhor tradução é “sofrendo a punição do fogo eterno”.

Novamente, recorrendo às mesmas Bíblias acima citadas, temos:

Francês: “. . . subissant la peine d’un feu éternel”
Italiano: "portando la pena di un fuoco eterno"
Espanhol: “. . . sufriendo el castigo del fuego eterno”
Inglês: “. . . vengeance of eternal fire” [King James]; “. . . the punishment of eternal fire” [NIV]; “. . .punishment of eternal fire” [RSV]; “. . . punishment of eternal fire” [Today’s English Version].

Infelizmente o trabalho de tradutores também envolve às vezes interpretação segundo suas convicções pessoais, o que não devia acontecer, pois o tradutor devia ser “neutro”, mas acontece.


Dois versículos que lançam muita luz
Lendo atentamente os versos abaixo percebe-se algo que talvez nunca haja chamado a atenção de muitos leitores da Bíblia e que ilustra bem a relatividade de sentidos das palavras hebraicas traduzidas por “eternamente”, “para sempre”. Profetizando acerca de Jerusalém, declara o profeta Isaías:

"O palácio será abandonado; a cidade populosa ficará deserta; Ofel e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, . . . até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto: então o deserto se tornará em pomar e o pomar será tido por bosque". -- Isaías 32: 14 e 15.

Notem-se as expressões “para sempre” e “até que” em contexto imediato. Como algo pode ser estipulado “para sempre . . . até que” aconteça um certo fato? Isso no português não faria sentido, mas no hebraico sim.

Outra passagem muito significativa encontra-se pouco adiante. Ao falar dos edomitas que Deus havia destinado “para a destruição”, o profeta Isaías se vale de linguagem hiperbólica semelhante:

"Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela". -- Isaías 34: 9 e 10.

Ora, é sabido que os edomitas desapareceram há muitos séculos. Poder-se-ia dizer que existem ainda piche ardente e fumaça subindo na terra de Edom? Logicamente que não.

É digno de nota que o apóstolo João, no Apocalipse, vale-se dessa mesma linguagem para descrever a sorte final dos ímpios. O mesmo João, lembremo-nos, também valeu-se de figuras do Velho Testamento, como ao tratar da mulher ímpia (a igreja corrompida ao final da história) como Jezabel, e ao falar de Babilônia, ou descrever a besta de Apocalipse 13 como sendo composta com os elementos dos animais de Daniel 7 (leão, leopardo, urso. . . )--ver vs. 2.

Assim, está aí a raiz da linguagem um tanto enigmática que confunde tanta gente boa. O fogo é eterno (como o que destruiu Sodoma e Gomorra), e queimará de dia e de noite com sua fumaça subindo “para sempre”, como também se deu na terra de Edom séculos atrás!

[Conclui no próximo quadro]



Última edição por Prof. Azenilto em 12/27/2009, 15:19, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   1/13/2008, 17:13

[Conclusão do quadro anterior]

Linguagem bíblica clara de destruição plena e total dos iníquos
Há passagens claras na Bíblia sobre a destruição total dos iníquos: os ímpios perecerão (Salmo 37:20); serão destruídos (Salmo 145:20); morrerão (Ezequiel 18:4); serão consumidos (Salmo 21:9); inexistirão (Salmo 37:10); serão eliminados (Provérbios 2:22) perderão a vida (Provérbios 22:23); tornar-se-ão em cinzas (Malaquias 4:3); se desfarão em fumaça (Salmo 37:20); os que não crerem no Filho Unigênito enviado por Deus perecerão (João 3:16).

Em 2 Tess. 1:9 Paulo, falando dos que rejeitam o evangelho, declara: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do Seu poder”.

Isaías 14:12ss retrata o rei de Babilônia em linguagem que se interpreta geralmente como também referindo-se ao próprio Lúcifer. O mesmo se dá com Ezequiel 28:14ss, que retrata o rei de Tiro, mas a linguagem descritiva é claramente uma referência a Satanás. Os vs. 18 e 19 falam de sua queda final e a destruição eterna com fogo que o transformaria em cinzas. Esse é o fim de Satanás, a “raiz”, que junto com os “ramos” de seus seguidores encontrarão a destruição, como descrito em Malaquias 4:1-3:

"Eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo".


As palavras de Jesus
Jesus comparou a destruição dos ímpios com ervas reunidas em molhos para serem queimadas (Mat. 13:30,40), os maus peixes lançados fora (Mat. 13:48'), as plantas prejudiciais que são arrancadas (Mat. 15:13), a árvore infrutífera que é cortada (Luc. 13:7), os galhos secos que são queimados (João 15:6), os servos infiéis que são destruídos (Luc. 20:16), o mau servo que será despedaçado (Mat. 24:51), os galileus que pereceram (Luc. 13:2, 3), as dezoito pessoas que foram esmagadas pela torre de Siloé (Luc. 13:4, 5), os antediluvianos que foram destruídos pelo dilúvio (Luc. 17:27), as pessoas de Sodoma e Gomorra que foram destruídas pelo fogo (Luc. 17:29) e os servos rebeldes que foram mortos quando do retorno do seu mestre (Luc. 19:14, 27).

Todas essas ilustrações empregadas pelo Salvador descrevem vividamente a destruição final dos ímpios. O contraste entre o destino dos salvos e o dos perdidos é um de vida versus destruição. Em Mateus 25:46 Cristo mostra a ANTÍTESE entre “vida eterna” dos remidos e “morte eterna”, dos condenados. Há um paralelo na sorte de ambos os grupos—o caráter eterno de sua sorte futura, de um lado vida eterna, do outro, morte eterna.

Jesus disse: “Eu lhes dou [aos remidos] a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28'). “Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Dentro do contexto destas passagens, não há razão para reinterpretar a palavra “perecer” ou “destruir” para significar permanência de vida em tormento infindável, absolutamente eterno.

Em 2 Pedro 3:6-10 temos o paralelo traçado pelo Apóstolo entre os que “pereceram” no dilúvio com os que perecerão ao final, segundo é decretado “pela mesma palavra” [de Deus]. O termo empregado por ele é apollumi, ou derivados, no sentido de DESTRUIÇÃO DOS HOMENS ÍMPIOS, como diz de modo claro o vs. 7. Acaso os que “pereceram” no dilúvio ficaram eternamente dentro d’água, sofrendo tormentos infindáveis nesse “inferno líquido”?


O fogo é inextinguível, mas o que queima, não. . .
Os que citam as referências ao fogo do inferno-geena (Mat. 5:22, 29, 30; 18:8, 9; 23:15; Mar. 9: 48') em apoio à crença no tormento eterno deixam de perceber, como assinala John Stott [autor protestante], que o “próprio fogo é chamado de ‘eterno’ e ‘inextinguível’, mas seria muito estranho se o que é nele lançado se revele indestrutível. Nossa expectativa seria o oposto: seria consumido para sempre, não atormentado para sempre. Assim é a fumaça (evidência de que o fogo realizou sua obra) que se ergue para sempre e sempre (Apo. 14:11; cf. 19:3)”.

Nenhuma das alusões de Cristo ao inferno-geena, indica que o inferno seja um local de tormento infindável. O que é eterno e inextinguível não é a punição, mas o fogo que, como no caso de Sodoma e Gomorra, como já visto na discussão de Judas 7, provoca a completa e permanente destruição dos ímpios, condição que perdura para sempre. O fogo é inapagável por não poder ser apagado até consumir todo material combustível. Em Ezequiel 20:47, 48 temos também menção a um fogo que destrói os inimigos de Deus e não se apagaria. Isso se dá porque “Eu, o Senhor, o acendi”. Em todo o contexto, a linguagem de vingança é de teor de “consumir” (ver 21:31, e 32—“servirás de pasto ao fogo”, e 22:20—“assoprarei sobre vós o fogo do meu furor, e sereis fundidos. . .”). Portanto, o fogo é “inapagável” por ter partido de Deus, e ninguém o poder extinguir. É fogo “inextinguível” nesse aspecto—num claro contexto de destruição total que tal fogo exercerá.

Destruição pressupõe aniquilamento. A destruição dos ímpios é eterna, não porque o processo de destruição continue para sempre, mas porque os resultados são permanentes. Do mesmo modo, os resultados da “punição eterna” de Mateus 25:46 são permanentes. É uma punição que resulta em sua eterna destruição ou aniquilamento, a “segunda morte”.

Falando em “segunda morte”, esta é a que caracteriza o “lago de fogo”, descrito por João no Apocalipse, que ocorre sobre a Terra (ver 20: 9, 10 e 14). Após descrever o lago de fogo que recebe a morte e a sepultura João fala do “novo céu e nova terra” (Apo. 21:1) em seqüência imediata, sem informar nada de que tal “lago de fogo” se transfira para alguma outra parte do universo para prosseguir queimando. Tal lago de fogo, após operar a “segunda morte”, simplesmente sai de cena.


Considerações Finais
O apóstolo Paulo disse que “nele [em Deus] vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28'). Toda existência de homens e animais depende de Deus. Por mais que se empreguem elaborados argumentos da mais refinada retórica e explicações “lógicas”, não há como justificar que o Criador irá preservar a vida de bilhões de criaturas com o único propósito de que vivam pela eternidade sofrendo por erros e faltas não perdoados, cometidos durante algumas décadas de vida (ou menos). A noção de um inferno de fogo eterno, que nunca completará sua obra destrutiva, é incompatível com a noção de que Deus é amor e justiça. E há quem ensine que Deus “predestina” alguns para se salvar, enquanto os que se perderem é por não terem sido assim “escolhidos”! Nasceram para mais tarde viver eternamente queimando. . . Não admira a quantidade de ateus, agnósticos e materialistas que têm povoado o planeta.

Em contraste, os que não tiverem a felicidade de ver todos os seus entes queridos compartilhando da eternidade bem-aventurada (certamente não muitos) sentirão muito maior conformação em saber que não estão a sofrer eternamente num fogo que jamais se extinguirá. Sobretudo após poderem acessar os registros celestiais para entender as razões de não se terem salvos (ver 1 Cor. 6:2 e 3) saberão que na sua destruição houve justiça e misericórdia.

Quando alguém vive sofrendo por anos de uma doença terminal e chega a morrer, comenta-se: “Pelo menos descansou e parou de sofrer!” Familiares e amigos sentem-se confortados. O mesmo se dará quando o “câncer” do pecado for eliminado de vez do universo. Este será totalmente purificado de qualquer resquício de iniqüidade, pois a promessa bíblica é de que “segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3:13).


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MensagemAssunto: Re: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   1/13/2008, 17:15


10 Razões Por Que Apocalipse 20:10 Não Serve de Prova do Inferno de Fogo Inapagável
Diz o texto: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos”.

1o. – Porque é regra em boa Teologia que não se estabelecem doutrinas com base em passagens simbólicas, parábolas ou textos isolados nas Escrituras, sobretudo os de sentido não muito claro. O livro de Apocalipse é cheio de alegorias extraídas sobretudo do Velho Testamento que precisam ser entendidas dentro das características de tais ilustrações e segundo o seu próprio emprego original. Assim é que temos as referências a Balaão [2:14], Jezabel [2:20], as duas oliveiras de Zacarias 4 [11:4], Elias e a seca [11:6], Sodoma e Egito [11:8], Babilônia [14:8, caps. 17 e 18], Gogue e Magogue [20:8], a besta composta dos mesmos animais de Daniel 7 [13:2], etc.

2o. – Porque a linguagem de “atormentados de dia e de noite” é extraída de Isaías 34:10, que fala de como “nem de noite nem de dia se apagará” o fogo que destrói Edom, representando isso um processo intenso e completo de destruição enquanto esta durar, sendo assolada “de geração em geração” (que equivaleria a “pelos séculos dos séculos”). Contudo, Edom há milênios já não mais existe. Também em Jeremias 17:27 lemos sobre o fogo que consumiria as portas de Jerusalém e não se apagaria. Só que tal fogo já se apagou há milênios.

3o. – Porque a figura do fogo que não se apaga, sendo, pois, inextinguível, também faz parte da linguagem veterotestamentária empregada em Ezequiel 20:47, 48. O motivo por que o fogo que destrói os inimigos de Deus não se apagará é porque “Eu, o Senhor, o acendi”. Em todo o contexto, a linguagem de vingança é de teor de “consumir” (ver 21:31, e 32—“servirás de pasto ao fogo”, e 22:20—“assoprarei sobre vós o fogo do meu furor, e sereis fundidos. . .”).

4o. – Porque no próprio livro de Apocalipse João emprega a mesma linguagem de 20:10 noutros lugares num sentido de algo que dura “de dia e de noite” denotando continuidade e não duração eterna de uma ação. Assim ele descreve as criaturas viventes louvando a Deus sem descanso “de dia e de noite” (Apo. 4:8'), os mártires que servem a Deus “de dia e de noite” (Apo. 7:15) e Satanás acusando os irmãos “de dia, e de noite” (Apo. 12:10).

5o. – Porque a sorte de Babilônia, símbolo da falsa religião, a que estão associados a besta e o falso profeta, lançados conjuntamente no “lago de fogo”, é a destruição total, ao ponto de que “nunca jamais será achada” (Apo. 14:11 e 18:8 e 21).

6o. – Porque os exércitos de Gogue e Magogue, mencionados no contexto imediato (vs. 8), lembram o episódio profetizado por Ezequiel de inimigos de Israel que foram inteiramente desolados e destruídos (ver Ezequiel caps. 38 e 39). Em Isaías 66:24 é descrito o cenário de morte final dos transgressores, falando em cadáveres e vermes que hiperbolicamente nunca morrem, em meio a um fogo que nunca se apaga, sem nenhuma menção a um lugar chamado inferno ou a almas ou espíritos.

7o. – Porque a linguagem do derramar do cálice da ira de Deus, aplicada a Babilônia, é um bem-estabelecido símbolo de juízo divino no Velho Testamento (Isa. 51:17, 22; Jer. 25:15-38; Sal. 60:3; 75:8). Deus derrama o cálice “sem mistura”, isto é, sem diluição, para assegurar seu efeito letal. Os profetas empregaram linguagem semelhante: “beberão, sorverão, e serão como se nunca tivessem existido” (Oba. 16; cf. Jer. 25:18, 27, 33). O mesmo cálice da ira de Deus é servido a Babilônia, a cidade que corrompe o povo. Deus mistura “dobrado para ela”, e o resultado é “flagelos, morte, pranto e fome”, bem como destruição pelo fogo (Apo. 18: 6, 8). O fim de Babilônia, destruída pelo fogo, é também o fim dos apóstatas que bebem do cálice sem mistura de Deus.

8o. – Porque segundo as Escrituras, somente Deus possui em Si a imortalidade (1 Tim. 1:17; 6:16). Ele concede a imortalidade como o dom do evangelho (2 Tim. 1:10:) e os que se perderão é por não terem recebido essa bênção. Em Romanos 2:7 Paulo fala sobre os que receberão a vida eterna em vista de que procuram glória, honra e incorruptibilidade [“imortalidade”, segundo o original grego]. Não se procura por algo que já se possui, supostamente na forma de um elemento eterno que se carregaria no íntimo do ser.

9o. – Porque o contraste entre os salvos e perdidos é definido como os que têm a vida eterna (João 6:54), e os que perecerão, já que o salário do pecado é a morte (João 3:16; Rom. 6:23), lançados que serão no lago de fogo e enxofre, “a saber, a segunda morte” (Apo. 20:14 e 21:8'). Apocalipse 20:9 diz que os que enfrentam o fogo do geena serão “consumidos”. Observem o elemento “enxofre” que aí é introduzido em associação com a “segunda morte” do lago de fogo.

10o. – Porque a sorte final do próprio diabo será a destruição, descrita em linguagem bem vívida em Ezequiel 28:18 e 19 (representado ali como o rei de Tiro, tal como em Isaías 14 é o rei de Babilônia), “. . . um fogo que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra. . . e jamais subsistirás” (comparar com Isa. 14:14, 15 e Mal. 4:1-3). Também um dos demônios que estava para ser expulso por Cristo Lhe pergunta: “Vieste destruir-nos? Isso mostra que esses seres espirituais malignos já sabem que o que lhes espera ao final e a destruição total (Mar 1:24).




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MensagemAssunto: Re: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   1/13/2008, 17:17

COMO A BÍBLIA DESCREVE O FIM DE TUDO—A MORTE DA MORTE!
O problema de alguns debatedores do tema da natureza e destino humano é alegarem que o sentido de “castigo eterno” em Mateus 25:46—“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna”—indica a eternidade literal, em termos de tempo infinito, para os condenados. Só que as coisas não são assim, de modo algum. Vejamos:

a) De fato, a palavra “eterno” (aionios) é a mesma para ambos—salvos e perdidos. O tema discutido está relacionado com o aspecto do destino “eterno” dos dois grupos.

b) Só que estão RELACIONADOS em termos de destino final de ambos os grupos, porém NÃO IGUALADOS, pois há contraste entre a condição de vida eterna do grupo de remidos, e o de morte eterna do outro grupo.

c) Cristo está estabelecendo a ANTÍTESE do destino final de salvos e perdidos, e, logicamente, é um destino eterno, definitivo para os dois grupos. A palavra “eterno” está relacionada em ambos os casos, mas não igualada em seu sentido absoluto porque há outras informações na Bíblia para se entender a sorte dos salvos e dos perdidos indicando vida eterna do lado de Deus para os salvos, e “destruição dos homens ímpios” (2 Pedro 3:7). Afinal, a Bíblia diz claramente que “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23).

d) Na análise do tema do destino final dos homens não podemos ignorar o começo da história humana partindo de uma premissa não comprovada—de que dentro do ser humano haja uma partícula imortal, criada por Deus no princípio (Gênesis 1 e 2), em função da qual os ímpios terão que viver eternamente no fogo do genna, em que são lançados. Simplesmente não ocorre tal informação na descrição da criação do homem (Gên. 2:7). Nós SOMOS almas viventes, não TEMOS alma.

e) Se não se deve ignorar o começo da história, tampouco o fim deve ser passado por alto, ou o que a Bíblia ensina sobre a sorte dos condenados—o lago de fogo. O fato é que logo em seguida à menção da ação desse lago de fogo, que é a segunda morte, o que temos é uma descrição de “novos céus e uma nova terra . . . e o mar já não existe [nem o lago de fogo]”. Não há, pois, espaço para qualquer lago de fogo prosseguir sua obra destrutiva sobre a superfície dessa Terra renovada, nem consta qualquer informação de que salte de sobre a Terra para prosseguir queimando em outro recanto do universo (ver Apocalipse 20:14-21:8.).

f) Também há uma dificuldade tremenda para os advogados da tese da eternidade literal das penas dos condenados, porque Cristo fala da ressurreição em termos de que todos vêm das sepulturas, os que fizeram o bem, para a “ressurreição da vida”, e os que praticaram o mal, para a “ressurreição da condenação” (João 5:28, 29). Mas se os condenados são, por fim, lançados no lago de fogo, teriam que possuir corpos de uma estrutura tal que fossem eternamente refratários ao fogo! Contudo, somente os remidos terão corpos “incorruptíveis”, como Paulo acentua em Filipenses 3:20, 21 e 1 Coríntios 15:35-54.

g) Ademais, a linguagem bíblica de destruição é claríssima, tanto no Velho, quanto no Novo Testamento. O salmista Davi chega a dizer que os ímpios “derreterão como a cera” (68:2), serão “como a palha que o vento dispersa”, desarraigados e eliminados de modo total (ver Salmo 1:4; 37:10, 20). Ezequiel fala do “rei de Tiro”, numa representação do próprio Satanás, que será destruído inteiramente, “e nunca mais serás para sempre”, como constam de algumas versões (Ezequiel 28:14-18.). Malaquias 4:1-3 diz dos condenados que não ficará “nem raiz, nem ramos”, mas se tornarão em cinzas!

No Novo Testamento temos Paulo falando de como os ímpios serão eternamente destruídos e banidos da face do Senhor (2 Tessalonicenses 1:7-10) quando Cristo vier trazendo consigo os fogos da vingança sobre os inimigos de Deus. Isto é significativo, pois mostra que o inferno de fogo AINDA NÃO EXISTE, o castigo é futuro! E 2 Pedro 3:6 a 10 trata dessa destruição final em termos claríssimos, utilizando a palavra apollumi e derivadas e traçando um paralelo entre a destruição sobre os pecadores antediluvianos com os do tempo do fim. Ou será que os antediluvianos “pereceram” nas águas do dilúvio ficando em eterno tormento líquido, sob tais águas?

h) As palavras “eterno” e “eternamente” não têm sempre em hebraico (olam) e grego (aion, aionios) o sentido absoluto de tempo infindável como em português. Vejamos três sentidos disso em hebraico e três em grego:

Em hebraico (Velho Testamento):

1 – O Salmo 23:6 diz—“habitarei na casa do Senhor para sempre-olam”. Contudo, comparando diferentes versões nota-se que diferentes tradutores, tanto para o português quanto para outros idiomas, preferiram verter olam neste verso como “por longos dias”!

2 – O próprio Jonas, relata sua dificuldade nestes termos: “Desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim para sempre—olam, contudo fizestes subir da sepultura a minha vida” (Jonas 2:6). Que “para sempre” mais breve—durou somente três dias e três noites!

3 – A lepra de Naamã recairia sobre Geazi, o servo de Eliseu, que mentiu e enganou o rei e o profeta, e sobre sua descendência “para sempre-olam”. Será que hoje há leprosos sofrendo de tal enfermidade por serem descendentes do problemático servo do profeta? (ver 2 Reis 5:27).

Em grego (Novo Testamento):

1 – Hebreus 6:2 fala do “juízo eterno-aionios”. Isso não significa que o juízo é um processo que tem começo mas não tem fim, e sim que tal juízo é de conseqüências e/ou efeitos eternos.

2 – Filemom, vs. 15, traz “para sempre-aionios” no sentido do tempo de vida de um homem (o servo ou o seu amo).

3 – O fogo que destruiu Sodoma e Gomorra foi “eterno” (Judas 7), contudo a cidade não está queimando até hoje, porque foi um fogo eterno em suas conseqüências (ou efeitos).

Finalmente, há dicionários gregos que explicam isso:

Liddel & Scott (Dicionário Grego) dá os seguintes significados de aion:

“1. Um espaço ou período de tempo, especialmente toda a vida. Vida. Também a vida de uma pessoa. Idade: a idade do homem. . .

“2. Um longo período de tempo. Eternidade . . .

“3. Mais tarde. Um espaço de tempo claramente definido . . . Uma era. A vida presente. Este mundo”.

Alexandre Cruden, em sua conhecida Concordância (em inglês), assim anota a palavra “eterno”:

“As palavras ‘eterno’, ‘perpétuo’, ‘para sempre’ são algumas vezes tomadas no sentido de um longo espaço de tempo, e não devem sempre ter estritamente esse sentido”.

E o erudito Basil Atkinson observa:

“Quando o adjetivo aionios com o sentido de ‘eterno’ é empregado no grego com substantivos de ação faz referência ao resultado da ação, não ao processo. Assim, a frase ‘castigo eterno’ é comparável a ‘eterna redenção’ e ‘salvação eterna’, ambas sentenças bíblicas. Ninguém supõe que estamos sendo redimidos ou sendo salvos para sempre [como um processo]. Fomos redimidos e salvos de uma vez por todas por Cristo, com resultados eternos. Do mesmo modo, os perdidos não estarão passando por um processo de punição para sempre, mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos. Por outro lado, o substantivo ‘vida’ não é um substantivo de ação, mas um que expressa uma condição. Assim, a própria vida é eterna”.–Life and Immortality. An Examination of the Nature and Meaning of Life and Death as They Are Revealed in the Scriptures (Taunton, Inglaterra, n. d.), p. 101.

Conclusão: Não devemos tomar textos ou termos isolados das Escrituras para daí fixar doutrinas, segundo pressupostos de crenças arraigadas na mentalidade popular. Uma análise mais detalhada do sentido de palavras-chave, como os adjetivos “eterno”, “perpétuo” e expressões tais como “para sempre”, “não se apagará” (para o fogo do castigo) precisa ser empreendida antes de chegar a uma conclusão de sentido real do que o autor quer transmitir, ao descrever o castigo final dos ímpios.

Tomar palavras soltas, textos isolados de sua contextuação imediata ou global, termos de sentido dúbio, metáforas e hipérboles interpretadas literalmente sem considerar as características lingüísticas (como no Hino Nacional Brasileiro, o “pátria amada IDOLATRADA” não significa que literalmente assim o seja) nunca foi a melhor metodologia para o estudo da mensagem divina aos homens ao longo das Escrituras.

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MensagemAssunto: Re: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   1/13/2008, 17:19

Reflexão Sobre 2 Tessalonicenses 1:7-10
Paulo escreve: “Se de fato é justo para com Deus que Ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós outros que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do Seu poder. Quando vier para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)”. 2 Tess. 2:7-10.

Temos nesta passagem alguns pontos importantes:

a) Os que sofrem injustiças agora por causa do evangelho serão recompensados “naquele dia” da volta do Senhor (esta é a ênfase, tal como em 2 Tim. 4:7, 8).

b) Os que atribulam os cristãos receberão a devida paga quando Ele Se manifestar “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus”. Ou seja, a paga não está ainda ocorrendo, não havendo esse fogo vingador a não ser quando Jesus manifestar-Se, o que destrói a interpretação que muitos dão à parábola do rico e Lázaro como de um inferno já em operação.

c) A punição desses pecadores é claramente descrita como “penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor”, uma linguagem por demais clara: não pode haver uma destruição infindável, a qual, em conseqüência, produz banimento! Estas são palavras bem fortes, claras, e coerentes com Salmo 37:20, Malaquias 4:1 e 3, Mateus 25:46 e tantas outras.

Note-se que o alívio das lutas e injustiças do povo de Deus se dará, NÃO QUANDO MORRESSEM E SUAS ALMAS FOSSEM PARA O CÉU, mas quando obteriam “alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do Seu poder” (2 Tess. 1:7). Paulo se inclui entre os que esperam esse “alívio”, e aponta à ocasião “quando . . . Se manifestar o Senhor Jesus”! Pode haver linguagem mais clara que liqüida com a idéia de que Paulo tinha expectativa de ir para o céu obter esse alívio imediatamente com sua morte? É praticamente o mesmo que já havia dito quanto a sua expectativa de partir e estar com Cristo, mas isso, como assinalou escrevendo a Timóteo, na certeza de receber o eterno galardão que “o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2a. Tim. 4:8).

É digno de nota que após discorrer sobre tudo isso—a recompensa dos justos e punição dos desprezadores do evangelho (sempre no contexto da vinda gloriosa de Cristo) Paulo encerra dizendo: “Ora, nosso Senhor Jesus Cristo . . . console os vossos corações e os confirme em toda boa obra e boa palavra” (2 Tess. 1: 16, 17), o que equivale às mesmas palavras de consolação encontradas em 1 Tess. 4:18, que ele registra após discutir EXATAMENTE o tema de que os “que dormem” ressuscitarão quando Cristo volta quando então, diz o apóstolo, “estaremos para sempre com o Senhor” (vs. 17). A consolação deriva, não de uma promessa de suas almas irem para o céu quando morrerem, mas dessa prometida e aguardada vinda de Cristo, quando “vier para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram, NAQUELE DIA” (2 Tess. 1:10).

À luz de outras passagens onde Paulo enfatiza tão bem essa questão do encontro dos remidos com Jesus “naquele dia” temos um quadro coerente, claro e insofismável de que a herança eterna, a herança da cidade celestial se concretiza, não por ocasião da morte, mas no dia da vinda gloriosa de Cristo. Era esta a expectativa que Paulo busca transmitir aos leitores de suas epístolas nos primeiros séculos da Era Cristã e que, certamente, é-nos transmitida a nós que estamos mais próximos do que nunca da concretização dessa esperança de Paulo e de todos os crentes em Jesus Cristo ao longo dos séculos.






Última edição por Prof. Azenilto em 12/31/2010, 22:42, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Entendendo Marcos 9:48--"O bicho que nunca morre. . ."   12/27/2009, 15:24


O Que Vem a Ser o “Bicho Que Nunca Morre”?
A passagem de Marcos 9:48 é ótima para se definir, de uma vez por todas, a tão debatida e incompreendida questão do castigo dos réprobos. Na verdade eu a considero o texto-chave para entender todo esse debate a respeito de tal tema.

Basta perceber o que realmente Jesus está dizendo, lembrando que Ele NÃO FALA em "alma" que não morre, e sim em "bicho" que não morre. Ora, alma é alma e bicho é bicho.

Eu perguntei a um grande defensor de imortalidade da alma como entender essa questão de "alma" e "bicho" (por que Jesus não falou de "alma" que não morre) e ele confessou que não sabia dizer. . .

Pois é bem fácil. Basta comparar tal passagem com Isaías 66:24:

"E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne".

Pronto, aí está a fonte das palavras de Cristo. Ele está se valendo da mesma metáfora de Isaías, recorrendo à mesma HIPÉRBOLE, ou seja, a linguagem poeticamente exagerada para pintar com cores mais fortes o cenário que o autor bíblico está descrevendo.

Isaías está acentuando o horror das multidões de inimigos de Deus mortos ao final, com seus cadáveres comidos pelos bichos que aparentemente NUNCA MORREM, ou não morrem até consumirem suas carnes. Para um israelita a maior desonra era morrer e ficar insepulto, comido por vermes ao ar livre.

Assim, Jesus faz essa comparação com a destruição final, valendo-se da mesma FIGURA HIPERBÓLICA do profeta. Ele fala claramente em CADÁVERES, não em "almas".

A hipérbole é um exagero de linguagem para propósitos retóricos, como se dá com o próprio hino nacional brasileiro na parte que diz: "Pátria amada, IDOLATRADA". Só que literalmente ninguém idolatra a pátria, coisa nenhuma, (e nem deve. . .)

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MensagemAssunto: Re: Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?   

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Um Fogo Eterno Que Não Queima Para Sempre. É Possível?
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